Arquivos mensais: agosto 2019

Color bloking: os últimos tons do inverno


As passarelas de moda internacionais revelaram peças repletas de psicodelia e ousadia, desde os suéteres verde-acastanhados aos vestidos de penas de néon da Gucci. Admito que duvidei se a tendência pegaria no dia a dia. A mistura de cores fortes e texturas estranhas não era exatamente o que eu pretendia aderir para a vida real, mas cheguei à conclusão de que estava enganada…

Espectro de luz

Sandalia Arezzo, vestido Le Lis Blanc e blusa Colcci. Foto: Dari Luz

Tons neon e outras cores de peso estão tomando força. Tenho filhas adolescentes e com elas aprendo a olhar para algumas tendências que, normalmente, passariam despercebidas. Através das meninas foi que dei conta que Kendall Jenner, uma das irmãs Kardashian, combinou um top verde com make do mesmo tom, e a modelo Bella Hadid compensou um colete fluorescente usando branco no resto do look.

Outra moda que entra ano, sai ano, vai e volta, é o color bloking, que destaco na coluna desta semana. Ela é nada mais, nada menos que uma combinação de cores vibrantes usadas num mesmo look, mas que no final convivem em harmonia. Para entender melhor a ideia, pense na composição de Mondrian, nas suas obras abstratas em tons de vermelho, amarelo e azul, na qual a pintura resulta unicamente em linhas e blocos de cores bem equilibradas. Agora atualize este colorido para as mil possibilidades que a indústria têxtil pode oferecer e eis um look color blocking que, inclusive, pode ser tom sobre tom na mesma cor ou de diferentes tonalidades. O que parece ser um estilo vindo dos anos 1960 foi rapidamente adotado nas ruas, depois de ser revivido nas passarelas.

Protocolo fashion

A monarca britânica Elizabeth II foi quem impulsionou a criação da hashtag #NeonAt90 e isso está nas páginas de um livro dedicado ao closet mais colorido da realeza. Com fotografias que vão desde a década de 1950 até hoje, e com cores brilhantes que passeiam pelos rosados, que a rainha usava na infância, até o vestido verde neon que incitou a hashtag badalada. Our Rainbow Queen, é uma leitura obrigatória para fãs da rainha e de moda. O livro faz uma viagem fotográfica através das dez décadas do inconfundível estilo color blocking de Elizabeth. As fotografias, que abrangem as cores do arco-íris e um século de estilo, aparecem em legendas e comentários do jornalista e radiodifusor Sali Hughes, que dá contexto fascinante para cada imagem. Os leitores aprenderão como a queen usou a cor e a moda de maneiras estratégicas e discretamente políticas, como o azul da bandeira da união européia para uma reunião pós-Brexit. Ao longo de décadas o coroado closet tornou-se tão icônico, quanto a própria mulher.

Nos primeiros anos ela foi ajudada por dois costureiros em particular: Norman Hartnell e Hardy Amies. Hartnell criou o vestido de noiva e o traje da coroação. Amies, entretanto, tornou-se o conselheiro de estilo do dia-a-dia. Hoje a a rainha tem uma coleção de “marcas registradas” de estilo próprio, instantaneamente reconhecíveis e verdadeiros códigos de moda: lenços na cabeça, cores vivas e brilhantes, muitas vezes combinadas com luvas brancas e pérolas – e sempre com um chapéu perfeitamente coordenado.

O que descobri sobre o closet da rainha

  • l Ela usou calças uma vez na vida, durante a Royal Tour do Canadá em 1970, quando um jovem alfaiate fez um terno de seda matte, em um esforço para atualizar seu visual.
  • A rainha tem um guarda-chuva enfeitado combinando com o look do dia.
  • Tem uma grife de bolsa de mão preferida e mais de 200 modelos Launer, uma marca britânica cujos designs custam mais de 1 mil dólares. De acordo com o The Telegraph, suas preferidas são o Royale e Traviata, graças às suas alças mais longas, que facilitam o aperto de mão.
  • O chapéu dela não pode ser muito largo. A chapeleira favorita da rainha, Rachel Trevor-Morgan, recebeu instruções para fazer chapéus que não obscurecem seu rosto e que não fossem muito altos, caso contrário, poderiam ficar presos quando ela sai do carro.
  • Só usa lenços de seda da icônica Hermés.
  • Bainhas dos vestidos sempre abaixo dos joelhos, porque Elizabeth não quer ser pega de surpresa.
  • Fã da Gucci (eu também sou!), uma fashionista nata, experimentou várias tendências de moda da marca, inclusive color bloking e mocassins.
  • Compareceu ao casamento do seu neto, em 2018, vestindo um casaco verde-limão e um vestido do estilista inglês Stewart Parvin.
  • Para finalizar, e talvez decepcionar as fashionistas que estão lendo a coluna, a rainha não é exatamente uma fã das cores berrantes: os looks com cores forte são, na verdade, um protocolo de segurarança adotado para ela nunca, jamais, ser mais uma na multidão, e assim chamar a atenção da sua guarda, esteja ela onde estiver.

Pós-treino

Sandália Arezzo, calça e acessórios Strass e casaco Colcci. Foto: Dari Luz

Tenho visto muitas mulheres saindo para um brunch ou sunset, pós-treino, usando seus looks de academia. Isso tornou-se não só um sinal de saúde mas uma opção de roupa confortável e estilosa, bem diferente da antiga ideia das marcas esportivas padronizadas. O esporte-chique existe desde os anos 1990, mas até 2010 ninguém o considerou fashion. Roupas de academia eram usadas apenas para malhar e só depois que o mood foi para as passarelas de marcas consagradas, e para a vida real, novas marcas surgiram e as antigas passaram a ganhar mercado. A linha sportswear não está mais rotulada apenas para os rappers e atletas: o esporte hoje é moda.

As mídias sociais tiveram uma tremenda influência no crescimento do movimento activewear. O Instagram permitiu que blogueiros e celebridades compartilhassem seu estilo de vida saudável e o que eles vestissem desse uma audiência massiva. Mais uma vez Kendall Jenner e as irmãs Bella e Gigi Hadid ditaram tendências no mercado de roupas. As Spice Girls, em 1996, na estreia do vídeo do single Wannabe, usaram looks Adidas e top de algodão com performance acrobática e muita cor neon já dando um trend alert do que estava por vir.

Não é por acaso que algumas marcas históricas, que foram ofuscadas desde o início dos anos 2000, estão passando por um segundo renascimento e voltaram a competir com empresas multinacionais de esportes como Nike e Adidas. As marcas de luxo estão tomando emprestada a inspiração de designers de roupas esportivas para coleções de alta-costura e tudo tem dado muito certo. O sportswear reinterpretado de forma luxuosa é uma maneira possível de se fazer moda e se há o nome de Gucci, Versace, Dior ou Alexander Wang por trás, torna-se uma garantia de sucesso. A revolução do chique esportivo começou quando as três peças básicas de roupas (camisetas, tênis e legging) foram emancipadas de sua função puramente utilitária para serem realocadas para roupas casuais e glamourosas.

Sapato aberto no inverno

Vestido Carmen Steffens, sandália Carmen Steffens, bolsa, blusa e cinto Colcci. Foto: Dari Luz

Usar sapatos abertos no inverno é controverso, não acha? Mas é uma regra de moda que deve ser quebrada e prestada atenção. O que acontece quando a roupa perfeita só combina com sandálias abertas e estamos na estação mais fria do ano? Segundo a Vogue, o veredicto sobre sapatos abertos no inverno depende da situação: se você é um fashionista ou está indo para a Fashion Week fazendo seu trajeto de carro, vá em frente. A chave para esse visual dar certo é fazer com que a combinação pareça intencional, caso contrário, dará a impressão que você realmente esqueceu que era a noite mais fria do ano.

Outro dia mesmo usei sandálias abertas com meia calça e o look super foi aprovado. Aliás, meias são uma boa alternativa de sucesso neste caso. Kate Moss, o último dos grandes ícones do século XX, ainda usa meias pretas; as garotas que amadureceram nos anos 2000, não. Lembro novamente das minhas filhas, não tem jeito delas usarem um exemplar de meias calças. Quando o modelo é opaco aparece nas passarelas a cada temporada ou a três, muitas vezes em homenagem aos anos 1990, com sandálias com tira no tornozelo e vestidos deslizantes.

Ah, e vale lembrar: a atriz Sienna Miller já foi flagrada em Nova York, em um dia frio, com saltos altos abertos, enquanto Kate Hudson usava peep-toes para climas semelhantes. Anna Wintour inventou as pernas nuas como um movimento de poder: a semana de moda de Nova York, realizada em fevereiro, às vezes é de -10ºC e Wintour abandonou as meias pretas e começou a chegar aos desfiles com as pernas nuas e com calçados indefectíveis de Manolo Blahnik. Se você realmente quer usar sapatos com os dedos de fora no inverno, vá em frente, eu acho cool!1 of 3  

Sandalia Carmen Steffens, saia AP 03, blusa e blazer Super Suite Seventy Seven
Sandalia Arezzo, vestido Printing e blazer NXTLVL
Saia Iorane, sandalias Carmen Steffens e blusa Tida

Participaram deste editorial

  • Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
  • Modelo: Dora Marafon/DN Models
  • Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
  • Produção de cena: Larissa Maldaner
  • Beleza: Larissa Maldaner
  • Lojas e marcas participantes: AP 03, Arezzo, Carmen Steffens, Colcci, Eva, Iorane, Iódice, Le Lis Blanc, NXTLVL, Printing, Super Suíte Seventy Seven, Strass Acessórios e Roupas, Tida.

Kaftan: peças viram itens super fashion


Você acha que não pode usar um kaftan em locais mais formais? Depois de ler a minha coluna deste fim de semana você mudará, definitivamente, de ideia. Não sei se já ouviu falar da ex-editora da Vogue britânica, Pippa Holt. Vou começar contando como ela me convenceu que estas peças, até então desfiladas nas praias e no máximo em barzinhos, viraram itens super fashion e foram parar nos principais cenários e passarelas de moda.

Vestido feito artesanalmente em voil de algodão com delicados fios de lurex. A estampa é feita com a técnica milenar do block printing, que utiliza carimbos de madeira. A carteira é feita em palha de palmeira por artesãos marroquinos. Foto: Dari Luz/Especial

Você acha que não pode usar um kaftan em locais mais formais? Depois de ler a minha coluna deste fim de semana você mudará, definitivamente, de ideia. Não sei se já ouviu falar da ex-editora da Vogue britânica, Pippa Holt. Vou começar contando como ela me convenceu que estas peças, até então desfiladas nas praias e no máximo em barzinhos, viraram itens super fashion e foram parar nos principais cenários e passarelas de moda.

A ex-editora da Vogue

Pippa vende seus kaftans num dos endereços que mais amo no mundo, a Bergdorf Goodman da Quinta Avenida, em Nova Iorque. Lá ela tem uma pop-up, vende também no site Netaporter, mas sua maior vitrine é o seu insta, o @pippa_holt_kaftans.

Há algum tempo se encantou com algumas peças que garimpou num pequeno grupo de tecelões do sul do México. Quando voltou para a Europa, começou a usar as roupas no dia a dia e as pessoas perguntavam sobre os looks. Alguns anos, e bebês, mais tarde, percebeu que as mulheres ainda procuravam esse tipo de vestido fácil e fluído. Foi então que fez uma parceria com os mesmos artesãos mexicanos para realizar uma collab oficial. Em Dublin, naIrlanda, onde mora atualmente, também mantém algumas mulheres que tecem manualmente os tecidos de algodão nos teares de apoio, usando os padrões e técnicas indígenas. Seus kaftans apresentam uma tradicional silhueta reta de manga e três comprimentos: midi, mini e um novo supermini com paletas de cores, formas e acabamentos de alta qualidade. Tudo é feito à mão e pode levar até seis meses para ser finalizado; esse processo lento os torna muito difíceis de conseguir e esta sensação de raridade faz com que sejam vendidos muito rápido. Vale a pena esperar e pagar pelo investimento de peças únicas e e que podem se tornar heranças colecionáveis.

Sustentáveis

Os kaftans são feitos de algodão natural e corantes. Alguns artesãos pelo mundo conseguem confeccionar tecidos, inclusive, a partir de insetos cochonilhados e amassados. Geralmente são peças realizadas em aldeias indígenas ou zonas rurais que fornecem trabalho estável para muitas mulheres. A matéria-prima final se transforma, conforme o olhar, em objetos de desejo, modernos, chiques e perfeitamente adequados para o o uso diário na cidade. Em outras palavras, você não precisa estar de férias ou numa praia para adotar o mood, a combinação costuma funcionar com quase todos os acessórios, desde sandálias a saltos, bijus ou joias. Dá para usar o seu kaftan com um cinto de peso, mocassins, tênis e alguns braceletes. Eu já adotei o estilo e estou amando!

Tenho visto uma multidão de influenciadores de estilo usando. Miroslava Duma, Poppy Delevingne e Yasmin Sewell – fizeram muito para popularizar o kaftan, anunciando-o como um item indispensável que tem o poder de levar você no verão ao outono ou inverno.

Esse vestido com tingimento manual chamado Shibori é feito em seda pura mulberry, uma das mais leves e delicadas que existe. A pashmina é feita em tear por artesãos do Vale da Caxemira, no norte da India. O chapéu por toquilleras do Equador. Brincos de ráfia. Foto: Dari Luz/Especial

Versão catarinense

casa Ethne, onde fiz as fotos da coluna desta semana, trata-se de um local que proporciona um modelo de compras diferente, um cross cultural, com uma história de shopping, porém sempre oferecendo uma experiência a ser vivida. Quem me apresentou a ideia foi a idealizadora e curadora do local, a jornalista e designer Samira Campos. O espaço foi inaugurado recentemente, em Santo Antônio de Lisboa, em Floripa, fortalecendo a nova vibe difundida pelo mundo, de se comprar roupas com conteúdo, através de muitas histórias paralelas de vidas, de lugares e de artesãos . Uma proposta de uma moda com mais tempo de confecção, mais aprofundamento, uma roupa com compromisso de valorizar o trabalho manual, o trabalho ancestral de tecelagem, tingimento, voltando às origens.

Samira me contou também o quanto valoriza as palhas naturais, buscadas em tribos indígenas, ou os trecês, couro e ráfias feitas pelos artesãos marroquinos e transformados em peças exclusivas, com pitadas de contemporaneidade dadas por ela. Ainda este ano lançará uma linha de joias, em parceria com a tribo Pataxó do sul da Bahia. Serão usadas plumas, penas cerificadas pelo Ibama e pedras preciosas.

A casa funciona com agendamento e está aberta das 14h às 19 h, inclusive aos sábados. Já está sendo criada também uma agenda cultural ligada à moda, com oficinas de macramê,  bordados e pinturas.

Outra paixão fashionista

Vestido Leheryia, mesmo nome de outra técnica de tingimento artesanal muito praticado no deserto do Rajastão, na India. A bolsa de palha é uma criação da Ethne com artesãs de Marrakech no Marrocos. O cinto de macramê colocado como turbante é feito no Marrocos com Sabre. Os brincos são confeccionados por indígenas de Cuenca, no Equador numa collab com a designer de acessórios Dani Depi, de Floripa. Foto: Dari Luz/Especial

As bolsas de palha e ráfia que estamos vendo por aí carregadas por celebridades e fashionistas, já não são mais aquelas que você, antigamente, jogava o protetor solar e acessórios para ir à praia, mas bolsas chiques, elaboradas e grifadas. Circulam por lugares badalados e adornam mulheres de extremo bom gosto e visão na moda. Tenho batido nesta mesma tecla aqui faz horas, pois estou realmente apaixonada por tudo isso. O apetite de compra em torno destes shapes chegou ao ápice: de acordo com o Lyst, um instrumento de busca global de moda, as buscas incluindo os termos “palha”, “ráfia” e “vime” aumentaram 56% em relação ao ano anterior. No Pinterest, houve 573% mais consultas em relação ao último ano.

Como tudo começou

A arte de tecer sacolas de materiais naturais, grama seca ou bambu, tem milênios com técnicas de cestaria que remontam ao Egito antigo. Foi na década de 1950, que a sacola de palha passou a ser vista como um item elegante associado a viagens de luxo, vendidas em destinos de férias como uma lembrança chique. Mas o momento icônico do vime surgiu no final dos anos 1960 e 1970, quando a atriz e cantora Jane Birkin, mais tarde associada à Hermès Birkin, fez da cesta de piquenique seu acessório exclusivo quando estava em Paris, Cannes e Londres. Já a chiquérrima Audrey Hepburn, que viveu na Holanda e na Bélgica quando criança, muitas vezes carregava uma cesta de palha entre um passeio e outro. O que elas não imaginavam é que estavam plantando a semente por um milhão  de posts e hastags do Instagram.

Kaftan feito em seda pura artesanal com estampa também artesanal em silk screen. Colar de contar e pompons feito à mão por uma cooperativa de mulheres bordadeiras da India. Foto: Dari Luz/Especial

Viagem étnica da Dior

O desfile da coleção Resort 2020 da Dior, ocorreu no final de abril, em um dos locais mais deslumbrantes do mundo: Marrakech, no Palácio El Badi, um lugar histórico que remonta ao século 16. Maria Grazia foi ao norte da África para mostrar uma coleção sobre luxo, globalismo e cultura. Os tecidos predominantes foram totalmente projetados e produzidos com estampas inspiradas na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, por um estúdio/ateliê chamado Uniwax, que produz autênticas estampas africanas em algodão. Os resultados finais envolveram leões maciços, criaturas mitológicas aladas, aves e palavras associados ao tarô. A cidade marroquina não só serviu de anfitriã, mas seus artistas e cultura ajudaram a inspirar e criar a coleção. O tema buscou alcançar, através de uma série de collabs com vários artistas africanos, um novo ponto de vista da francesa Dior. Numa época em que a indústria da moda está sendo cada vez mais acusada de apropriação cultural, Maria Grazia Chiuri realizou um movimento, arriscado, de valorização e não apropriação.

Luxo ao mais alto nível

Para a Dior patrocinar estampas deste tipo é fazer uma declaração global de que o têxtil africano pode incorporar luxo ao mais alto nível. Uniwax foi apenas uma das cinco colaborações significativas desta coleção. Uma associação entre têxteis e cerâmica de mulheres marroquinas, chamada Sumano, criou as peças tecidas mais parecidas com a tapeçaria da coleção. A artista americana Mickalene Thomas e a designer jamaicana-britânica Grace Wales Bonner forneceram suas próprias interpretações do estilo. Um designer da Costa do Marfim chamado Monsieur Pathé’O, conhecido por fazer as camisas de Nelson Mandela, desenhou o rosto do falecido líder do ANC nas costas de um look. E Stephen Jones colaborou com uma chapeleira Gana-Britânica chamada Martine Henry para a realização de turbantes de origem étnica.

Foto: Dari Luz/Especial

Participaram deste editorial:
Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise
Crippa
Modelo: Ana Paula Roman/DN Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimentos: Samira Campos e Ethne