Arquivos mensais: junho 2019

“Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”

Na coluna desta semana vou linkar moda com arquitetura e trazer à tona uma constatação de Coco Chanel: “Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”. Na década de 1950, a estilista admitiu ao mundo que buscava inspiração para algumas das suas criações em projetos do suíço Le Corbusier. Por sua vez, Yves Saint Laurent utilizou princípios da Bauhaus, uma escola de arte vanguardista da Alemanha, que é uma importante expressão do design, para seus looks.

Conexão

Terno Eva para Strass Acessórios e Roupas, body Animale e bricos LBF. Foto Dari Luz

Você já parou para pensar que moda, design e arquitetura têm tudo a ver mesmo? Esse assunto, e muito mais, estará num bate-papo fashion, na próxima quarta-feira, dia 19, a partir das 19h, na Strass Acessórios e Roupas, em Floripa. O evento contará com a participação da designer de interiores Adri Tiezzi e da consultora de moda Maria Luiza Ramos.

E olha o que eu descobri: o ex-diretor criativo da Dior, Raf Simons, começou a carreira como designer de móveis, mas nunca usou formalmente seu diploma. Sua trajetória na área teve uma influência profunda em seu trabalho na moda e ele apresentou suas criações em passarelas localizadas em edifícios extraordinários como o Palais Bulles, de Antti Lovag, no sul da França.

Já o estilista Tom Ford, formado em arquitetura pela Parsons de Nova York, focou mesmo na disciplina. Isso está implícito em seus modelos para a moda e explícito em seu trabalho cinematográfico e vida pessoal.

O belga Martin Margiela se afastou do ateliê, porém seu envolvimento intelectual com a arquitetura continua vivo no trabalho da equipe de design da marca.

– A semelhança mais importante entre moda e arquitetura é que compartilham o mesmo ponto de partida: o corpo humano, explica o coletivo Maison Martin Margiela à revista Interview em 2008. Ambas as disciplinas têm a função de proteger – se não abrigar – o corpo a carne e a própria pele. finaliza.

Yohji Yamamoto, um dos principais estilistas do mundo, trouxe uma combinação da tradição japonesa e talento técnico para a paisagem da moda moderna, criando peças que são obras-primas. Em 2012, foi homenageado com uma retrospectiva no Design Museum Holon, de Ron Arad, em Tel Aviv, com suas roupas em diálogo com as curvas do museu. Ele revelou à revista W Magazine que: “conflitos e harmonias entre meu trabalho e os arquitetos são interessantes para mim”.

O estilista da Louis Vuitton, Nicolas Ghesquière expressa seu interesse arquitetônico ao definir seus desfiles em alguns dos edifícios mais espetaculares do mundo, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, de Oscar Niemeyer, e da casa de Bob Hope, em Palm Springs, ao Museu Miho, de I M Pei, em Kyoto.

– Hoje, as pessoas viajam muito pela arquitetura, não apenas pelos monumentos – e eu sempre achei que o lado da exploração e da viagem da Louis Vuitton poderia ser uma jornada arquitetônica, diz ele à Vogue dia desses.

Listras

Vestido Eva para Strass, pulseira Hermès e coturno John John. Foto Dari Luz

As listras fazem parte de um design atemporal que se tornou uma referência nas tendências de moda e na decoração. Recentemente nas passarelas internacionais foram vistas camisetas listradas em preto e branco combinadas com luvas listradas da mesma cor. Além de muitos padrões diferentes, incluindo um pouco de xadrez, uma túnica listrada de mangas compridas amarradas sobre uma saia plissada realmente chamou a atenção. Marc Jacobs, por exemplo, apresentou todos os tipos de estampas, mas as listras mereceram destaque especial.

Um vestido P&B, de alguma forma conseguiu transcender o padrão e parecer romântico, enquanto um volumoso casaco de pele marrom listrado deixou a plateia de queixo caído. Até o final desta coluna “provarei” que as listras andam merecendo status, não só na passarela mas também, na vida real.

Por uma arquiteta catarinense

Tênis Adidas, blazer Iódice, faixa em pelica Fernè e vestido listrado Francesca Loungewear . Foto Dari Luz

E para falar de vida real, vou destacar a marca catarinense Francesca Lougewear, criada há um ano pela arquiteta de Criciúma Mônica Castro. Ela é quem cria todos os looks, aproximadamente 20, a cada coleção. As roupas são inspiradas nas últimas tendências europeias, com o objetivo de trazer peças-chave para reforçar o DNA da marca. A equipe de curadoria e estilo da Francesca tem dado foco aos tecidos e shapes que representem bem a essência trazida dos pequenos refúgios europeus, porém sempre adaptadas ao nosso clima e às necessidades da mulher brasileira.

Combinações com cores neutras, o uso das listras, a malha e o tecido plano caminham em perfeita harmonia, proporcionando versatilidade à cada modelo.

– Para as coleções, me inspiro em pessoas simples e sofisticadas, como elas se expressam, através do que vestem no Instagram, Pinterest, sempre buscando algum tema. Já estamos com três coleções, e pretendo lançar a quarta em setembro. Meu plano é ter duas grandes coleções e ir lançando cápsulas entre elas – destaca Mônica.

As cores da semana

Vestido Alaphia e cinto Moschino. Foto Dari Luz

Os metálicos se destacaram na última temporada e dourado e o prata estão na cartela de tendências do outono / inverno de 2019 na moda e na arquitetura. Um vestido dourado é, inegavelmente, lindo e tenho certeza que as fashionistas e celebridades não vão esquecer deste tom para o próximo evento no tapete vermelho. Nas passarelas vimos também jaquetas e casacos ouro, combinados com estampas de animais, em looks de rua casuais. Este estilo apareceu em Michael Kors, Dries Van Noten, Chanel e, claro, Dolce & Gabbana e se espalharam pelas vitrines mundo a fora.

Blusa Iorane

Outro tom usado nesta coluna, o lavanda, um tom púrpura suave, foi uma das cores principais da última primavera e tem se mantido

como uma das tendências de cores outono / inverno 2019-2020. É uma ótima notícia para qualquer mulher que esteja preocupada em guardar alguns dos itens da última compra. Misturado com as cores escuras desta estação fria, torna-se invernal, enquanto misturado com amarelos e castanhos, torna-se mais outonal. Veja a calça e blazer em alafaitaria desta coluna usados com body listrado.

Cara de terno

Terno Eva para Strass Acessórios e Roupas, body Animale e bricos LBF. Foto Dari Luz

Quando os designers colocaram ternos e blazers nas passarelas, eles efetivamente quiseram tirar a imagem séria dos escritórios e consolidar a imagem de conforto e fluidez. Essa tendência faz parte de uma mudança geral na direção para looks minimalistas, utilitários e não-sexistas no mundo da alta moda, uma saída que, acredito, se adaptará facilmente para a moda mais real.

As irmãs gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen, para marca própria, a The Row, também criaram ternos despojados, blazers superdimensionados, bem arrumados na passarela, combinando com suéter de gola alta, com opções de cores neutras escuras e claras. A Proenza Schouler desfilou blazers grandes confortáveis, sofisticados, com opções para homens e mulheres. Muitos outros designers nos deram opções dos ternos na passarela, incluindo Oscar de la Renta, Tibi, Nina Ricci, Roksanda e Alexander Wang.

Colete

Coturno John Jonh, vestido Forever 21, colar LBF, colete Vera Motta para Strass. Foto Dari Luz

O colete surgiu pela primeira vez em Versalhes, na Corte do Rei Sol, num estilo de roupa pomposo. O modelo era mais comprido e desafiava o clima frio dos grandes palácios com seda e brocado. Aos poucos, ficou mais curto e perdeu as mangas.

Nos anos 1920, ostentavam cores primárias, padrões geométricos com inserções de tecido ou ornamentos excêntricos, até mesmo vidro. Enquanto na década de 1950, os jovens e rebeldes usaram coletes irreverentes em brocado inspirados em Edward VII.

No final dos anos 1960, o colete é finalmente incorporado ao closet feminino e designers como Moschino e Yves Saint Laurent criam uma coleção completa sobre o tema. A imagem lembrada é a de Twiggy vestindo bermudas e colete.

Ele volta aos anos 1970, tão boêmio como sempre, e faz parte dos conjuntos hippies, dos quais exemplos encantadores são os coletes bordados e em forma de brocados e usados por um ícone boh, LouLou de la Falaise, a musa do designer Yves Saint Laurent.

Combat boots

Coturno John John, calça Dolce & Gabbana, blusa Iorane. Foto Dari luz

Os coturnos estão na moda há alguns anos mas certamente a roupa de Charlize Theron em Mad Max: Fury Road ajudou a tendência a florescer na passarela e nas ruas. Prada e Valentino lançaram suas versões que vi também em Chanel. Aqui pelo Brasil, Carmen Steffens, Arezzo, Schutz e John Jonh com o modelo usado na coluna com plataforma altíssima! Os millennials passaram a usar marcas mais conscientes do meio ambiente, como Patagonia e North Face.

E assim, as botas, e basicamente qualquer coisa que você gostaria de usar em um acampamento de fim de semana, agora estão em alta na moda. Marcas como Phillip Lim, Acne Studios e Miu Miu lançaram suas próprias versões de botas nos últimos meses e o estilo nunca pareceu tão cool.

Participaram deste editorial

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Natália Bruhl – Ford Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento: Unique MCA Empreendimentos – Soul Residence
Marcas e lojas participantes: Adidas, Animale, Alaphia, Dolce & Gabbana, EVA, Forever 21, Francesca Loungewear, Fernè, Iódice, Iorane, John Jonh, LBF, Moschino, Tida, Vera Motta

A moda inspirada na leveza e na fluidez do balé


Para a coluna deste fim de semana, me inspirei na dança e na última coleção primavera/verão da Dior 2019. E como revelou a própria Maria Grazia, diretora criativa da marca, “a moda fala sobre o corpo, da mesma forma que a dança faz – é como música, é uma linguagem universal”

Vestido Roberto Santos, sapatilhas Capezio e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

A inspiração

Na coleção primavera/verão 2019 da Dior, desfilada no ano passado em Paris, sua diretora criativa, Maria Grazia, transformou a passarela em praticamente um palco. Loie Fuller, Pina Bausch e Isadora Duncan, grandes coreógrafas que marcaram época, ficariam encantadas com o mood apresentado por Grazia, uma obcecada por balé.

Para a coleção, a estilista substituiu o corpete preto, aquele que andamos vendo nos últimos editoriais de moda e copiado pelo mundo, e mostrou formas de tops translúcidos, transparentes e vestidos de jérsei de seda. Um look foi feito com 90 metros de tule, destacando uma linha de tecidos leves, em tons de degrade, pintado à mão e muito delicado. Um cachecol patchwork de seda, vestidos estilo chiton, estampa tie-dye, denim e ainda penas caleidoscópicas desfilaram na passarela.

Saltos de cunhas, que imitavam o movimento de um bailarino, sapatilhas e um elegante par de tênis que, embora construídos para serem de alto desempenho, provavelmente serão guardados para ocasiões muito mais especiais também se destacaram.

O tule na moda

Sapatilhas Capezio Profissional, saia de tule Movimento Moda Ballet, alças em ouro Dina Noebauer e top Ferné. Foto Dari Luz, especial

Poucas coisas incorporam mais a visão idealizada da feminilidade na cultura ocidental que uma saia de tule. Normalmente associadas às roupas de noiva e de bailarina, a qualidade fluída e transparente dessa rede fina e leve veio para servir como um símbolo das contradições associadas à feminilidade: delicada, mas forte; pura, mas sexy. O tule se tornou parte integrante de vestidos de noiva, vestidos de noite e lingeries. Já foi um tecido proibitivamente caro e luxuoso feito de seda, porém, com o tempo, tornou-se prontamente disponível para as massas – graças à introdução de fibras sintéticas mais baratas, como nylon, rayon e poliéster.

Os historiadores acreditam que, inicialmente, o tule foi meticulosamente feito à mão, usando métodos semelhantes à produção das rendas, por volta do ano 1700. O tecido moderno, também conhecido como bobbinet, foi produzido pela primeira vez depois que uma complexa máquina de tecelagem, que produziu eficientemente o modelo, foi patenteada em 1809.

Tornou-se um marco nas últimas temporadas, aparecendo nas passarelas da primavera de 2018 e 2019 de Saint Laurent, Moschino, Alexander McQueen, Oscar de la Renta, Simone Rocha, Preen e Delpozo, entre outros. Ganhou popularidade por várias razões: é um dos materiais mais comuns usados em vestidos de noite, especialmente depois que a “influencer” Grace Kelly usou uma saia de tule volumosa no filme de 1954, Janela Indiscreta. A leveza do tecido em camadas criou saias maciçamente largas que escondiam as pernas de uma mulher, enquanto acentuava sua cintura e busto.

Autodidata

Vestido Roberto Santos, sapatilhas Capezio e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

Natural e morador de Santo Amaro da Imperatriz, Roberto Santos iniciou a carreira em 1998. Autodidata, domina todo o processo de criação e execução das suas roupas:
– Acredito que para assinar um belo vestido de festa é necessário dar a ele um padrão de qualidade e personalidade, desde a criação até o arremate final – diz.

Dono de uma mente inquieta, Roberto busca inspiração em tudo que vê, além de se inspirar em quatro grandes nomes da alta costura: Coco Chanel, Christian Dior, Elie Saab e Zuhair Murad. O estilista utiliza alguns métodos de trabalho criados por ele:
– Minha equipe de costureiras e bordadeiras aderiu ao meu padrão. Praticamente tiveram que deixar de lado os seus métodos próprios para se adaptarem ao meu – destaca, sem revelar o segredo e a fórmula.

Desenha desde os seis anos, contra a vontade do pai que era muito conservador. O ponto alto do seu trabalho são os bordados elaborados por ele, com técnicas de corte e costura feitas a sua forma e sem ter aprendido em cursos ou métodos tradicionais. Com uma equipe de 30 profissionais, o estilista trabalha também com alfaiataria masculina de alto nível.

Multifacetada

Vestido Regina Salomão para Strass Acessórios e Roupas, colar em citrino e ouro branco Dina Noebauer e sapatos Le Scarpin. Foto Dari Luz, especial

Dina Noebauer é de Imbituba e há 35 anos mora na Capital. Com formação em design e moda, costuma dizer que já nasceu com vontade de ser criadora.

– Quando eu tinha 15 anos pedi ao meu pai para me colocar em um curso de corte e costura. De quebra ganhei uma super máquina. Foi o meu presente de 15 – lembra.

Dina logo confeccionou o vestido de batismo da irmã e um tailleur para a mãe. Na joalheria, iniciou fazendo experiências com fios em cobre e madeira e aos 20 anos fez um curso de ourivesaria com o mestre Carlos Salem, de São Paulo. Depois vieram especializações em design de joias com a professora Claudio Petrela, além de gemologia. Sobre o que a inspira, Dina me contou que busca elementos na arquitetura, em viagens, na tecnologia e até mesmo em uma letras de músicas.

Hebe Camargo, Amauri Júnior, Vera Loyola – assim que surgiu como socialite emergente – e Jô Soares usaram peças assinadas pela design, que emplacou seu trabalho na Vogue Joias e Joias e Cia. Em 1999 ganhou o prêmio Brazil 500 anos, com um colar em citrino e ouro branco, inspirado nas obras de Juarez Machado. O colar está na imagem desta nota.

Tem ainda no currículo uma exposição em New York e algumas criações para novelas da Rede Globo, como Torre de Babel e Por Amor:

– Estou desenvolvendo uma nova coleção que será mostrada final deste ano em Paris e ainda algumas peças para uma fábrica de calçados – conclui.

Mia

Joias Dina Noebauer, vestido Carol Reginatto e sapatos Le Scarpin. Foto Dari Luz, especial

Maria Carolina Paixão Reginatto se formou em design de moda pela Udesc, em 2019, e apresentou a coleção Mia no Octa Fashion 2018. Os três vestidos fizeram parte do trabalho de conclusão do curso.

– Mia é para mulheres ambiciosas e que almejam o sucesso pessoal e profissional. Pensando nessa figura poderosa e nos desafios cada vez maiores no seu dia a dia, é importante ressaltar sua autonomia e independência em relação onde ela pode chegar – revela Carol.

É por meio de recortes e materiais que as peças destacam o corpo feminino. A coleção se coloca num papel de exaltar a mulher.

– É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta – lembra Carol, citando a frase de Simone de Beauvoir.

Salto alto

Vestido Marie Lafayette Day Wear, calçados Le Scarpin e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

A designer carioca, que reside em Floripa há seis anos, Vanessa Rouvier, é apaixonada pelos sapatos. E quem não é! Para criar sua marca, a Le Scarpin, uniu a veia empreendedora à curiosidade pelos materiais, acabamentos e técnicas manuais na sapataria. A marca é especializada em scarpins feitos à mão, com materiais nobres e design atemporal. O resultado são coleções limitadas, privilegiando a exclusividade e oferecendo um modelo único, com uma variação de cores precisa.

O processo de criação da Le Scarpin começa pelos traços que a designer idealiza para cada modelo e por meio de ilustração. Todo este processo ocorre antes de ganhar molde e passar pelos processos de corte e costura do couro. Em seguida, a peça é montada, colada, seca, recebe salto e finalmente “descansa”.

Todos os sapatos levam o nome de mulheres inspiradoras, que se identificam com o DNA da marca. O último modelo lançado foi o Penélope – de Penélope Cruz, que brinca com o duo de cores vermelho e rosa. A label também faz collabs com grandes nomes nacionais e internacionais.

A próxima parceria confirmada apresentará um scarpin coberto de paetês, assinado por Vanessa ao lado das irmãs Karen e Katiuscia, da Joulik. A Le Scarpin atende todo o Brasil e tem ponto de venda fixo em Nova Iorque. Por aqui, já vestiu os pés de celebridades como Thassia Naves, Bruna Marquezine, Sabrina Sato e Claudia Abreu.

Mais looks

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Vestido Carol Reginato, sapatilhas Capezio Profissional. Foto Dari Luz, especial
Sapatilhas Capezio Profissional, saia de tule Movimento Moda Ballet, alças em ouro Dina Noebauer e top Ferné. Foto Dari Luz, especial
Joias Dina Noebauer, vestido Carol Reginatto e sapatos Le Scarpin. Foto Dari Luz, especial
Vestido Closet Camila Fraga, sapatos Le Scarpin e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial
Vestido Closet Camila Fraga, sapatos Le Scarpin e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

Participaram deste editorial

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Milena Scheller – Elite Milão e DN Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento: Bella Catarina Móveis
Marcas e lojas participantes: Atelier Roberto Santos, Carol Reginatto, Capezio Profissional, Closet Camila Fraga, Dina Noebauer Joias, Fernè, Le Scarpin, Movimento Moda Fitness Praia e Ballet, Marie Lafayette Day Wear, Regina Salomão, Strass Acessórios e Roupas.