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Os anos 1990 voltam a estar em evidência na moda


Nesta coluna darei uma pincelada nas tendências do próximo inverno 2020. As semanas de moda pelo mundo estão terminando, a São Paulo Fashion Week encerrou na última sexta e viajei recentemente para a Europa, dai você já sabe, quando chego minha cabeça fica transbordando de ideias e novidades e quero passar o quanto antes. Pude notar nas passarelas, nas ruas e vitrines que os anos 1990, enfim, devem entrar para a história da moda como os melhores. O reconhecimento chega para ficar em 2019. Com muita nostalgia, de quem viveu e aproveitou muito a década, a moda está sendo lançada e reinventada com algumas das tendências, para um novo e exigente público.

Foto: Dari Luz, especial

História

Vamos começar falando da locação das fotos: sabe aquele lugar que você passava em frente todos os dias na infância e tinha a maior curiosidade para entrar? Nos altos da Felipe Schmidt, bem no centro de Floripa, ali mesmo da rua, eu podia ouvir o barulho das máquinas funcionando a todo vapor da fábrica fundada, em 1913, por Carl Hoepcke e Ricardo Ebel.

Visionários, eles tinham a intenção de industrializar produtos têxteis, com maquinários de bordar trazidos da Alemanha, e que em 1928 já eram mais de 20. Na época, a fábrica passou a vender para outros países tornando-se uma das mais tradicionais empresas catarinenses do ramo. Em razão ao crescimento, no final da década de 1970, foi construída uma nova unidade fabril às margens da BR-101, em São José, que funciona até hoje e conta com equipamentos suíços de alta tecnologia e 80 colaboradores distribuídos em três turnos de trabalho.

A empresa vem passando por transformações significativas, foca em pesquisa e desenvolvimento de produtos com valor agregado e desta maneira aproxima-se do mundo fashion de ponta. A lista de clientes inclui grifes de moda, cama, mesa, banho, calçados e decoração, como também o varejo. O relacionamento com estilistas e a participação em eventos como a São Paulo Fashion Week conecta a empresa com as tendências mais atuais.

Amuletos

O catarinense, de Brusque, já conhecido no cenário fashion nacional e com passagem, e retorno, na Colcci e nas marcas da AMC TEXTIL, Daniel Mafra lançará na próxima quinta (24), na Bárbara K Joalheria, em Florianópolis, a coleção Amuletos. Trata-se da sua quarta experiência, junto ao projeto Damma, que é a junção do seu nome, e a Bárbara K. Daniel assina algumas licenças, atualmente ativas, com uma linha de almofadas, um coleção de porcelanas da Schmidt e uma coleção de joias.

As peças que serão lançadas são inspiradas no lúdico universo dos amuletos da sorte e no magnífico mundo dos zodíacos com um mix perfeito para amantes do cool-minimalista e que apostam na tendência que é a cara do verão. Dani usou pedras como, esperando, quartzo rosa, london blue e brilhantes em ouro rosé e amarelo. Os highlights são um escapulário batizado de Zodiac que ganha cor e forma exclusiva para cada signo. A esmeralda, em sua versão bruta e para toda a família mapa astral, aparece com ar minimal e traços arquitetônicos.

– O universo das joias é mágico e marca momentos e ocasiões. É incrível criar peças eternas, uma aventura muito especial e apaixonante, revela. Penso que vivemos um momento energeticamente pesado e carregar um amuleto de fé ou de sorte fortalece nosso dia a dia. Acredito muito na magia dos zodíacos, por isso, criei peças que fazem referência a este universo. Os traços arquitetônicos aparecem em linhas que ligam constelações de mapas astrais inclusive do meu – finaliza Daniel.

Túnel do tempo

Tie-dye: estou falando da tendência aqui desde o ano passado! O tie-dye voltou mesmo à moda como símbolo de estilo mais jovem e se resume ao espírito independente da geração Z e dos consumidores milenares e com designers como Louis Vuitton oferecendo a impressão psicodélica.

Alguns tons de cinza: o cinza certamente pode ser austero, mas nas tendências do outono internacional tiveram um efeito suavizador. A coleção outono/inverno de Tom Ford, por exemplo, estava repleta de ternos e outros tipos de roupas em tecidos luxuosos, com um visual monocromático com o tom batizado de Frost Grey. Já o cinza Paloma é mais leve e o resultado é um toque mais animado, exalando elegância e charme. É descrito pela Pantone como “despretensioso”, embora possamos garantir que os designers se esforçaram ao máximo para tornar o oposto verdadeiro.

Néon: os tons, principalmente amarelo neon e verde, reproduzem a sensação nostálgica de outros itens dos anos 1990, como mochilas, jaquetas jeans e bermudas ciclistas, além de adicionar um fator interessante ao vestuário esportivo contemporâneo.

Lingerie como roupa de dia: blusas de seda, blusas de alças finas e vestidos de bonecas eram usados pelos ídolos de garotas adolescentes dos anos 1990. O visual “Lolita” agradou, desde Drew Barrymore e Courtney Love, até a maioria das Spice Girls. No entanto, a tendência inspirada em lingerie é atualizada, através de uma visão mais madura. As silhuetas permanecem as mesmas, mas os designers estão descartando babados fofos e estampas sofisticadas em favor de camadas transparentes sofisticadas e seda para o dia.

Versace style: o exagero da Versace é um playground para fashionistas árduas. Nas últimas temporadas, a grife italiana revisitou peças de arquivo de suas coleções icônicas dos anos 1990, inspirando meninas, meninos a abraçarem sua Donatella ou Gianni interior. É uma fórmula simples de seguir: cores vivas, estampas opulentas, ouro e apelo sexual.  Espere encontrar essa tendência em roupas femininas, roupas masculinas e roupas de banho, onde o sabor de South Beach, praia de Miami, aparece sempre em grande estilo.

Gótico: o estilo do roqueiro gótico dos anos 1990 Marilyn Manson é tranquilamente comparado aos padrões atuais de moda. Na época, o auge eram o látex preto e meias rasgadas, hoje a moda gótica retorna na forma de jaquetas de couro pretas, renda preta e botas com solas de plataforma. Espere ver camisetas de shows e bandas vintage com nomes como Manson, Korn e Nine Inch Nails ganhar popularidade.1 of 6  

Calça e blusa Eva para Strass, acessórios casaco Zara, colar e bricos Gabriela Faraco e bota Arezzo. Foto: Dari Luz, especial
Bolsa Carmem Steffens, vestido Carol Bassi, bota Arezzo e brincos Gabriela Faraco. Foto: Dari Luz, especial
Vestido & Other Stories, joias Daniel Mafra para Bárbara K, bolsa Dior e chinelo Adidas. Foto: Dari Luz, especial
Macacão Carmem Steffens, brincos Gabriela Faraco, Casaco Zara e chapéu acervo. Foto: Dari Luz, especial
Vestido Francesca Loungewear, cinto Dior, brincos Gabriela Faraco, bota Arezzo e chapeu acervo. Foto: Dari Luz, especial
Body, bolsa e cinto Carmem Steffens, calça baggy Zara, brincos Gabriela Faraco e chapéu acervo. Foto: Dari Luz, especial

Volume nos ombros e retorno da calça Baggy: na temporada internacional de inverno tudo é uma questão de tamanho, especialmente quando se trata de ombros e mangas e as calças! Olha o modelo Baggy que coloquei na produção da coluna! Na Bottega Veneta, Alexander McQueen e Balenciaga os modelos são parecidos com balões, suavemente curvados e contornados, para um fascínio de alguma forma exagerado e gentil. Alberta Ferreti e Balmain estão com muitas calças, blusas e vestidos com volumes que estão me agradando, e muito.

Jeans largos: a versão contemporânea dos jeans mais larguinhos são modificadas com cortes um pouco mais sequinhos, lavagens vintage sustentáveis ​​e um toque mais suave. Atendem à demanda de conforto dos consumidores, enquanto equilibram a tendência crescente de tênis e sapatos de plataforma.

Flanela: Marc Jacobs selou o destino do grunge quando anunciou, em novembro passado, que relançaria sua icônica coleção Spring 1993. O grunge estava de volta, trazendo um novo destaque para vestidos de bonecas, gorros, botas e a marca de todos os looks do grunge, a flanela. Espere ver camisas de flanela xadrez superdimensionadas servirem como uma camada protetora durante a temporada de festas e entrar na temporada de outono para homens e mulheres.

Bolsas de nylon: Prada e Kate Spade conquistaram ouro nas bolsas nos anos 1990, com sua oferta de nylon — muitas das quais estão novamente no topo das listas de mais vendidos dos varejistas. A tendência para formatos funcionais de sacolas está abrindo a porta para fabricações práticas como o nylon, para ficar lado a lado com seus colegas de couro mais caros.

Espírito punk: entre em uma silhueta, que declara alto e claro que seu usuário é rebelde e inspirado, esculpindo seu caminho com tachas, desenhos quadrados e andróginos e todos os truques de estilo do punk, o grunge renasce com um estilo descontraído e desafiador, contrário à convenções. Aliás, por onde anda o cantor Billy Idol que, para mim, é a cara deste estilo tão em alta no início dos anos 1990?

Ouro: o metálico escolhido na última temporada foi o prata, mas para as tendências de cores do outono / inverno de 2020 o ouro tem o seu valor. Essa sombra rica representa luxo e opulência. As coleções trazem vestidos dourados e prateados, inegavelmente, lindos! E ainda jaquetas e casacos dourados ou prata combinados com estampas de animais em looks casuais de rua.Tocador de vídeo00:0000:30

Participaram deste editorial
Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Júlia Conti/Ford Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento: Luciana Hoepke, Camila Savedra
Marcas e lojas participantes: Arezzo, Adidas, Bárbara K Joalheira e Optica, BK Concept, Carol Bassi, Carmem Steffens, Dior, Eva, & Other Stories, Francesca Loungewear, Gabriela Faraco, Strass acessórios e roupas, Zara
Locação: Antiga Fábrica de Bordados Hoepke, futuro Top Vision Street Mall

Nova coleção Fernè com algumas peças assinadas por mim

Les Cinq Sens é a nova coleção da Fernè, marca catarinense de roupas em couro legítimo. Tati Greuel, diretora criativa, viajou pela França para buscar inspiração e referências de moda. Eu assino uma collab com  cinco peças, além de todo o conceito e styling da campanha . FOTOS: DARI LUZ/ MAKE Lari Maldaner

Vestido criado por mim para a Fernè

São cinco tons pastel batizados de baby blue, menta, rosa quartz, off white e lavanda divididos em 15 peças. Tati viajou para Giverny, DIJON , AVIGNON, L’Isle-sur-la- Sorgue, Gordes, Le Verdon, Marselha, Cassis, SAINT TROPEZ , NICE entre outros lugares especiais da região.A França é uma profusão de sensações e descobertas.

Outro vestido que leva a minha assinatura

-A região da Provence é linda, charmosa e surpreendente. Para quem vai a Valensole, região das mais famosas plantações de lavanda, espera ver milhares delas mas além de todo este colorido, não é só isso que se encontra, diz.

-Pelas estradas fomos surpreendidos por plantações enormes de trigo com colorações que vão do verde mais claro ao escuro, revela também. O vento sopra e nos presenteia com um espetáculo que parecem ondas dançantes de trigos em todos os seus tons de verde. Mais à frente, na beira da própria estrada, encontramos campos extensos de flores de todas as cores, vermelhas, amarelas e nos tons de rosa.

Macaquinho by me


Em todas as regiões que Tati conheceu pôde tirar uma informação para a coleção, que exaltou os cinco sentidos da natureza humana, o olfato, a audição, a visão, o tato e o paladar.

-A riqueza dos detalhes, da arquitetura, da gastronomia, dos aromas, da vegetação, das cores, dos sons faz da França um dos lugares mais fantásticos que já desvendei, finaliza.

Blusa da minha collab

Arquiteta catarinense lança marca de loungewear

A moda sempre caminhou ao lado da catarinense, de Criciúma, Mônica Peressoni Castro (foto) e recentemente, pouco mais de um ano, lançou a marca loungewear Francesca. Mônica exerce a arquitetura há mais de 20 anos e atua, principalmente, na área de interiores. Já teve algumas participações  em mostras como Casa Cor de Santa Catarina. Habitue de feiras em Milão, sempre  reserva um tempo para um passeio nas grandes grifes para  pesquisar o que há de mais atual na moda e design. Baseada nisso já realizou alguns cursos na Itália e na Espanha  e visita anualmente, a Casa Cor de São Paulo e Buenos Aires. Curiosa, se formou em história e explica que sempre foi apaixonada por arte.

-Como a arquitetura, a vestimenta representa o momento histórico em que foram concebidos, revela.

Designer de moda e arquiteta Mônica Peressoni Castro FOTO: Augusto Zanellato

-Sempre achei importante conhecer a cultura de outros países, pois só assim, vendo de fora, conseguimos enxergar nossa própria cultura e nosso modo de viver e vestir, diz.

Modelo Lara Meneghel para Francesca FOTOS: Renata Cechinel

         E é ela quem cria todos os looks da Francesca, aproximadamente 20 a cada coleção. As roupas são inspiradas nas últimas tendências europeias, com o objetivo de trazer peças chave para reforçar o DNA da marca. A equipe de curadoria e estilo tem dado foco aos tecidos e shapes que representam bem a essência trazida dos pequenos refúgios europeus, porém sempre adaptadas ao nosso clima e às necessidades da mulher brasileira. Combinações com cores neutras, o uso das listras, a malha e o tecido plano caminham em perfeita harmonia, proporcionando versatilidade à cada modelo. A atual campanha e coleção é inspirada em Anafi, uma ilha na Grécia que fica a leste de Santorini.

 -Para as coleções me inspiro em pessoas simples e sofisticadas, como elas se expressam, através do que vestem no Instagram, Pinterest, sempre buscando algum tema. Já estamos com três e pretendo lançar a quarta no próximo mês num e vento super exclusivo na BK Concept, em Floripa onde fazemos parte do seleto grupo de collabs. Meu plano é ter duas grandes coleções e ir lançando cápsulas entre elas”, destaca.

-A Francesca é um projeto antigo, há mais de 20 anos, porém adormecido. O objetivo sempre foi criar peças confortáveis e elegantes e veio da vontade de estar bem vestida em casa, onde passamos muito tempo com a família e com amigos.

Mônica tem muitas referências familiares na sua trajetória. As tias avós alemãs costuravam como hobby e estavam sempre envolvidas em bordados e trabalhos manuais, assim como a mãe que sempre foi muito criativa e habilidosa nos trabalhos manuais.

-Sempre gostei de costura e sei costurar. Me identifico muito com o estilo italiano de arquitetura de interiores que é onde mais atuo. Seja na moda ou na arquitetura penso da mesma forma: a primeira olhada temos que fazer a leitura do significado,tem que ser entendido logo, se temos que pensar muito para entender, decifrar Como dizia o arquiteto que trabalhei quando me formei em Porto Alegre, “não acredito em arquiteto de fachada, todo o projeto precisa ser pensado junto, tem que expressar o que desejamos, em todas as suas dimensões”, finaliza.

Cores e suas misturas estarão em alta no verão


Os cítricos apareceram em quase todos os desfiles internacionais, incluindo Oscar de la Renta, e na coluna usei o pistache, que após a temporada do verde limão, reina como uma tendência mais suave, e alternativa, para se usar com o laranja.

Blusa Agilitá, saia Rosa Dahli, mule Paula Torres e brincos Ruth Grieco. Foto: Dari Luz, especial

Mais cor

Estou chegando de uns dias na Europa, mas para escrever a coluna destacarei a primeira semana que abriu o calendário mundial da moda, a de Nova Iorque. A cidade, até então, era conhecida por vestir os fashionistas com os looks pretos dos pés à cabeça. Porém a última temporada mostrou-se com muito mais “luz” que o normal. Após um último verão de neon, as tendências de cores, da New York Fashion Week, e de outras semanas europeias, incluíram os pastel como verde pistache, azul bebê e laranja clarinho, na lista de tons desejo. E por mais que a gente ame as tendências apresentadas pela Pantone são os designers que ditam o que será desfilado nas ruas.

Orange is a new black

Definitivamente, sem fazer analogia ao seriado apresentado na Netflix, laranja é o novo preto da moda. Francamente, a cor pode ser intimidadora mas se você achar isso, tente um tom mais claro, tá valendo! Dion Lee, em Nova Iorque, trabalhou com força total e misturou várias tonalidades de laranja pastel em seu visual da passarela, enquanto Jonathan Simkhai usou o mesmo tom, mas com diferentes materiais, na sua apresentação. Tory Burch e Area seguiram um outro caminho, espalhando uma versão suave da cor em vestidos elegantes.

Lilás

Tons lilás continuam em alta. Kate Spade mostrou como misturar lilázes contrastando com laranjas e beges. E Maki Oh defendeu a cor, mostrando como combinar roxo claro e escuro para criar uma aparência atraente. Eu arrisquei o lilás com o amarelo queimado, gostou? Aliás, mocassin amarelo é a “cereja do bolo”.

Blusa Rosa Dahlia, saia Fernè, cinto Fernè, brincos Ruth Grieco e mule Paula Torres. Foto: Dari Luz, especial

Nativa

A arquiteta Juliana Pippi emprestou seu loft–composto, produzido e arranjado por ela para a CasaCor SC 2019, para fotografarmos a coluna deste finde. Ju buscou para o projeto, essencialmente, um mood pé no chão, na faixa da areia, a tal “beiramar”, mas sem folclores ou alegorias.

— Tenho uma relação forte com o mar,com o vento e com as areias das praias. Nasci perto dele e sempre que posso recarrego ali minha energia. Tenho a paisagem do mar constantemente em minha vida e em meus projetos . Costumo dizer que minha arquitetura é somente uma moldura para as paisagens dos projetos que faço. As texturas e cores das dunas, as falésias e a beira me inspiram — comenta.

O ambiente possui uma atmosfera com amálgama de tons, texturas e tramas mais sépias, naturais, limpas, com certa rusticidade cool, chique. Com 135 metros quadrados, “Pra Perto do Mar” apresenta um layout com espaços integrados.

Da França

Cinto Cheroy, vestido Fernè, brincos Ruth Grieco e mocassin Paula Torres. Foto: Dari Luz, especial

Les Cinq Sens é a nova coleção da Ferné, marca catarinense de roupas em couro legítimo. Tati Greuel, diretora criativa, viajou pela França para buscar inspiração e referências de moda. Eu assino uma collab com cinco peças, além de todo o conceito e styling da campanha. São cinco tons pastel batizados de baby blue, menta, rosa quartz, off white e lavanda divididos em 15 peças. Tati viajou para Giverny, Dijon, Avignon, L’Isle-sur-la-Sorgue, Gordes, Le Verdon, Marselha, Cassis, Saint Tropez, Nice e outros lugares especiais da região.

— Pelas estradas fomos surpreendidos por plantações enormes de trigo com colorações que vão do verde mais claro ao escuro. O vento sopra e nos presenteia com um espetáculo que parecem ondas dançantes de trigos em todos os seus tons de verde. Mais à frente, na beira da própria estrada, encontramos campos extensos de flores de todas as cores, vermelhas, amarelas e nos tons de rosa.

Em todas as regiões que Tati conheceu pode tirar uma informação para a coleção, que exaltou os cinco sentidos: olfato, audição, visão, tato e paladar.

— A riqueza dos detalhes, da arquitetura, da gastronomia, dos aromas, da vegetação, das cores, dos sons faz da França um dos lugares mais fantásticos que já desvendei — finaliza.

Cinto Fernè, vestido Loungewear Francesca, sapato Paula Torres e brincos Ruth Grieco. Foto: Dari Luz, especial

Loungewear catarinense

A moda sempre esteve caminhando junto com a catarinense, de Criciúma, Mônica Peressoni Castro que lançou há um ano a marca Loungewear Francesca. Mônica, que exerce a arquitetura há mais de 20 anos e atua, principalmente, na área de interiores, já teve algumas participações na CasaCor SC.

Habitue das feiras em Milão, capital da moda e do design, sempre guarda um tempo para pesquisar as grandes grifes internacionais e para ver o que há de mais atual na moda. Já fez alguns cursos na Itália, de arte contemporânea da Università de Pavia e na Espanha, sobre história do mobiliário na Universidade de Leon, e visita anualmente a CasaCor de São Paulo e Buenos Aires. Curiosa, se formou em história e explica que sempre foi apaixonada por arte.

— Sempre achei importante conhecer a cultura de outros países, pois só assim, vendo de fora, conseguimos enxergar nossa própria cultura e nosso modo de viver e vestir — diz.
Mônica é quem cria todos os looks da Francesca, aproximadamente 20, a cada coleção. As roupas são inspiradas nas últimas tendências europeias, com o objetivo de trazer peças chave para reforçar o DNA da marca. A equipe de curadoria e estilo da Francesca tem dado foco aos tecidos e shapes que representem bem a essência trazida dos pequenos refúgios europeus, porém sempre adaptadas ao nosso clima e às necessidades da mulher brasileira. Combinações com cores neutras, o uso das listras, a malha e o tecido plano caminham em perfeita harmonia, proporcionando versatilidade à cada modelo.

— Para as coleções me inspiro em pessoas simples e sofisticadas, como elas se expressam, através do que vestem no Instagram, Pinterest, sempre buscando algum tema. Já estamos com três coleções e pretendo lançar a quarta em setembro. Meus planos é ter duas grandes coleções e ir lançando cápsulas entre elas — destaca Monica.

Mônica tem muitas referências familiares na sua trajetória. As tias avós alemãs e a mãe costuravam como hobby e estavam sempre envolvidas em bordados e trabalhos manuais.

Um pouco da história

Sylvia Pedlar foi uma renomada designer de lingerie americana. Em meados do século XX, lançou as tendências históricas para luxuosas roupas de dormir e lingerie. A forma da toga foi uma de suas primeiras, e mais destacadas, criações, que ela continuou a usar, e mudar, ao longo de sua carreira.

Este exemplo é muito vanguardista, não apenas em sua simplicidade de corte, mas em seu padrão brilhante, quase psicodélico, que pressagia a era dos anos 1960. Por 41 anos as mulheres americanas confiaram no bom gosto de Sylvia para looks de dormir. Tecidos finos, acabamento cuidadoso e estilo imaginativo distinguiam suas criações. Ela entendeu que uma mulher pode preferir se vestir de certa maneira para a rua, mas desempenha uma variedade maior de papéis na privacidade de sua própria casa. Ela não viu nenhuma razão para que um closet para dormir não fosse tão versátil quanto um para o dia. Dizia-se que Pedlar havia criado o visual de boneca, um rótulo que ela não gostava, como resposta à escassez de tecidos da época da guerra de 1942. Ela interpretou a clássica camisola de flanela, dando-lhe sofisticação, decote bateau e mangas abertas e esvoaçantes.

Vencedora de dois prêmios Coty, foi citada pelo comitê americano de críticos de moda por “seu talento em combinar luxo, beleza e feminilidade com desenvolvimentos modernos de tecidos e silhuetas contemporâneas”.

Saia Viviane Furrier, brincos Ruth Grieco e blusa Canal. Foto: Dari Luz, especial

Pantone

Logo nos primeiros dias da NYFW, que encerrou início de setembro e abriu as temporadas de moda no mundo, foi possível destacar algumas nuances diferentes nas passarelas de marcas como Brandon Maxwell, Carolina Herrera e Jason Wu. Elas aparecem em peças de alfaiataria despojada, conjuntos modernos, vestidos e casacos. Falando ainda das cores, o Flame Scarlet , escarlate, em português, dá início à lista de 12 tons principais que segundo o relatório da Pantone, transmite determinação e confiança. Já o Saffron , ou açafrão, é um amarelo marcante que acrescenta à paleta um “ certo “sabor”… Biscay Green, ou verde Biscaia, é um tom de verde próximo ao que se popularizou no Brasil como menta. Eu gosto de chamar de pistache! Faded Denim, ou jeans desbotado, é um azul acinzentado parecido com a loungewear que usei nas fotos. Dá uma sensação de conforto e facilidade. E ainda o Mosaic Blue, ou azul mosaico, que lembra também o jeans. O Orange Peel, ou casca de laranja, é a cor picante e agradável assim como o Cinnamon Stick, ou pau de canela, um tom terroso e quente.1 of 7  

Mocassin Paula Torres, calça Cheroy, bolsa YSL e blusa Morina. Foto: Dari Luz, especial
Cinto Cecília Prado, vestido Francesca, brincos Ruth Grieco e mocassin Paula Torres. Foto: Dari Luz, especial
Saia Viviane Furrier, brincos Ruth Grieco e blusa Canal. Foto: Dari Luz, especial
Foto: Dari Luz, especial
Cinto Cheroy, vestido Fernè, brincos Ruth Grieco e mocassin Paula Torres. Foto: Dari Luz, especial
Cinto Ferner, vestido Loungewear Francesca, sapato Paula Torres e brincos Ruth Grieco. Foto: Dari Luz, especial
Blusa Agilitá, saia Rosa Dahli, mule Paula Torres e brincos Ruth Grieco. Foto: Dari Luz, especial

Participaram deste editorial

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Juliana Schmidt – DN Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento: CASACOR/ Santa Catarina – Florianópolis 2019
Ambiente: Loft “Pra perto do Mar”, arquiteta Juliana Pippi
Marcas e lojas participantes: Ana Mayra , Brant Store, BK Concept, Canal, Cecília Prado, Fernè Leather, Cheroy, Francesca Loungewear, Morina, Rosa Dahlia, Paula Torres, Ruth Grieco, YSL, Viviane Furrier

Exposição: 100 anos de moda em Santa Catarina

A exposição “A moda sai de moda, o estilo jamais!”, organizada pelo programa de extensão Modateca, do Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), termina este fim de semana e deixa a sensação de que o nosso estado merece um espaço permanente dedicado à moda.  A mostra  foi realizada no Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC), no Palácio Cruz e Sousa, sob a curadoria do querido professor  José Alfredo Beirão Filho, coordenador do projeto na Udesc.

Eu, entre vestidos da estilista Patricia Sabiá

Contando a história dos 100 anos de moda em Santa Catarina, a exposição exibiu roupas, fotos e objetos que retratam o lifestyle do século 20. As peças foram reunidas pela Modateca, que visa resgatar a história da moda catarinense. 

 Santa Catarina Século a século 

Com título inspirado na frase da estilista francesa Gabrielle (Coco) Chanel, a mostra apresentou trajes de todas as décadas do século passado, resgatando o trabalho de profissionais da terra, como Galdino Lenzi e peças de acervos pessoais, como o da família Beirão. Com estilo e soluções para atender clientes, as peças fazem parte da história local e representam o estilo de vida de parte dos catarinenses.