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Western: uma das fortes tendências na moda inverno 2019

Estar na Itália é uma excelente oportunidade para se atualizar em tudo o que diz respeito à moda e design. E é daqui que estou escrevendo a minha coluna deste fim de semana para a Revista Versar, fotografada há duas semanas no Haras Duas Meninas, em Floripa.

Saia A Teen para Danna e blusa Andrea Bogosian para Dana, bota acervo e cinto Dior. Foto Dari Luz, especial

Recentemente ocorreu aqui em Milão o Salone del Mobile, super aguardado no setor de móveis e arquitetura mundial, com iniciativas que também foram dedicadas ao mundo fashion. Como de costume, inúmeras marcas participaram ativamente do evento, mostrando sua estética através de exposições, performances e dando vida a novos produtos em colaboração com nomes do design contemporâneo. Um calendário repleto de atividades que se espalhou por todos os cantos da cidade.

Os eventos Fuorisalone, como são chamados, são exposições que animam toda a cidade de Milão durante a semana e reúnem nomes da moda como Gucci, Etro, Filosofia, Louis Vuitton, Dolce & Gabbana, Missoni, entre outros.

A Gucci , por exemplo, mostrou uma coleção idealizada pelo diretor criativo Alessandro Michele. No acervo estavam móveis e acessórios de decoração, todos com motivos e símbolos retirados do ambiente visual de Michele. Ele celebrou a natureza com suas inspirações baseadas na flora e na fauna, mostradas nas cerâmicas pintadas à mão, alças em forma de serpente, castiçais com estampas florais, tigres desenhados em almofadas bordadas e paredes cobertas com papel de parede colorido de vinil ou seda.

Cowgirl moderna

Casaco acervo, blusa e saia Galiani, botas Paula Torres, cinto Dior e Chapéu Zara. Foto Dari Luz, especial

O tema desta semana é uma das tendências fortes do inverno 2019, a Western. Embora o estilo ainda seja muito associado aos cantores country, de vez em quando aparece na moda com nova roupagem. Madonna já exibia jeans, chapéu, camisa xadrez e botas no clipe Don’t tell Me, em 2000, nos primeiros momentos da década, em que todas as garotas da nova geração quiseram adotar o visual forever.

Versão refinada

Vestido Fernè, pulseira Hermès, bota acervo e chapéu Zara. Foto Dari Luz, divulgação

O mundo da moda, num passado distante, acordou com uma versão mais refinada do estilo, graças a Marilyn Monroe. A icônica loira posou em uma sessão de fotos, com tema para o Dia dos Namorados, em look duas peças numa versão cowgirl, no início de sua curta carreira. Kitsch e divertido, o estilo foi adorado como traje de fantasia pelas próximas três décadas, até que a atriz Raquel Welch usou o mood em outro filme de 1970. Chegou ao pico na era disco, e as botas de cowboy surgiram como uma escolha sólida para dançar à noite toda com Grace Jones no Studio 54. Os frequentadores de clubes combinavam seus calçados com calças quentes e vestidos profundos em decote em “v”.

Diana, a princesa de Gales, mostrou a referência no final dos anos 1980. Ela usou uma bota de cowboy marrom, um boné de beisebol, blazer e jeans para uma partida de polo em Windsor. A roupa foi considerada controversa na época, mas desde então abriu caminho para outros membros da família real britânica romperem com a tradição e serem fotografados com jeans e looks mais descontraídos. Em 2014, o texano nativo Tom Ford reinventou a bota de cowboy para a alta moda. O designer revelou uma visão glamourosa do clássico americano num desfile em Londres.

Garota ocidental

Bota Gucci, chapéu Zara, calça e blusa Fernè e brincos Gabriela Faraco. Foto Dari Luz, especial

Em Nova York, Milão, Londres e Paris recentemente vimos algumas coleções inspiradas no Velho Oeste chegando às passarelas como tendências de moda. Isabel Marant sempre dedica grande parte das suas peças ao estilo em particular, enquanto muitas outras grifes optaram por trazer jaquetas e vestidos com franjas, botas, cintos rústicos de metal e cachecóis com estampa de animais. De Maison Margiela a Saint Laurent , não há como negar, as botas deram uma palhinha, assim como todo o estilo e a vibe do visual western. Desde então, a tendência ganhou impulso em todos os lados do mundo, chegando às marcas mais comerciais.

A bota cowboy entrou e saiu de moda várias vezes desde o final da década de 1940, quando a atriz Wendy Waldron posou com um par no comprimento da panturrilha, em uma cena de um velho filme de Hollywood. Foram originalmente projetadas para verdadeiros cowboys americanos que cuidavam de gado com referências resgatadas do modelo britânico Wellington, ou também na marca Hunter como referência, aquela que falei aqui na última coluna, lembra?

A história conta que o italiano Sam Lucchese imigrou da Sicília com seus irmãos e viu uma lacuna no mercado local do Texas em busca de botas duráveis e econômicas para os trabalhadores das fazendas. A marca foi adquirida pela Blue Bell Corporation – a matriz para outro produto básico americano, a Wrangler – em 1970, mas um par clássico de Lucchese permaneceu como o padrão da indústria desde então. Diz a lenda que o cantor de voz suave Bing Crobsy foi uma das primeiras celebridades a solicitar um design personalizado e que John Wayne era um cliente leal por mais de 50 anos.

Geração boêmia

Vestido Galiani, casaco de franjas Andrea Bogosian para Danna, chapéu Zara. Foto Dari Luz, especial

A marca catarinense Galiani está completando quatro anos em 2019 e acaba de ganhar espaço no cenário nacional. As peças, elaboradas pela estilista Rafaela Galiani, estarão em multimarcas em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília.
A Coleção deste inverno foi batizada de Bohemian e representa o estilo de vida boêmia dos anos 1960 e 1970, onde as pessoas andavam pelo mundo sem muito compromisso ou laços permanentes.
– Foi uma geração que respirava música, arte e literatura, sem deixar de lado o espírito livre e aventureiro, sem julgamentos para a liberdade e o amor – diz a estilista.

Do Rio para Floripa

Vestido Marie Lafayette, lenço Louis Vuitton, bota acervo e chapéu Zara. Foto Dari Luz, especial

A estilista Marie Lafayette e a empresária Paula Lindenberg abriram um atelier com roupas de noivas e festas em Jurerê internacional. O grande diferencial da loja de Jurerê é a linha Day Wear com looks prontos em alfaiataria e acabamento diferenciado.

Há 12 anos trabalhando na área, a estilista é formada em moda na Esmod Paris, uma das mais renomadas escolas em âmbito internacional e trabalhou em diversos países na área de Haute Couture, como França, Espanha, Itália e Estados Unidos.

Além das noivas tem no currículo trabalhos de grande porte em produções para novelas e seriados da Rede Globo. A empresária Paula Lindenberg era professora de hipismo e jornalista de formação, porém nunca atuou na área.

Participaram deste editorial:

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa

Modelo: Mariana Fernandes– DN Models

Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz

Produção de cena: Larissa Maldaner

Beleza: Larissa Maldaner

Agradecimento: Haras Duas Meninas

Marcas e lojas participantes: A Teen, Andrea Bogosian, Dior, DANNA Boutique, Galiani, Gucci, Hermès, Fernè, Gabriela Faraco, Marie Lafayette, Louis Vuitton, Paula Torres

Looks fluidos em tons pastel para um dia de outono

Estamos no momento de decodificar tudo o que foi mostrado e desfilado nas últimas semanas de moda, descobrir o que foi comprado pelas principais multimarcas e mostrado nos feeds do Instagram mais importantes no mundo fashion.

Preste atenção no que você, realmente, vai querer ter, nos looks que poderá garimpar, nos truques de estilo e nas novas marcas que você precisa conhecer e que são daqui mesmo de Santa Catarina.


Vestido: Le Iris. Foto Dari luz, divulgação

Paleta madura e sofisticada

Casaco Strass Acessórios e roupas e cinto Dior. Foto Dari Luz, especial

Uma das maiores tendências que vi nos desfiles de moda internacionais, indiscutivelmente, foi o tema dominante da mulher real; um retorno bem-vindo à feminilidade e de querer vestir-se, sentindo-se confiante e confortável. E a tendência incorpora tudo, desde os comprimentos de saias mais longas, às roupas em formas fluidas, silhuetas simples e discretas com cores igualmente suaves em tons pastel, como azul, nude, bege e rosa.

Trocando em miúdos estamos olhando para um espectro de tons claros que, em termos de moda, é uma das tendências mais chiques que uma mulher pode usar.

Junto ao estilo, chegam os babados e os enfeites elegantes da alta-costura dos anos 1950. A feminilidade está desde as bailarinas apresentadas na coleção de Maria Grazia Chiuri para Dior, às passarelas cheias de tons candy, suficientemente, adequados para fazer você se sentir uma criança em uma loja de doces.

Tons claros

Vestido: Le iris. Foto Dari Luz, especial

Visto em 2018, permanece em 2019 o uso de cores em tons pastel. Estão nos sites de moda, vitrines, desfiles e na decoração de interiores. Mas o que exatamente define este tom? Uma cor pastel é qualquer uma que tenha apenas o suficiente do branco, misturado a ela para parecer pálido e macio, mantendo uma personalidade

colorida, entendeu? As cores pálidas mais comuns que estamos vendo este ano são rosa suave, azul claro, menta cremosa e o amarelo da coleção da Chanel na primavera européia de 2019 .

Quanto ao bege, dominou as passarelas da coleção de estreia de Riccardo Tisci para a Burberry em 2018, bem como nas passarelas da Chloé e da Chanel. Sua ascensão marca uma mudança mais ampla em direção ao “luxo adulto” e ao investimento discreto, gosto muito.

Radar fashion

Casaco/ vestido Emanoela Mardula, bota Chanel . Foto Dari Luz, especial

“Há uma certa poesia na convergência de fenômenos físicos, geográficos, culturais e sociológicos e que envolvem o efêmero, o fluído”, revela a designer de moda Emanoela Mardula, quando descreveu a coleção Guá, em 2017, como trabalho de conclusão do curso de moda da Udesc.

As criações mostraram uma narrativa, onde a poética da liquidez foi a inspiração para desenvolver peças autorais. Silhuetas sóbrias foram palco para um enredo visual de recortes e texturas que assumiram o papel de traduzir os sutis e disformes contornos. Emanoela propôs diálogos entre elementos e materiais da alfaiataria, recortes, sobreposições e texturas. Onde, a fluidez encontrou no design de superfície,uma narrativa delicada, efêmera e abstrata: “Bordados, tingimentos e aplicações são elementos indiciários, que revelam as minúcias de um universo líquido, da personalidade sensível que se abriga nestas silhuetas e carregam em si, a pretensão de traduzir – de forma abstrata, a poética da liquidez”, revela também a designer.

Mix & Match

Vestido: Le Iris. Foto Dari Luz, especial

A marca Le Iris Home nasceu embalada pela paixão das empresárias catarinenses Letícia Nomura e Patrícia Iris. As irmãs têm um olhar de quem ama receber, florir a casa e montar uma boa mesa para reunir a família e amigos, além de produzir vestidos

fluidos e românticos . Através do perfil Le Iris Home no Instagram, Paty e Lê fazem um mix & match de tudo que as encanta, compartilhando dicas e imagens do seu dia a dia, viagens e curadoria no mundo do home décor, moda e arte.

Nova marca catarinense

Vestido Flow Concept, bota Chanel e colar acervo. Nota. Foto Dari Luz, especial

Inspiradas nas viagens das melhores amigas Paola de Lucca e Carol Lobato, com as mãos de fada de Bernadette de Lucca na modelagem, lançarão a grife Flow Concept, dias10 e 11 de maio , no Coletivo de Marcas The House Market ,que ocorrerá no Novotel, na capital.

A Flow foi criada para mulheres, de 25 a 60 anos, cosmopolitas que amam viajar em férias e de momentos especiais. O estilo chique e sem esforço da marca, com sede em Florianópolis, é perfeito para almoços ensolarados e soirées românticas em um refúgio litorâneo.

“Dominamos a arte do resort wear, aliando exclusividade e silhuetas super femininas com tecidos fluidos, para que todas se sintam bem” revela Carol. No DNA da marca consta paletas de cores e estampas neutras, mangas mais dramáticas, detalhes que refletem um lifestyle de liberdade, com a pele beijada pelo sol, celebrando a magia de uma fuga de verão

A primeira coleção cápsula conta com 20 modelos entre blusas, saias e vestidos. Cada modelo terá no máximo três peças, garantindo a exclusividade, totalizando 60 peças.

Glam catarinense

Vestido: Safhari Glam, colar acervo e botas Chanel. Foto Dari LUz, especial

A estilista Fabricia Amorim é natural de Brasília mas se mudou para Floripa em 2008 para realizar o curso de design de moda na Universidade do Sul de

Santa Catarina, (Unisul). Trabalhou no processo de criação em uma empresa de moda por quase dois anos, mas sempre teve o sonho de desenvolver uma marca própria. Em 2013 criou a Safhari com roupas casuais e este ano a marca ampliou seus horizontes e lançou a Safhari Glam, uma linha focada em vestidos de festas, madrinhas e noivas. O vestido usado neste editorial é uma das peças da nova linha, que estreou com o pé direito no cenário da moda.

“A Safhari anda na direção do amor, da dedicação e da empatia. Cada peça é criada pensando em cada pessoa que irá vestir o look: para o casamento tão esperado da melhor amiga, para quem vai levar a blusa que amou para uma viagem inesquecível ou quem comprou uma saia e, com ela, garantiu muitos elogios no almoço de domingo”, comenta Fabricia.

“A marca acredita na energia que emana das coisas e das pessoas e é por isso que valoriza cada processo de produção, depositando os melhores sentimentos possíveis em suas peças”, finaliza.

Vamos falar dos trench coats?

Vestido: Safhari Glam, trench coats Burberry, colar acervo e botas Chanel. Foto DAri LUz, especial

Tudo indica que o modelo foi usado por soldados nas trincheiras lamacentas da Primeira Guerra Mundial, dando à roupa seu nome (trentch= trincheira em inglês). Evoluiu dos casacos impermeáveis criados pelo químico e inventor escocês Charles Macintosh e pelo inventor britânico Thomas Hancock (fundador da indústria britânica da borracha) no início da década de 1820. Aqueles que o usaram durante a guerra eram principalmente oficiais e superiores que compravam o modelo como parte de seu uniforme – um marcador de distinção social e classe, mesmo no exército.

A roupa impermeável foi feita de algodão emborrachado e era o look do momento do homem bem trajado, cujos dias se resumiam em montar, atirar, pescar, às atividades ao ar livre e serviço militar. Como a tecnologia evoluiu, o revestimento de borracha tornou-se mais respirável, menos quente e melhor em repelir a água. Em 1853, o alfaiate de um cavalheiro de Mayfair, bairro de Londres, desenvolveu uma capa de chuva melhorada, sob o comando de sua empresa Aquascutum.

Thomas Burberry, um jovem de Hampshire, seguiu o exemplo em 1856 com a fundação de sua companhia homônima. Assim, tanto a Aquascutum quanto a Burberry merecem crédito por terem “inventado” o trench coat da Primeira Guerra Mundial, mas a verdade é que as duas empresas ajudaram a popularizar um tipo de casaco já existente. Hoje, o modelo já foi revisitado por designers como Martin Margiela e Jean-Paul Gaultier e ainda é um clássico duradouro para a Burberry .

Está chovendo

Vestido: Maria Filó. Foto Dari Luz, especial

O outono começou oficialmente, então é hora de se armar contra a chuva e se dedicar a um par de botas de borracha super fashion. Kate Moss, Sarah Jessica Parker e Alessandra Ambrosio amam o modelo consagrado e assinado pela marca escocesa Hunter. O acessório se tornou obrigatório para os frequentadores do festival de música Coachella. Conforto, qualidade irrepreensível e um estilo único é o que conta! As Hunters foram criadas em 1856 na Escócia, sendo o mais antigo fabricante de botas de borracha no Reino Unido e o fornecedor oficial da família real.

As botas de chuva tornaram-se peças de moda real. São usadas na cidade ou no campo, com ou sem chuva, porque combinam com qualquer estilo, vai arriscar?

Mais sobre a produção

Participaram deste editorial

  • Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
  • Modelo: Laura Gamarra – DN Models
  • Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
  • Produção de cena: Larissa Maldaner
  • Beleza: Larissa Maldaner
  • Local: Santo Antônio de Lisboa
  • Marcas e lojas participantes: Burberry, Chanel, Dior, Emanoela Mardula, Flow Concept, Le Iris Home, Safhari Brand, Strass Acessórios e Roupas, Maria Filó.

Moda 2019: o novo humor das roupas esportivas e o luxo discreto da alfaiataria


Do glamour dos tweeds perpetuados por Chanel às plumas que dividem todos os holofotes nas vitrines europeias. Em Londres, por onde estive durante 10 dias e me inspirei para produzir esta coluna, a primavera 2019 é um jogo de duas metades: de um lado o minimalismo, com alfaiataria perfeita e cores discretas, e do outro um show de roupas esportivas, cores neon e vibe dos anos 1980. Por aqui, destaco também o retorno dos vestidos de babado e flores nos cabelos, e das bermudas ciclistas. Tudo direcionado para um novo humor e luxo discreto.

Foto Dari Luz, especial

Casaco e calça Novoa para Tida. Foto Dari Luz, especial

Um pouco de Londres e a moda

Foram 10 dias descobrindo o melhor do lifestyle, gastronomia e moda na capital inglesa. De volta à terrinha, quero dividir com você um pouquinho do que eu vi, e o que eu não vi também! Desde fevereiro, o Museu Victoria & Albert está com a exposição Christian Dior: Designer of Dreams, que já ocorreu em Paris e reuniu mais de 700 mil pessoas.

Em Londres, permanece até 24 de julho e, por enquanto, é impossível mensurar o número de visitantes, mas uma coisa é certa, já é um enorme sucesso e foi uma das minhas frustrações na cidade. O motivo? Todos os bilhetes, até a data final da temporada, simplesmente estão esgotados. Não foi a primeira exposição que o Victoria & Albert promoveu e que fez tamanho sucesso.

Em 2015, o acervo do designer britânico Alexander McQueen passou uma temporada lá. O museu possui uma coleção permanente que conta a história da moda, com criações de grandes nomes como Elsa Chiaparelli, Lanvin, Roger Vivier e o próprio Christian Dior. Vale muito a visita.

Londres tem um apelo forte para a moda, basta dizer que uma das semanas fashion mais importantes do planeta acontece lá, duas vezes ao ano. Em fevereiro de 2018, a rainha Elizabeth se rendeu e fez uma aparição surpresa na London Fashion Week. Sua presença foi para entregar ao jovem estilista Richard Quinn o primeiro Elizabeth II Fashion Award, para novos talentos.

Antes disso, a rainha, obviamente, assistiu ao desfile do estilista britânico sentada na “primeira fila”, entre a badalada Anna Wintour, editora-chefe da edição americana da Vogue, e Caroline Rush, do British Fashion Council (BFC). Uma imagem surpreendente, e tocante, quando se sabe que a soberana viveu sua primeira semana de moda aos 91 anos de idade.

Tweed

Casaco DolceCabo para loja Mariella, pulseiras e brincos Joyá, saia Juicy Couture e bolsa Antonia Handbags. Foto Dari Luz, especial

É primavera na Europa e o tweed é o tecido da vez por lá. Adicione uma aparência de herança chique ao seu closet na próxima temporada ou antecipe a tendência. O icônico casaco de tweed, feito de lã, textura áspera, fios geralmente diferentes e que formam uma trama, garantem um classicismo elegante para a estação. O tradicional tecido sempre cumpre o seu melhor papel. Anote esta ideia!

Reinventado por Coco Chanel, em 1954, o tecido “pegou fama” com um casaco criado pela Maison. Usado por homens do norte da Escócia, provavelmente no período de guerras, saiu do front para o campo da moda quando Chanel resolveu colocar suas mãos e criou os casacos e jaquetas. O modelo é passado de geração em geração e fashionistas de alma apreciarão usar as heranças das avós. As maiores marcas como Yves Saint Laurent, Dolce & Gabanna e Alexander Mcqueen já lançaram seus exemplares, mas o modelo de Coco Chanel continua sendo o número um quando se fala em casacos de tweed.

Quase me rendi

Viseira Dior para Bárbara K, colar Joyá, blusa Super Suit para Tida, blazer Iorane para Tida e pochete Brant Store

Não sou muito de cair de cabeça numa tendência, principalmente quando ela já veio e foi tantas vezes e nunca conquistou meu coração. Mas devo confessar que em Londres quase me rendi a uma pochete, acredita? Eram tantos modelos, em todas as lojas, da mais fast fashion à mais cara, compostas com tantos looks bacanas que eu quase… Eu disse, quase!

É o tipo de moda que sempre me deixou em cima do muro. Nesta primavera de 2019, a pochete se infiltrou e parece que tão cedo não sairá de cena. Você já tentou amar uma? O sentimento mais profundo que consegui alcançar foi uma certa curiosidade em ousar. E para ousar, preferi criar uma coluna aqui na Versar só para dar o destaque que elas merecem, ou melhor, os minutos de fama que elas podem conquistar. Talvez seja mais uma ressaca da década de 1980 e mais uma declaração de que acessórios com shape esportivo chegaram fortes.

Você vai cruzar muito neste inverno

Cores fluo

Sem surpresa! A crescente popularidade das cores fluo vai de mãos dadas com o retorno dos anos 1980 na moda. Já tinha comentado aqui, há um ano, quando eu estava na Itália. Das “pessoas comuns” às irmãs Kardashian-Jenner são vistas com uma peça no tom. Se você ainda não está convencido com estas cores chamativas, dê apenas um toque com meias, suéter ou acessórios.

Vestido de babados
Colar Chanel, vestido Esmeral para Mariella, jaqueta perfecto Fernè, bolsa Antonia Handbags, tênis Carmem Steffens e brincos Joyá. Foto Dari Luz, especial

Se eu tivesse apenas um vestido para usar nesta temporada seria, definitivamente, um modelo com babados, e de preferência com mangas compridas, colarinho alto ou fechado e influências vitorianas. Em Londres vi muitos na MacQueen, mas claro, sempre com um toque irreverente da marca, como a jaqueta perfecto em couro e tênis.

Bermudas ciclistas
Viseira Dior para Bárbara K, casaco Iorane para Tida, Blusa Super Suite para Tida, colar Joyá, sandálias Chanel e bermuda ciclista Mona Roupas e Acessórios. Foto Dari Luz, especial

A moda continua tendo um crescente interesse em roupas esportivas migrando para as marcas mais fashion. Descoberta sazonal? Só sei dizer que o shape com efeitos brutos e materiais tecnológicos, complementando a sofisticação da alta costura, caminha lado a lado. As vitrines da Chanel em Londres estavam todas seguindo esta pegada – que vi também na Fendi e Roberto Cavalli. As bermudas ciclistas tinham caído no esquecimento, pelo menos para mim, após seu avanço nos anos 1980 e 1990. Use com blazer, saltos, sandálias e botas de peso. É para ousar mesmo!1 of 5  

Pochete: Carme Steffens, saia Fernè, blusa Brant Store e casaco de tweed Mariella. Foto Dari Luz, especial
Casaco e calça Novoa para Tida. Foto Dari Luz, especial
Viseira Dior para Bárbara K, vestido Litt para Mariela, calça Miralis, colares acervo, pochete Brant Store, botas Paula Torres, brincos Joyá. Foto Dari Luz
Casaco DolceCabo para loja Mariella, pulseiras e brincos Joyá, saia Juicy Couture e bolsa Antonia Handbags, calça Miralis para Mariella e sandálias Chanel, Flor do cabelo acervo. Foto Dari Luz, especial

Participaram deste editorial:

  • Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
  • Modelo: Ana Clara Machado – DN Models
  • Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
  • Produção de cena: Larissa Maldaner
  • Beleza: Larissa Maldaner
  • Agradecimento: Floripa Shopping
  • Marcas e lojas participantes: Antonia Handbags, Bárbara K, Brant Store, Carmen Steffens, Chanel, Cheroy, Dior, DolceCabo, Esmeral, Fernè, Iorane, Joya, Juicy Couture, Litt, Loja Mariella, Miralis,Mona Roupas e Acessórios, Novoa, Paula Torres, Super Suíte, Tid

Animal print é a tendência do outono/inverno 2019

Depois de inúmeros desfiles e lançamentos pelo mundo, as semanas de moda estão chegando ao fim e lançam uma série de novas tendências para entrar no seu radar. Os designers assumem um rumo escapista, buscando, em grande parte, no passado suas principais tendências.

Animal print é a tendência mais ditada pelas marcas influentes do mundo neste o outono/ inverno 2019. A cena internacional da moda começou a se assemelhar a um zoológico de verdade, já que os visitantes das semanas fashion internacionais viram, na grande maioria, uma estampa de animal após a outra nas passarelas. Esta ferocidade a todo vapor chegou também às ruas, e aqui pelo Brasil não será diferente.

Animal du jour

Veja os vestidos com estampa de zebra e bovinos da coleção pré-outono mais recente da Versace, além dos casacos de cobra e leopardo vermelhos sobrepostos no desfile de Paco Rabanne. Em outras palavras, não há mais a necessidade de escolher entre leopardo, tigre, zebra ou vaca para obter a vibe do momento. O segredo está em aceitar as misturas e até um certo caos visual.

Como usar a estampa da hora

Bota Danna, blusa Danna, joias Ruth Grieco e saia Lily Sarti para Santa

Quando se trata de usar uma peça de roupa estampada, às vezes, é melhor optar pelo mais simples para evitar um visual chamativo. Se você tem um estilo definitivamente clássico, escolha apenas uma peça para compor o look, em python, por exemplo. Acho este shapemuito bom para as iniciantes.

Aposte em acessórios

Blusa e calça Betelguese para loja Maria Cláudia, casaco Acervo, cinto Gucci, clutch e sapatos Carmen Steffens, joias Ruth Grieco

Os acessórios também são um bom início quando você quer tentar uma tendência forte, sem ficar over. Combinado com uma roupa básica, coloque um toque de estampa de leopardo, onça ou tigre com uma bolsa de ombro, um lenço ou um cinto. Gosto muito!

Para ousar

Vestido Alice para Loja Maria Cláudia, casaco Mason Saad para calcanhar de aquiles, bolsa YSL, sapato Carmen Steffens e joias Ruth Grieco

É hora de mostrar a tigresa que existe em você! Quer ousar mesmo? Use a estampa num look total. Na coluna desta semana, escolhi um vestido estampado de zebra com o sapato no mesmo shape e ainda um look total onça com calça e blusa. Ah, ia esquecendo do famoso casaco de pele fake, com estampa de leopardo, reminiscência dos anos 1970. Este merece um capítulo só para ele!

A mistura é o jogo

Óculos Bárbara K, blusa Danna, casaco Acervo, saia Topshop, tênis e bolsa Arezzo e joias Ruth Grieco

Para mim, a maneira mais difícil de usar a estampa animal é misturá-la com outras estampas. Mas superfunciona! Não leve muito a sério, brinque e misture mantendo a harmonia: o resultado é simplesmente lindo!

Viu o que eu fiz? Misturei onça com um xadrez P&B e repara no detalhe do tênis e bolsa, bingo! Onça novamente! A saia verde foi um delírio fashion momentâneo. Gostaram?

Clássico é clássico

Blusa e calça Betelguese para loja Maria Cláudia, casaco Acervo, cinto Gucci, clutch e sapatos Carmen Steffens, joias Ruth Grieco

As tendências vêm e vão, e este é o movimento certo da moda. Algumas temporadas chegam mais populares, em outras nem tanto, mas, no geral, são sempre peças que criam a identidade em um closet. São estas peças que chamamos de clássicos da moda.

E neste inverno, em meio a todas as ideias que terão seus cinco minutos de fama, vemos o retorno do casaco com estampa de leopardo e onça. Sua mãe e sua avó provavelmente usaram antes de você e mesmo assim continuou relevante por anos à frente. Se você comprar um exemplar agora, eu aposto que usará por muitos e muitos anos e talvez sua filha também faça isso…

Preciso te contar que há muita coisa ocorrendo no mundo dos casacos peludos depois do recente anúncio da Gucci de que não usaria mais peles de verdade. Outras grandes grifes estão no mesmo caminho. O designer muito comentado no momento, Claire Waight Keller, produziu peles de leopardo na Givenchy e, pasmem, todos eles são falsos!

O que ainda vem por aí

Penas

Calça e blusa Iorane para Strass, bolsa Laci Baruffi, blaser Carmen Steffens joias Ruth Grieco e sapatos Carmen Steffens

Já é outono, vamos começar a usar as tendências de frio agora! As penas foram mostradas de várias formas – algumas extravagantes e algumas mais sutis. Em Marc Jacobs, os vestidos das passarelas estavam cobertos de plumagem de luxo, enquanto Roksanda e Mary Katrantzou davam-lhes um acabamento colorido. Michael Kors trouxe de volta um boá de penas e Saint Laurent desfilou sapatos com o detalhe. Na coluna destaco as penas num blazer lindo da Carmen Steffens, reparou?

Chapéus Balde

Os chapéus de balde dos anos 1990 ressurgiram algumas vezes nas últimas temporadas, porém a nova versão teve uma pegada luxuosa. Tom Ford e Anna Sui mostraram chapéus grandes e largos que receberam o tratamento fofo com peles artificiais. Enquanto isso, Maria Grazia Chiuri, da Gucci, mostrou-os em couro e Valentino em renda.

neo boho

Chega com visual de peças longas, lânguidas e sensuais, saturados em tons quentes de pôr-do-sol e deserto. Dentro desta tendência, você verá joias tipo amuleto, peças de crochê e acessórios de ráfia, numa onda de lembranças coletadas em peregrinações por Ibiza, Joshua Tree ou um Ashram na Índia.

Ainda sobre os comprimentos

Bota Danna, blusa Danna, joias Ruth Grieco e saia Lily Sarti para Santa

Saias e vestidos parecem ter ficado um pouco mais longos para a nova temporada, com muitos designers optando por bainhas no tornozelo, substituindo estilos mini ou maxi. A tendência foi vista em elegantes roupas de noite em Carolina Herrera e Giambattista Valli .

Smoking

Já os ternos são um clássico do closet! A aparência sazonal de Le Smoking, by Saint Laurent, é prova disso. Neste caso, literalmente, com a nova abordagem do novo estilo.

Jaquetas

Chegam com destaque, tons brilhantes, como eles estavam na Chanel e Gucci, ou misturados com tons mais suaves e vestidos em denim, como estavam em Victoria Beckham e Giuliva Heritage Collection.

Catarinense com fama internacional

Vestido Kaele para loja Maria Cláudia, óculos Bárbara k, bolsa e bota Arezzo, parka Abercrombie, joias Ruth Grieco

Ruth Grieco nasceu em Florianópolis e saiu da cidade com 18 anos, mas nunca perdeu as raízes e o vínculo com a terra. Há mais de 40 anos é designer de joias, coleciona vários prêmios internacionais e suas peças já foram capa da revista Dreams francesa, figuraram na Vogue Itália e Vogue Gioiello, foram capa do suplemento “How To Spend It”, do Financial Times, Town and Country americana, entre outras publicações.

Em 2012 o editor francês Didier Brodbeck publicou o primeiro livro sobre a designer – Poetizando a Joalheria, lançado em Paris, Basel, Florianópolis, São Paulo, MG e RS. Desde 1975, Ruth cria e produz joias atemporais, que traduzem em cores a exuberância das gemas brasileiras. Mescla metais nobres, turmalinas, águas marinhas, esmeraldas, tanzanitas, diamantes e pérolas em peças com design singular. “É pretensioso afirmar, mas a grande inspiração vem mesmo da natureza: das folhas, das flores, dos insetos, peixes e todo o universo marinho. Existe uma variedade de pedras que brota deste nosso maravilhoso Brasil tropical, esfuziante de cores e formas”, revela Ruth.

Do Vale do Itajaí

A marca de acessórios em couro e vestidos Laci Baruffi está no mercado da moda catarinense desde 1987. Com fábrica localizada no interior de Santa Catarina, região do Vale do Itajaí, a produção preza o sistema slow fashion realizada pelas mãos de aproximadamente, quarenta artesãos. A label cria e renova-se todos os dias, mantendo-se fiel à sua identidade e refletindo o esmero da designer homônima. Em cada coleção, oito cápsulas por ano, lança bolsas, acessórios, carteiras, pastas, mochilas femininas e masculinas e ainda uma linha batizada de Acessórios Colecionáveis, composta por colares artesanais produzidos na própria fábrica. Recentemente, a designer apostou na linha de vestidos casuais, que chegou para completar o mix de peças: “a proposta é oferecer vestidos versáteis para todos os biotipos e ocasiões, e claro, permitir que a mulher seja facilmente linda”, revela Laci.

Participaram deste editorial:

  • Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
  • Modelo: Day Miranda – Mega Model Sul
  • Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
  • Produção de cena: Larissa Maldaner
  • Beleza: Larissa Maldaner
  • Marcas e lojas participantes: Arezzo, Alice, Abercrombie Betelguese,Bárbara K, Calcanhar de Aquiles, Carmen Steffens, YSL, Danna, Gucci, Iorane, Kaele, Lilly Sarti, Laci Baruffi, Loja Maria Claúdia, Strass, Mason Saad, Ruth Grieco Joias, Topshop

Básicas e versáteis: camisas brancas vão dos looks mais simples aos mais sofisticados

Você pode usá-la com diamantes ou com nada – cabe a você. Isso significa que as tendências podem ir e vir, mas nada vai bater uma camisa branca. Camisas combinam com sobreposições ou looks mais sofisticados. Coco Chanel pode ter popularizado o Little Black Dress, mas Carolina Herrera difundiu seu próprio estilo através das camisas brancas.

Por Lise Crippa

Brincos e colar Nakana Biojoias, saia Closet Camila Fraga, camisa Jacque Lodetti e joias Bárbara K (Fotos: Dari Luz/Divulgação)

Carolina Herrera e as camisas brancas

Joias Bárbara K, colar Nakana Biojoias, saia Fernè, carteira A Clutch e chemise Atelier Jacque Lodetti

A designer criou o item clássico já em sua primeira coleção, em 1981. A parte superior pode ser combinada com jeans, saias mais produzidas e blazers: “elas me fazem sentir segura”, explicou Herrera. “Quando não sei o que vestir, escolho uma camisa branca.” Bingo!

Você pode usá-la com diamantes ou com nada – cabe a você. Isso significa que as tendências podem ir e vir, mas nada vai bater uma camisa branca. A filha de Herrera, também chamada Carolina, comentou que a chave por trás da intemporalidade da camisa é sua versatilidade: “o que você quer que seja, a camisa branca se torna”.

Aquela peça básica

O Studio Jacque Lodetti, de Criciúma, nasceu da vontade da busca da independência de códigos e tendências para recriar o closet feminino de forma atemporal e versátil: “acreditamos na força da camisa branca como plataforma de múltiplas combinações e expressão de singularidade”, me confessa a designer homônima à marca.

Usando algodão e seda, por sua durabilidade e qualidade, o Studio traz interpretações da camisa branca com coleções cápsula cuidadosamente produzidas por mão de obra local,
seguindo o conceito slow fashion.

Jacque se desenvolveu como estilista em ateliê de alta costura e na indústria jeanswear, complementando sua experiência no Instituto Marangoni, em Milão. Com 30 anos de trajetória como designer de produto, percebendo a necessidade de buscar um novo significado entendendo a moda como expressão da própria vida, mergulhou no seu universo interno para repensar valores e resgatar outros que realmente fizessem sentido para o momento atual.

Tranças da Terra

Saia Closet Camila Fraga, bolsa Tranças da Terra, camisa Atelier Jacque Lodetti e joias Bárbara K

O artesanato feito em palha de trigo é a marca registrada da região montanhosa situada em Joaçaba, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A técnica dessa produção foi resgatada pelo projeto Tranças da Terra, nascido da necessidade de encontrar uma atividade que identificasse a região e gerasse renda para as comunidades rurais. Lançado em 2005, o projeto alcançou resultados esperados em termos econômicos, sociais e ambientais. Atualmente, são 22 artesãos e 11 produtores de trigo envolvendo mais de 50 pessoas que, de forma associativa e em rede, mantêm a essência do desenvolvimento, levando em conta a sustentabilidade social, econômica, ecológica, territorial, cultural e os princípios do comércio justo.

O projeto proporcionou capacitação em gestão administrativa, financeira, mercado e consultoria em design de produto, em que foram desenvolvidos mais de 30 produtos que estão à venda no site Tranças da Terra. São chapéus, sportas (sacolas), sousplat, capitéis, porta-vela, trilho de mesa, jogos americanos, bolsas, cesta para pães, luminárias, cestas de flores, revisteiro, flores para arranjo, colares, adorno de bolsa, prendedor de cabelo, entre outros itens.

Politicamente correta

A Nakana Biojoias – o nome significa no dialeto havaiano “Prenda de Deus” – tem peças criadas pela designer e artesã Elaine Almeida. Todas feitas à mão, com sustentabilidade, mesclando cordas ecológicas extraídas das garrafas pets, revestidas com fios de seda e algodão, tingidos organicamente com café, cebola e outros produtos. Muitas peças também são feitas de conchas, búzios, pedras naturais, madeira, açaí, palhas e fios de buriti.

Algumas banhadas em metal, ouro e rodium, que vem com um antialérgico especial, o que dá garantia e durabilidade. Nascida em São Paulo e criada no interior, numa região rica e com vocação à arte, foi com o pai, um ourives especialista em confeccionar bijuterias finas e semijoias, e com a mãe, que tinha o dom da costura, da pintura, tricô e crochê, que Elaine se motivou a confeccionar suas próprias peças. Em 2014, mudou-se para Florianópolis com o marido e incentivador Robson, e começou a trabalhar como artesã.

No entanto eles se viram em meio a um dilema: no local onde foram morar, conhecido pela “ desova” de animais velhos, abatidos por maus tratos e filhotes indesejados, a designer e o marido começaram a acolher os bichinhos, alguns cães e gatos. Dedicados à causa, todo o lucro arrecadado com a venda das bijuterias é revertido para comprar comida, pagar veterinário e manter 42 animais.

Em camadas

Joias Bárbara k, cinto Chanel, saia e corset Fernè e camisa Atelier
Jacque Lodetti

As sobreposições estarão muito em evidência no próximo inverno. Assim que comecei a cruzar com a tendência, quando ainda estava na minha temporada na Itália, logo associei à marca Balenciaga, com seus looks em camadas sem igual e inconfundíveis. Na verdade, dois dos principais nomes das semanas de moda, Balenciaga e Chanel levaram essa ideia da sobreposição ao extremo nas passarelas de outono-inverno 2018-2019, o que acabou inspirando o inverno 2019 aqui pelo Brasil.

O legal é saber brincar com os comprimentos e as cores, garimpando peças nas quais os tons possam conversar entre si. Para a diretora-criativa da Fernè, marca catarinense de roupas em couro e pelica, Tatiana Greuel, “a regra para as camadas é meio que não ter regra. Porém ter uma cor, um material, algo na proporção, sempre facilita”.
Outra ideia legal é apostar em peças monocromáticas e eu particularmente amo este shape. A combinação de texturas também fica bacana. Neste editorial todas as peças sobrepostas combinam com couro + renda + tricoline ou couro + tricoline das camisas.

Icônicos

Joias Bárbara K, corset Fernè, saia Iorane, camisa Atelier Jacque Lodetti e carteira A Clutch

A peça responsável por dar postura, afinar e alongar a silhueta feminina já foi batizada de diferentes nomes, desde os primórdios, de acordo com a região e com a época. O corset, ou espartilho, também já foi chamado de payre of bodies, corps ou vasquina. Exatamente onde e quando surgiram eu não achei nenhuma referência, mas parece que os gregos já usavam uma peça muito similar.

Recentemente, a diretora-artística da Dior, Maria Grazia Chiuri, trouxe todos os seus sentimentos nascentes para o feminismo em um poderoso e significativo show da Dior Cruise destacando duas peças: corset e saia. O foco da coleção foram as mulheres mexicanas montadas em cavalos. A estilista revelou, por meio das roupas, que as mulheres podem fazer as coisas que quiserem: “as formas são realmente Dior – bonitas e leves – mas ao mesmo tempo também são fortes”. Apareceram cinturas marcadas em cintos largos e os corsets para contrastar com a agitação de babados nas saias, além de algumas camisas.

Participaram deste editorial:

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Ariella Pretto – Ford Models SC
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Locação: Igreja de Nossa Senhora das Necessidades (Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis)
Marcas e lojas participantes: A Clutch, Atelier Jacque Lodetti, Bárbara K, Closet Camila Fraga, Chanel, Fernè, Iorane, Nakana Biojoias, Tranças da Terra