As mulheres também sofrem com perda de cabelos

“A perda capilar feminina pode ter diversas causas e intensidades, mas é sempre um grande transtorno”, alerta o cirurgião capilar de Florianópolis Marcelo Evandro. Veja: https://www.lisecrippa.com.br/2012/03/calvicie-feminina/ Muitas vezes existe um exagero em relação ao cabelo, já que ele é a moldura do rosto e valoriza muito o rosto feminino. Ocorre que os quadros iniciais de queda capilar dificilmente são clinicamente evidentes e por isso, frequentemente pacientes com queixas capilares são pouco valorizadas por seus médicos, que veem nelas um certo exagero e desta forma nem sempre investigam o problema devidamente. Até que uma queixa capilar produza um quadro clínico evidente, muito tempo pode ter passado.

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Para dificultar ainda mais o diagnóstico, há muita variação quando falamos de cabelos: podem ser grossos ou finos, longos ou curtos, de crescimento lento ou rápido, com ciclos curtos de dois a três anos, ou longos, de até sete anos, densos ou esparsos, ou ainda frágeis, sem brilho, descoloridos, alisados, relaxados, com luzes e outras infinidades de tratamentos cosméticos. Por isso, o médico às vezes não tem noção da real perda já ocorrida, pois ao exame inicial aparentemente o volume ainda é normal. Como exemplo, temos uma mulher com lindos cabelos grossos, longos, densos e brilhantes. Neste caso, mesmo com perdas intensas, o aspecto clínico ainda seria normal, pois o seu volume ainda estaria acima da média.

Dr Marcelo Evandro é cirurgião capilar em Florianópolis

Assim, o especialista pode desprezar a queixa e rotular o quadro como “fisiológico” ou normal. E muitas vezes é! E como diferenciá-los? Com uma detalhada anamnese, um exame clínico criterioso e exames laboratoriais. Se um exame minucioso fosse conduzido, sinais de perda crônica capilar seriam observados, permitindo assim um diagnóstico precoce e um tratamento idem. Um exemplo totalmente diferente é o de uma mulher com cabelos finos e esparsos, quase de bebê, em que qualquer variação de volume ou perda capilar fica logo evidente, tanto para ela quanto para o médico, como também para os outros. Para um tratamento adequado é necessário um diagnóstico adequado.

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Rarefação no topo da cabeça (Ludwig II). Zoom da região frontal, com rarefação e minituarização.
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1c – Parte Occipital (ínfero-posterior) Preservada

Vale lembrar que sintomas capilares podem ser o prenúncio de outras doenças sistêmicas, como se fossem a ponta do iceberg. Portanto, todo cuidado é pouco. O médico deve ser consciencioso e a paciente deve ser “paciente” pois o diagnóstico nem sempre é fácil. E menos ainda o tratamento.

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Classificação da perda capilar feminina

O primeiro sinal é um afinamento do cabelo, em geral na parte anterior e superior da cabeça. No começo parece que a risca do penteado vem ficando mais alargada, até que se percebe a redução do volume e um crescimento lento do cabelo (Grau I). Depois, uma rarefação acentuada criando uma espécie de transparência permitindo que se veja o contorno da cabeça através do cabelo (Grau II). Os fios ficam finíssimos, frágeis, quebradiços e mais claros (Grau III). Nesse estágio a calvície já está instalada. A linha de cabelo rente à testa é geralmente poupada, assim como o cabelo da região posterior, acima da nuca, por serem menos susceptíveis a ação hormonal. Na linha anterior a enzima aromatase ajuda a proteger o cabelo da ação hormonal.

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Tabela de Ludwig, grau de calvície feminina.Fonte: Arthur TykocinskiDr Marcelo Evandro: Celso Ramos Medical Center (Rua Dom Joaquim, 885 – sala 302). Fone: (48) 3229-0150. 

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