Uma verdade sobre os implantes mamários

A cirurgia plástica para colocação de implantes mamários é o segundo procedimento mais realizado no Brasil, ficando atrás apenas da lipoaspiração. Segunda a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, (SBCP), foram feitas mais de 148 mil cirurgias deste tipo no país em 2011. A demanda por este procedimento aumenta, à medida que as pacientes vão perdendo o medo das anestesias e com técnicas mais seguras. As suturas não precisam ser mais retiradas e os curativos são mais práticos e modernos.

Imagens e ilustrações: Reprodução e Marcos Medeiros

Antes e depois das famosas:

 

A possibilidade de retorno rápido à rotina tem colaborado: “geralmente liberamos para dirigir automóveis em uma semana e para realizar trabalhos em computadores três dias são suficientes. Somente atividades que envolvam força ou tração devem ser evitados por cerca de 30 a 45 dias”, diz o cirurgião plástico Paulo Roberto Mendes, de Florianópolis,  que é membro Titular da SBCP.

 

Os implantes de silicone nem sempre são colocados apenas para aumentar as mamas e algumas vezes também são utilizados em conjunto com a pexia, ou levantamento. Esse é sem dúvida, o grande desafio para todos os cirurgiões: “como levantar, encher e manter o formato, a longo prazo, em um órgão com pele ruim, geralmente com estrias, com tecido mamário liposubstituido, ou substituído por gordura, e que já foi inestético durante toda a existência da paciente. Devemos explicar de maneira direta e bem detalhada às pacientes, que pexia com colocação de implantes é uma cirurgia bem diferente em comparação à apenas colocar as próteses. Certamente, aquelas que precisam apenas de implantes terão um resultado estético melhor, mais duradouro, sem cicatrizes e com mais chances das mamas não “segurarem um lápis na parte de baixo”, explica o cirurgião.

“Aliás, os cirurgiões plásticos em todo o mundo gostariam de saber quem “inventou” essa teoria, uma grande lorota, que mamas não podem encostar na parte de baixo. Toda mama tende a cair, pois a gravidade atrofia num efeito “sanfona”, devido à variação de peso e amamentação que levam inexoravelmente a isso. Culpar o médico pelo fato das mamas encostarem na parte de baixo e não ficarem posicionadas, enchendo bem a parte de cima do sutiã é como culpar nossos pais por não terem nos feito com o rosto e corpo das divas do cinema”, completa ainda o médico.

“Outro grande desafio que o cirurgião enfrenta é escolher acertadamente o tamanho dos implantes. É fundamental que se leve em consideração o tipo físico das pacientes, bem como a largura dos ombros, tórax e quadril. Com as medidas na mão fica muito fácil para o médico escolher o tamanho dos implantes. Harmonia é a melhor palavra para definir a nossa busca incessante por resultados mais perfeitos e naturais. Enfim, milagres não existem. O que há é ciência, técnica e muita arte”, conclui Mendes.

 

 

Paulo Roberto Mendes – membro titular da SBCP

 

www.pmendesplastica.com

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