Arquivos da categoria: Na Mídia

Minha coluna Revista Versar: navy: o estilo que navega de geração em geração


O estilo náutico na moda é atemporal e praticamente qualquer pessoa, de qualquer idade, pode incorporar a aparência em seu dia a dia. São peças icônicas, que incluem casacos e blazers bem estruturados, blusas de malha com gola alta, sapatos e cintos de corda trançados, calças boca de sino, além das pulseiras com elos e as icônicas blusas listradas. A combinação branco com azul marinho, com toques de vermelho, é a mais comum. Não importa de que maneira você vai adotá-lo, mas pode ter certeza: é garantia de sucesso em qualquer estação!

Pulseiras acervo, blazer Ammis, body Água de Coco para lojas Mariella, brincos Lize Acessórios e sandálias Antônia Handbags (Fotos: Dari Luiz/Divulgação)

Da marinha para a moda

O clássico uniforme azul marinho e branco listrado que conhecemos são originários da região costeira francesa da Bretanha. O traje dos oficiais da marinha francesa carrega 21 faixas horizontais, uma para cada uma das vitórias de Napoleão. O vestuário nasceu da funcionalidade: o decote reto permitia que os marinheiros se vestissem rapidamente para atender qualquer imprevisto à bordo.


Brincos Lize Acessórios, pulseiras de elos acervo, pulseira branca Hermès e vestido Skazi para Tida

Origem com Chanel

Quando Coco Chanel abriu sua primeira loja de roupas em 1913, na estância balnear de Deauville, na Normandia, introduziu na coleção várias peças vindas do figurino dos pescadores normandos, completamente reinventadas e adaptadas para a moda e para as mulheres.

Graças a sua irmã Antoinette e a tia Adrienne, que usaram os modelos pela cidade, a elegante inspiração náutica de Chanel tornou-se bastante atraente para moças bem vestidas, tanto dentro quanto fora da praia. Poucos anos depois, os modelos estavam nas páginas das Vogue britânica e americana.

 Macacão Skazi para Tida, colar acervo

Outra referência que Chanel reinventou foram os trajes dos marinheiros franceses. Desta vez, ela criou uma coleção com tema náutico, lá por 1917. Chanel favoreceu silhuetas masculinas para dar poder à sua clientela e foi fotografada ostentando uma blusa listrada, batizada de camiseta bretão, e um par de calças com pernas largas que chamou a atenção das mulheres da época. A alta sociedade logo se convenceu que a estilista estava no caminho certo. O shape rende ótimos looks até hoje.

Reinventado em várias épocas

Seja no vestido marinheiro criado por Mary Quant em 1967 ou por Yohji Yamamoto, que lançou uma versão do estilo exagerado para a primavera / verão de 2007, o visual foi visto várias e várias vezes na moda e até na decoração. Alguns designers captaram mais notavelmente o espírito da Marinha, como Vivienne Westwood, cujo pirata inspirou a coleção “World’s End”, em 1981, e John Paul Gaultier, que em muitas de suas coleções mostrou o fascínio pelo personagem infantil Popeye. Lembrando ainda que Ralph Lauren, cuja marca é um clássico chique americano, apoia fortemente a estética náutica.

Houve tantas reencarnações do estilo desde que as blusas listradas de Chanel se tornaram populares no início do século 20 que seria quase impossível mensurar aqui. Que seja eterno, então, pois eu amo muito!


Cinto Chanel, argolas e pulseira Lize Acessórios, chapéu Vero, vestido Cheroy para lojas Mariella

Nos primórdios

Acreditem: os créditos do estilo náutico, segundo a história, vão para a rainha Vitória. Ela foi a primeira dama a experimentar, em um dos filhos, o estilo navy: em 1846, vestiu Albert Edward, Príncipe de Gales, de quatro anos de idade, em um terno de marinheiro para usar a bordo do Royal Yacht. Quando o menino apareceu diante do público, oficiais e marinheiros que estavam reunidos no convés para vê-lo o aplaudiram. O príncipe William usou uma cópia exata no casamento do príncipe André e da duquesa de York em 1986. 

Bolsa e sapatos Carmen Steffens, macacão Hit Closet

Participaram deste editorial:

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda:
Lise Crippa
Modelo: Lara Meneghel – Ford 
Models SC
Fotos e tratamento de fotos: 
Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Ajudante de produção: Luisa Lobato
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento especial: Evandro e Graciele Parente e ao marinheiro Willian Pinheiro
Marcas e lojas participantes: Água de Coco, Ammis, Cheroy, Antonia Handbags, Carmen Steffens, Chanel, Hit Closet, Hermès, Lojas Mariella, Lize Acessórios, Mariana Pelegrini, Renata Ouro, Skazi, Tida, Vero ChapéuL

Eu entrevistei: filha de catarinense, jornalista italiana Paola Jacobbi fala da convivência com grandes nomes da arte, cinema e moda

Quando entrei no restaurante Ceresio 7, em Milão, me chamou a atenção o burburinho em torno de Cindy Crawford, uma das primeiras tops mundiais a ser denominada “übermodel“. Ela recém tinha batido um papo amistoso com a minha entrevistada de hoje, Paola Jacobbi. Com amigos em comum, logo estávamos sentados juntos, menos a modelo, que estava a algumas mesas de nós.

Eu e Paola em Milão, ano passado

Paola e eu identificamos imediatamente muitas afinidades. Italiana, com mãe brasileira — ela é filha de Daisy Benvenutti —, Paola é jornalista e tem uma forte ligação com Santa Catarina — ela é prima do saudoso colunista Moacir Benvenutti (que chegou a morar em Milão com a família de Paola), e a mãe nasceu em Jaraguá do Sul.

Desde aquela noite de novembro, no auge da semana de moda, nós mantivemos conversas frequentes. Neste começo de ano, como faz anualmente, Paola e o marido Gianmaria vieram a Santa Catarina para rever os parentes. Em meio às férias, batemos um papo sobre moda, personalidades, carreira. Com a modéstia habitual àqueles que não precisam se autopromover, a jornalista, que atua na Vanity Fair italiana, fala com naturalidade sobre sua convivência com os grandes nomes da arte, cultura e moda mundial.

Por Lise Crippa -26 de Janeiro de 2019

Paola Jacobbi
Paola Jacobbi (Foto: Diorgenes Pandini)

No currículo

Paola é editora sênior da Vanity Fair italiana, revista americana que aborda cultura pop, moda e política pelo mundo, inclusive com edição aqui no Brasil. Tem formação em Ciências Politicas em Milão. Iniciou no jornalismo com 18 anos, quando fez estágio na Bloch Editora, no Brasil. Um ano, depois trabalhou na redação de Paris da mesma revista. Em 1984, já estava contratada numa publicação italiana de moda, música e cultura para jovens meninas. Em 1995, escrevia para a Panorama, uma espécie de Veja italiana. Em 2003, entrou na Vanity logo que a revista se estabeleceu na Itália. Atualmente, ainda escreve para a Vogue russa, na editoria de moda, e já colaborou para a Vanity Fair Espanha.

Ligações com o Brasil, SC e Florianópolis

“Minha mãe, Daisy, é brasileira, nascida em Jaraguá do Sul. Formou-se em Ciências Econômicas em Curitiba. Foi a primeira mulher formada na Federal do Paraná, por isso ganhou um prêmio em 2016. A história dela é muito mais interessante do que a minha. Enfim, ela foi ser atriz de rádio e teatro em São Paulo, onde conheceu meu pai, escritor, crítico, diretor de teatro italiano, que morou muitos anos no Brasil. Quando ela estava grávida de mim, de cinco meses, resolveram voltar à Itália. Na época eles moravam em Porto Alegre. Então eu fui concebida em Porto Alegre e nasci em Roma, onde residiam meus avós paternos. Quando eu tinha três ou quatro anos, mudamos para Milão”.

A mãe inspirou-a também a seguir a carreira na área de comunicação. Na Itália, Daisy trabalhou na Revista Manchete como correspondente e também foi diretora de redação da Revista Desfile Itália, em que tinha uma coluna abordando moda e sociedade em Milão.

Infância e adolescência

“Eu sempre vivi na Itália. Passei algumas férias em SC, visitando a família, principalmente meu primo Moacir Benvenutti, colunista social do Diário Catarinense, que foi para mim um grande amigo. Sempre representou a alma de Floripa e de Santa Catarina. Me faz falta todo dia”.

Entrevistas com celebridades mundiais

“Já entrevistei grandes nomes do cenário mundial desde minha estreia na carreira. Desde os escritores Jorge Amado, há muitos anos, no Rio, quando eu ainda era uma garota, Isabel Allende, Mario Vargas Llosa, a astros como George Clooney, Sharon Stone, Richard Gere, Angelina Jolie, Brad Pitt, Clint Eastwood, Madonna, Lady Gaga, Scarlet Johansson, Dakota Johnson, Eva Green, Rachel Weisz, Alfonso Cuarón, Nacho Figueiras, Edgar Ramirez, Rodrigo Santoro. Além de Leonardo DiCaprio, Kitty Spencer (sobrinha de Lady D), Julia Roberts, Jodie Foster, Martin Scorsese, Sofia Coppola. Mas também entrevistei muitas personalidades da moda, como Giorgio Armani, Donatella Versace, Alber Elbaz, Ottavio Missoni, Gisele Bündchen. Fiz a primeira entrevista com Lea T, conversei com o jogador Alexandre Pato quando ele namorava com a filha de Silvio Berlusconi. Falei com todos os 007 (Sean Connery, Roger Moore, Georges Lazenby, Pierce Brosnan e Daniel Craig) muitos outros atores, inclusive a rainha das blogueiras Chiara Ferragni“.

Blogueiras e o jornalismo

“Elas tomaram lugar das páginas de anúncios que eram fonte de dinheiro para as editoras. Uma blogueira não pode ser jornalista porque é simplesmente uma garota propaganda 2.0, é comércio, não é jornalismo. Nada de mal, mas são temas, e business, muito diferentes”.

>

Mercado editorial e redes sociais

“A situação das editoras é muito crítica no mundo inteiro. O mercado editorial italiano é como todos os outros, alguns títulos funcionam, outros menos, mas ninguém cresce. Não tem novos projetos, o dinheiro é sempre menor. Sou muito interessada nas redes sociais, mas acho que precisam evoluir. Não basta uma pose narcisista para substituir uma revista de moda, não basta uma frase bacana para substituir a crítica de um filme ou um argumento político. Redes sociais são um atalho para preguiçosos, seja para quem escreve, seja para quem lê, mas podem ser uma plataforma para um ótimo jornalismo também. Depende muito dos editores que, por enquanto, não tiveram grande visão sobre o futuro. Como é possível que os discos acabaram, mas a música continua sendo um business? Que as livrarias fechem, mas os livros se vendem na Amazon? Que os cinemas fechem, mas os filmes vivem e prosperam na Netflix? Cadê a Netflix das revistas? (Existe, é a Texture nos EUA, mas ninguém acreditou bastante na ideia, pelo menos até hoje). A crise é mundial. A questão é qual será o futuro, se ninguém fizer nada? O futuro serão as revistas em forma de aplicativos, o problema é que tem muita informação de baixo nível e gratuita. Eu quero um conteúdo bom e quero pagar por este conteúdo. Eu quero ler uma publicação com algo interessante. A Netflix está produzindo filmes como Roma que, se não fosse a plataforma, menos pessoas teriam visto”.

David Bowie e visões sobre o futuro

“Falei com ele em 1995. Começamos abordando sobre os anos 2000 e lembro que gostei muito daquela entrevista, porque ele me comentou que já havia se programado para passar o final de 1999, 2000 na Nova Zelândia, pois lá o ano começava antes. Ele estava com pressa e estava muito interessado nas tecnologias. A internet estava começando e ele já estava super interessado. Bowie tinha uma visão muito científica das coisas, tinha uma visão futurista e de como a vida iria mudar. A matéria era sobre como seria o próximo milênio. Uma parte era com ele e a outra com a cineasta Kathryn Bigilow, que logo depois se tornaria a primeira mulher a ganhar um Oscar de melhor direção por The Hurt Locker, em 2010″.

Peculiaridades de celebridades

“Nunca vou esquecer de um dia em Lisboa com Marcello Mastroianni; uma tarde na casa de Kevin Costner em Los Angeles; um almoço com Sharon Stone em Bora Bora; um dia fotografando a Isabel Allende na casa dela em São Francisco (Califórnia); uma viagem de avião de Atlanta para Nova York com Janet Jackson. Mas talvez a minha preferida em absoluto seja a Olivia De Havilland, única sobrevivente do elenco de E o Vento Levou…, que entrevistei na casa dela em Paris, em 2009″.

Paola e Isabel Allende

Universo da moda

“Adoro moda. O mais divertido, irônico, inteligente de todos os entrevistados foi Giancarlo Giammetti, sócio de Valentino. Uma vida de glamour, um humor bem “sharp” [ácido]. Foram as flores mais chiques que recebi no dia seguinte a uma entrevista”.

Incursões literárias

“Eu escrevi um romance e três outros livros sobre moda. O livro sobre sapatos foi ideia de uma amiga que trabalhava na editora de livros e que sempre dizia que gostaria que eu escrevesse um livro para ela. A gente começou a se encontrar numa cafeteira em Milão, às quintas-feiras de manhã, ao lado de uma feirinha famosa na cidade porque tem uma banca que vende sapatos de marca da temporada passada: Prada, Tods, Versace, Dolce e Gabbana….E ali, na frente da banca, tivemos a ideia de um livro sobre sapatos. O livro foi um sucesso (era o momento de ouro da Sex & the City, sapatos e mulheres eram assunto do dia) foi traduzido em várias línguas (inclusive no Brasil). Aí resolvi fazer uma trilogia das obsessões femininas: sapatos, bolsas, joias. Já o romance é uma sátira social sobre o mundo das celebridades e do charity. Se passa num país de terceiro mundo, Centro-América, país que não existe, ninguém conhece. Fala de um local que tem um terremoto e lá tem uma celebridade e o local torna-se famoso e ganha a atenção da mídia e do mundo por causa do terremoto. Eu me inspirei um pouco no que aconteceu em 2004, quando ocorreu um tsunami no Sul da Ásia. Se não tivessem ocidentais, ninguém estava nem aí. A modelo checa Petra Nemcova ficou famosa porque sobreviveu a este tsunami. No futuro, gostaria de escrever algo sobre Brasil e Itália, ainda não sei como!”

Referências do Brasil aos italianos em moda e entretenimento

“Os italianos veem os brasileiros como um povo alegre. Sol, futebol, Carnaval, o rótulo clássico. Só quem viaja e conhece, entende e aprecia a complexidade antropológica e cultural do Brasil. As referências em moda são poucas, ficam mais no campo de nomes de algumas top models. Entre os que trabalham na moda, Osklen é uma marca conhecida e as Havaianas são veneradas. O Brasil é muito clichê e as informações de moda, cinema e entretenimento chegam pouco para nós na Itália. Gisele Bünchen é muito famosa, mas quase mais americana que brasileira. Apareceu nos jogos olímpicos, todo mundo sabe que é brasileira, mas é a única celebridade da atualidade na área da moda que a Itália conhece. Sonia Braga é lembrada quando se fala em cinema brasileiro, assim como Sophia Loren no cinema italiano”.

Sobre cinema brasileiro

“Eu vi dois filmes brasileiros ótimos! (ela recorre ao marido Gianmaria, para ajudá-la a lembrar os nomes — Que Horas Ela Volta e Casagrande). Aquarius também foi um grande filme. Entrevistei a Sonia Braga. Já sobre Que horas Ela Volta, não consegui emplacar uma entrevista. Infelizmente, ninguém conhecia a Regina Casé. E um viva à Netflix! Pois eu não teria visto a série O Mecanismo, sobre a Lava-Jato.

Expectativa quanto às celebridades

“Acontece decepção, acontece surpresa. Você encontra a celebridade em épocas diferentes. Você encontra numa época e depois em outra, dependendo do momento da vida deles. Com o Kevin Costner, por exemplo, entrevistei ele no começo da carreira e num momento que ele era muito famoso, num momento de quase arrogância. Depois entrevistei num momento que ele estava em grande crise e depois foi mais na idade atual, mais tranquilo. Depende do momento, do que estão promovendo. É claro que se trata da promoção de um filme que estão muito apaixonados, que deram o máximo, um filme que pode ganhar prêmios, eles são mais generosos, mas tem alguns que nunca são generosos… Os melhores entrevistados são os mais velhos, porque têm muita história para contar e não precisam mais provar nada para ninguém”.

Favoritos para o Oscar

Aposto em Nasce uma Estrela, Bohemian Rhapsody, Green Book. Eu apostaria no Green Book, mas o filme está tendo muita polêmica em torno dele, mas depende muito como de como a equipe que produziu o filme vai conduzir a narrativa. Tecnicamente, Green Book, se souber jogar bem as suas cartas, será como o The Millionaire. O ano que o filme ganhou ninguém esperava. O Vigo Mortensen, um dos protagonistas de Green Book, me contou que da outra vez que ele foi indicado ao Oscar, não fez muita campanha e o pessoal reclamou para ele”.

Morar no Brasil

“Gostaria muito de morar no Brasil! Um país jovem, com grande energia e potencial enorme, um país onde se fala uma língua maravilhosa, que tem uma tradição cultural própria, única. Quantas coisas podem ainda ser feitas no Brasil! Gosto muito de Florianópolis, gostaria de passar muito mais tempo aqui. A cidade tem um potencial enorme! Outro dia, num sábado, com tempo nublado, queríamos ver um filme japonês que ganhou Cannes e fomos ao Paradigma e o cinema estava cheio, 11h da manhã! Se você faz as coisas, tem público. Eu passo pelas livrarias dos shoppings e estão vazias, mas porque não têm eventos. Convidem pessoas para falar de um livro, tocar uma música, uma palestra. Uma das coisas que falta mais aqui em Florianópolis é política cultural. Mas eu amo cada árvore aqui na Capital!”

Minha coluna Revista Versar: A moda transcende: Confira criações românticas e sensuais cheias de nostalgia

As cores, predominando os tons pastel, claros, bege e nude, fazem parte do closet femininoO romantismo jamais saiu de moda. Retornando a 1820 e 1840, onde o foco foi exaltar valores tradicionais e exibir os poderes materiais da burguesia, Paris e Londres eram as capitais europeias em evidência deste período. A primeira se preocupava com a vida na cidade e a segunda com o campo, e esse era o lifestyle das meninas que marcaram época na era romântica. As cores, predominando os tons pastel, claros, bege e nude, fizeram parte do closet feminino, além do uso de tecidos estampados especialmente com flores ou listras no lugar dos lisos. Por volta de 1820, os vestidos voltaram a ter um corte na cintura e, efetivamente, ficaram lembrados pelo uso do espartilho. Babados e ornamentos em geral eram tendência.

Estampa Vichy

Bolsa Jorge Bischoff para Strass, saia e blusa em estampa Vichy Vintage para Loja Maria Cláudia

Vira e mexe ela reaparece! Sei que no romantismo as listras é que estavam na moda, mas eu quis inovar e achei que a Vichy deu o ar de modernidade que eu queria na coluna. Mesmo às vezes sendo associada ao ambiente doméstico, toalhas de mesa e a piqueniques, é uma estampa clássica, quase sempre em alta. Celebridades adoram, assim como blogueiros de moda, e marcas vendem em milhares de variantes, todas coloridas, originais e desejáveis! Como um vestido de verão, uma saia para combinar com um top, igualzinho a este que usei na produção, para um look de noite ou como acessório. Já vi vários deles! Brincos, sapatos, bolsas…

O nome é de origem francesa e, segundo consta, é proveniente da região de Vichy. Quando originalmente importado para a Europa, no século 17, o Vichy ou Gingham era um tecido listrado. Agora é conhecido por seu padrão xadrez inconfundível.

Arte floral

Vestido Beside para Strass e sapatos Capodarte para Strass, flores Juliana Hames

Liguei para a designer floral Juliana Hames no fim de semana para fotografarmos esta coluna na segunda-feira. Não quis usar joias ou bijuterias, e minha ideia era confeccionar “os colares, anéis e pulseiras” no local e com flores naturais. Pedido feito, pedido atendido! Há 26 anos a Ju atua na área de designer floral. Aos 17 foi para a Europa se especializar e aos 23 já ministrava cursos na área. Com estilo orgânico, preservando as formas mais naturais, ela trabalha com decoração de eventos e também ensinando sua arte, que segundo ela, é a sua vida. Em 2016 representou o Brasil no Canadá numa competição de arte floral e trouxe o título de campeã para Santa Catarina. Ela ministra cursos na sua escola batizada de Centro de Artes Criativas, em Florianópolis.

Para inspirar nossos daydreams

Vestido ATEEN para Loja Danna, flores Juliana Hames

Já sabemos que as grifes internacionais e apresentadas nas Semanas de Moda é que inspiram marcas mundo à fora. Precisamos ficar ligadas em tudo, mesmo antes de chegar aqui no Brasil. De Paris, Milão e Nova Iorque, escolhi cinco designers que colocaram nas passarelas, neste ano, coleções muito românticas, talvez as mais do ano!

• Valentino: É incomparável em seu ofício. Inacreditavelmente, ele parece fazer as mulheres parecerem criaturas de ficção míticas e belas. Em seu desfile de alta costura de 2018, usou uma combinação de materiais etéreos em diferentes tons para inspirar silhuetas femininas e poderosas.
• Rodarte: As Irmãs Mulleavy têm o dom de criar os vestidos mais bonitos e românticos do universo. Que cenário melhor do que milhares de buquês para criar um desfile de sonho no Rodarte Haute Couture, que ocorreu recentemente em Paris? Lembra da minha primeira coluna aqui na Versar, em que destaquei os arranjos de flores na cabeça? Totalmente Rodarte.
• Elie Saab: O designer libanês não economiza quando o assunto é celebrar a forma feminina. Conhecido por seus vestidos de casamento de outros mundos e acessórios ultraluxuosos, Saab tem elaborado os vestidos mais românticos e bonitos desde os anos 1990. Sua coleção verão 2018 é uma mistura de cetins, rendas e lindos bordados.
• Gucci: Sensível e nostálgico, Alessandro Michele deu vida à reminiscência de uma história de amor dos anos 1980. Cores arrojadas e tecidos contrastantes
criaram uma coleção romântica e luxuosa.
• Chanel: Esta lista não estaria completa sem a Chanel. Alguma vez houve uma marca que pudesse capturar a beleza da feminilidade da mesma maneira que esta marca francesa? A coleção Haute Couture verão 2018 não é uma exceção. Com um cenário que se parece com algo de um filme, as roupas elaboradas ainda são suaves e femininas.

A mais romântica

Vestido Maria Filó

Vestidos folgados e assimétricos foram abundantes nas primeiras filas da Self Portrait, marca britânica fundada pelo malasiano Han Chong. A Self Portrait aterrissou no mapa da moda para ser um dos nomes lembrados pelas fashionistas e bem vestidas como Olivia Palermo e Pippa Middleton, irmã da Duquesa de Cambridge, Kate. A textura das roupas é sempre fundamental e, na última temporada, Chong encantou a plateia com estampas gráficas florais e geométricas combinadas com crochê e renda. Inspirados por um feriado recente em Ibiza, os vestidos de kaftan fluíam ao longo da passarela, usados tanto soltos quanto apertados na cintura para criar curvas.

Maneiras de usar o estilo romântico

Vestido Renata Figueiredo para Tida e flores Juliana Hames
Vestido Fernè e óculos Chloé para Mint Premium Óptica

1- Em caso de dúvida, opte pelo tom pastel, que é a maneira mais simples de começar a entrar na vibe sem ficar com cara de bebê. Procure paletas de cores em azul claro, rosa suave, creme, lavanda.

2 – Tudo é uma questão de detalhe! Bordados delicados são um sinal inegável de que você está entrando em território romântico. Mantenha seus acessórios ladylike com uma simples pulseira de ouro.

3 – Procure silhuetas femininas. Um cinto fininho na cintura dá a quantidade certa de feminilidade e enfatiza suas curvas. Cubra o visual com um cardigã branco transparente e sandálias simples de couro.

4 – Use rendas! Não há nada mais sexy, sem ser vulgar. Adoro abusar deste visual mostra aqui, tapa ali. Mantenha seus sapatos neutros.

5 – Não tenha medo de brincar com as texturas. Sinta-se à vontade para misturar e combinar texturas e algumas estampas florais. Combine rendas elegantes com denim branco mais áspero.

PARTICIPARAM DESTE EDITORIAL:

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Locação: Estúdio B – NSC
Agradecimento especial: Juliana Hames Designer Floral
Modelo: Sofia Pisani – L´equipe Model Floripa
Marcas participantes: ATEEN, Beside, Chloé, Capodarte, Loja Danna, Fernè, Jorge Bischoff, Loja Maria Claúdia, Mint Premium Optica, Maria Filó, Renata Figueiredo, Strass Acessórios e Roupas, Tida, Vintage, Kotzias Tecidos (tecidos dos cenários).

Leia também:

Minha coluna Revista Versar: Pin-up moderna: Estilo está de volta e em alta na moda praia

A temperatura está subindo, os comprimentos das saias e shorts encurtando e as bebidinhas geladas voltando à alta rotação. O verão de 2019 está tão perto que quase podemos saboreá-lo. E viva os dias quentes!

 
Óculos Dior Vintage, colar e pulseira Juliana Manzini e biquíni Salt Sun & Bikinis para Santalina (Fotos: Dari Luz/Divulgação)

 

Muitos de nós não nascemos ou vivemos nas décadas de 1930 a 1950, porém um modelo de beleza é referência na moda até hoje. De lá para cá, ele foi reinventado, redesenhado e visto sob vários olhares. Minha inspiração para escrever esta coluna são elas, as pin-ups, numa versão moderna e adaptada.

Elas quebraram paradigmas históricos e foram símbolo de feminilidade. Talvez tenham sido as precursoras do feminismo e começaram a criar estilo e personalidade para as mulheres da época. Marilyn Monroe, Dita Von Teese e Betty Pagie são alguns nomes que
representam o movimento.

Essas mulheres receberam muitas críticas em um período extremamente moralista, em que mostrar as pernas ou ser fotografada seminua era considerado um ato indecente para a sociedade. Entre as celebridades que ganharam destaque como pin-up lembro também de Greta Garbo, Rita Hayworth e Sophia Loren.

Maiô Lenny Niemeyer, colar Joyá, toalha Salinas para Santalina e turbante Lari Handmade para Fernè

De Floripa

Desde 2016, a marca 100% Brasil, “manezinha da gema”, invadiu o mercado europeu e iniciou sua participação em várias feiras de moda praia em todo o mundo. Seja na Itália, Espanha ou na França, a marca catarinense, das irmãs Iara e Cristina Mendes, foi admitida em 2018 na Abest (Associação Brasileira de Estilistas), que engloba os maiores destaques da moda brasileira lá fora.

label aterrissa em solo brasileiro para o verão 2019 com a coleção Aquarelas do Brasil e é uma das marcas que estará neste sábado, das 10 às 20h, participando de um evento na Casa Fraga, no centro de Floripa. O momento vai reunir moda, decoração de Natal e música, além de arrecadar brinquedos novos para uma ONG que ajuda crianças em situação de risco, a Casa Lar Semente Viva. Vamos?

Vibração vintage

Macaquinho Galiani e turbante em couro Lari Handmade para Fernè

Marc Jacobs disse: “Nunca há um momento errado para usar uma estampa de poás”. Poás são um clássico atemporal que sempre gostamos de ver nas passarelas e nas vitrines, com suas muitas mudanças de estilo, conforme a época. Provavelmente porque nos leva de volta à elegância dos anos 1950, às pin-ups, suas curvas, e aos ícones de estilo inesquecíveis. Ou porque amamos sua vibração infantil e divertida. Enquanto “misturar e combinar” ocupa o centro das atenções, consigo enxergar uma forte vibração vintage roubando a cena.

Havaianas

Sandálias Havaianas, biquíni 100% Brasil, óculos Balenciaga, turbante Lari Handmade para Fernè

Nos últimos anos, cada vez mais, os sapatos baixos vêm assumindo um espaço de peso. E para a minha surpresa, e para quem acompanhou as semanas de moda em todo o mundo, as legítimas Havaianas estão ganhando status de ícones fashion. E teve quem as usou nas ruas de Paris e Nova Iorque. Eu mesma aderi este ano lá na Itália!

Havia, de fato, tantos participantes das semanas de moda com os chinelos, que a Vogue, recentemente, escreveu um artigo sobre as sandálias brasileiras. Ainda bem, porque depois de tantos anos calçando modelos deslumbrantes, mas que deixam os pés em tiras, várias fashionistas se renderam às flip-flops coloridas, confortáveis e bem mais em conta!

Hotpants

Colar Joyá, biquíni da collab Charlotte Olympia para Adriana Degreas by Santa e casaqueto Fernè

Tá, admito, não é o melhor modelo de calcinha para se bronzear e muita gente ainda olha “de rabo de olho”, mas os biquínis hot pants apareceram com tudo e a minha dica é: insira a cintura alta no seu beachwear 2019! Quem ama as referências dos anos 1960 e 1980 já está curtindo há alguns verões e, cá entre nós, eu acho bem glamouroso. E é bom se acostumar, pois nas areias mais modernas e cool do planeta, só dará este modelo. É uma das trends para nossos balneários!

As tendências da moda que você usará no verão de 2019. Confia em mim!

Joias com o alfabeto: Enquanto em temporadas anteriores flertamos com monogramas ou letras com nome completo, este verão vai resumir-se apenas ao essencial: joias de uma só letra. Quer se trate de suas próprias iniciais, ou do seu parceiro, filho, escolha uma peça ousada para usar como colar ou como brincos – ela acrescenta um senso legal de individualidade e exclusividade a qualquer roupa.

Divertido: Falando em diversão, os estilistas aumentavam o volume quando se tratava de roupas de noite, aparecendo babados em abundância em tafetá e chiffon. Planejar um look nunca foi tão fácil! Combine sua bolsa com o seu vestido… e depois os sapatos com o conjunto mais recente em peças coordenadas.

Amarelão: Ano passado o cool foi o amarelo limão, servindo de aquecimento. Este verão existirá um caso de amor pleno com o amarelo profundo de manga ou calêndula. Embora você possa infundir a cor em pequenas doses, recomendo que seja grande. A it-color desta temporada vai alegrar o seu dia. Mal posso esperar para testá-la.

Participaram deste editorial:

Produção executiva, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Modelo: Vitória Faustino – DN Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Locação: Praia Brava (Florianópolis)
Marcas participantes: Fernè, Santa By Gangan Loyola, JOYÁ Bijuterias, Galiani, Lari Handmade, 100 % Brasil Biquinis, Havaianas, Santalina, Lenny Niemeyer, Juliana Manzini Bijuterias, Charlotte Olympia para Adriana Degreas, Salt Sun & Bikinis, Óculos Dior e Givenchy (acervo), Salinas.