Arquivos mensais: janeiro 2019

Minha coluna Revista Versar: estampas tropicais, tramas naturais e muita elegância estão entre as tendências do verão

Pode ser num beach club, numa pool party ou num passeio de lancha, a dica é não sair do prumo e da moda. Sentar-se à beira da piscina e relaxar em uma espreguiçadeira representa uma oportunidade libertadora e única de sentir-se linda e se revelar neste verão. E não estou falando somente em ficar excepcionalmente bem nas fotos das férias: o objetivo é não perder o charme e a confiança. Pode ser num beach club, numa pool party ou num passeio de lancha, a dica é não sair do prumo e da moda.

Saia PatBo e body Haight para Santalina, argola e pulseira Joyá, sapatos Schutz (Fotos: Dari Luz/Divulgação)

Versatilidade

Já faz algum tempo que as roupas saem da cidade para os ambientes de mar e vice-versa, mas dos excessos pretendemos passar bem longe! Como diria Chanel, “a simplicidade é a chave da verdadeira elegância”. Então, lembre-se: mesmo que seja uma balada, o menos é mais na praia/piscina. Pode ter maquiagem, pode ter brilho, estampa, renda, bijus e joias, mas o segredo é saber dosar na medida certa e compor as texturas e o look.

Estampas tropicais

A cultura e shape “surfístico” cairão nas graças das fashionistas? Se depender das últimas estampas apresentadas nas coleções internacionais e nacionais, sim! Em Nova York, uma série de estilistas apostou nas flores de hibisco e folhas de palmeira, incluindo a Puma, Baja East, Michael Kors e Coach. Em Milão, estampas tropicais estão ganhando força também. Na Gucci vimos um certo olhar pronto para as férias na passarela. Dica: você pode esperar seis meses até que essas peças dos designers atinjam o pico de vendas, mas a tendência é promissora e já tem pipocado nos desfiles das grandes marcas e está há tempos na sua loja de surfe mais próxima.

Palha em alta

Cropped Haight e saia PatBo para Santalina, colar e brincos Estela Geromini para Strass Acessórios e Roupas,
chapéu acervo

Não é a primeira vez que os chapéus de sol estão em voga, mas nenhum designer pode levar os louros pela criação da peça, que surgiu em todos os lugares. De Gucci a Dior, eles foram usados por Brigitte Bardot nos anos 1960. Na atualidade, algumas marcas nos fizeram querer desfilar pela cidade e à beira-mar com modelos que ameaçam ofuscar o “astro rei” e a tendência é reconhecida para outros acessórios que seguem a mesma textura, em palha, vime, ráfia natural ou granulada. As bolsas em palha também roubaram a cena. Geralmente revestidas em algodão ou linho, podem apresentar alças de couro, apliques ou bordas, e ser personalizadas com iniciais do seu nome. Já as bolsas vintage são sempre uma boa ideia devido ao seu fascínio retrô. Com a vibe dos anos 1970, estes modelos evocam instantaneamente Jane Birkin e seu estilo elegante. Nem as bolsas Hermès ganharam tanto o coração de Jane como a bolsa de palha que sempre foi a favorita da atriz.

Ainda sobre os chapéus

Chapéu Lari Handmade, saída de praia Carmen Steffens, pulseiras e brincos Joyá

Eles foram o ponto de partida da marca Lari Handmade, comandada pela catarinense Larissa Schlickmann, de São Ludgero. Apaixonada por trabalhos manuais, no verão de 2017 Lari transformou em arte um chapéu rasgado pelo vento em uma viagem, costurando com linhas coloridas desencontradas. As amigas viram, gostaram, começaram a pedir e ela não parou mais. Todos os chapéus são reaproveitados – uma tendência no mercado da moda, chamada de upcycling. Eles podem já fazer parte do acervo da cliente ou serem fornecidos pela designer. São panamás originais, fabricados no Equador e com garantia da procedência, mas que sofreram algum tipo de rasgo ou defeito durante a viagem. Aqui no Brasil são bordado à mão, pensados especialmente para cada cliente e com referências exclusivas.

Salar

Body Haight para Santalina, saia Carmen Steffens, chapéu acervo e colar e pulseira Flavia Baldi

O colar e pulseira com discos de madeira, coral e prata e cordas da produção é da coleção Salar, da designer mineira Flavia Baldi, radicada em Floripa há 21 anos. Exóticas paisagens dão formas, cores e força às peças que têm como inspiração os desertos sul-americanos, com suas areias e salares de tons suaves e terrosos. A riqueza de detalhes fica por conta da diversidade de texturas e cartela de cores, trazendo beleza e luminosidade, onde o simples e complexo se entrelaçam em uma mesma peça. Cada uma é feita à mão a partir de pedras semipreciosas e metais de qualidade, combinados a materiais trazidos de diversos lugares do Brasil e mundo afora.

As influências da designer de interiores por formação, ela herdou da mãe, artista plástica, que logo cedo fez questão de conectar a filha a esse incrível universo. Flávia começou a carreira tendo as referências de arte e do artesanato reunidas desde a infância como sua principal fonte de inspiração. Assim, com a experiência adquirida ao longo de seu amadurecimento profissional, foi inevitável que seguisse outro caminho senão aquele que a levaria ao encontro de sua grande paixão estética: a moda.

De Floripa

Bolsa e sandálias Schutz, biquíni Lenny e camisa Galiani

A Galiani é uma marca catarinense que está há quatro anos no mercado da moda, com peças em multimarcas de todo o Brasil. A publicitária e empresária Rafaela Galiani, fundadora e responsável pela coordenação criativa, diz que “trata-se de uma marca solar, com cheiro de mar, que leva fluidez, leveza e personalidade para quem as usa”. Destaque para as estampas, como a camisa da nossa produção, que fazem parte do DNA da marca.

Aposte no seu próprio closet: Você tem uma peça destas dentro dele!

Calças Cargo: Esta não é a primeira vez que as calças cargo se tornam um sucesso de moda. Usei muito os modelos nos anos 1990 e início dos anos 2000. Valentino e Prada já mostraram suas versões no verão passado. Fendi Prabal Gurung e Monse também. Use com uma camiseta simples, cai muito bem. Ah, estas calças com bolsos grandes são ótimas para carregar o iPhone!

Calções de ciclismo: Eu não quero dizer “desta água não beberei”, mas não pretendo usar as bermudas ciclistas. Estão sendo discutidas há mais de um ano, Saint Laurent apostou no modelo no final de 2017, mas no ano passado Stella McCartney, Chanel e uma série de estilistas aproveitaram o visual. Eu aconselho, caso você resolva arriscar, usar com blazer para dar um ar menos esportivo. Estou louca para apreciar as escolhas de vocês!

Sandálias de dedo: Até bem pouco tempo, as fashionistas mantinham seus pés em saltos altíssimos. Logo em seguida vieram os tênis brancos, mas a grande aposta são os chinelos de dedo mesmo. Já contei aqui algumas colunas atrás. Os modelos chegam com seu apelo discreto e arejado, sem mencionar sua acessibilidade. As sandálias com chinelo serão uma grande novidade em 2019.

Participaram deste editorial:

Produção executiva, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Modelo: Vitória Faustino/ DN Models
Marcas participantes: Carmen Steffens, Estela Geromini, Flavia Baldi, Galiani, Haight, Joyá, Lari Handmade, Lenny, Santalina, Strass Acessórios e Roupas, Schutz, PatBo

Minha coluna Revista Versar: Entre nos tons de 2019: comece o ano de olho nas cores e tendências na moda

Ao escolher uma cor, você está fazendo uma declaração visual de suas esperanças e desejos para si e para as pessoas ao seu redor

 

Quando você escolhe um look para a véspera de Ano Novo, você não está apenas fazendo uma declaração de moda. Você está fazendo uma declaração visual de suas esperanças e desejos para si e para as pessoas ao seu redor. A tradição de usar branco é tipicamente brasileira. Confesso que eu nunca tinha me dado conta disso. E olha o que mais a gente faz por aqui, na véspera do Ano Novo, e que não é comum em outros lugares:
 

1. Celebrar, de preferência na praia, e fazer oferendas à Iemanjá, a “Deusa do Mar” e a “Mãe das Águas”. Iemanjá é uma divindade afro-brasileira das religiões candomblé e umbanda. Acredita-se que se suas ofertas forem devolvidas pelo mar, seu desejo não será concedido.

2. Na cultura brasileira, as pessoas normalmente vestem roupas brancas para receber o Ano Novo, a fim de atrair a paz e a felicidade. Dá para aditivar a superstição usando cores sob as roupas brancas para representar as resoluções – azul para harmonia, amarelo para prosperidade, vermelho ou rosa para romance, roxo para inspiração e verde para saúde.

3. O “sete” ocupa um lugar especial em muitas das diferentes tradições religiosas e é considerado um número de sorte. Entre alguns rituais estão: comer sete uvas por abundância ou mastigar sete sementes de romã para garantir que sua carteira ficará cheia de dinheiro no próximo ano. É preciso ainda pular sete ondas no mar.

4. Você precisa comer os alimentos certos como arroz, uvas, sementes de romã e lentilhas. Fique longe de peru e caranguejo, a menos que queira um ano cheio de azar.

Vestido Maria Filó, sandália e clutch Carmen Steffens e
joias Ruth Grieco

Vestido Adriana Milani para Tida, joias Ruth Grieco e sandália Carmen Steffens

Que cor usar?

branco é para mostrar seu desejo pela paz, para repelir a negatividade, estimular a memória e melhorar o equilíbrio interno. O amarelo é a cor a ser usada para chamar dinheiro ou estimular a intuição. Vermelho é paixão, amor, força e resistência. Se não quiser usar o look totalmente vermelho, pode pintar as unhas da cor para obter resultados garantidos ou usar num detalhe na roupa, como o vestido ao lado. Azul, cor do céu e do mar, trará paz ao espírito, harmonia, saúde e tranquilidade. Verde é a cor mais harmoniosa de todas! Representa a natureza, a esperança, o equilíbrio e a renovação para o próximo ano. Laranja trará riqueza, sucesso pessoal e profissional. É a cor para as pessoas que esperam por uma promoção ou um trabalho melhor. E por fim, o violeta ou lavanda, que foi a cor pantone 2018 e serve para estimular a criatividade, inspiração e imaginação. Se você está com dificuldades para criar novas ideias, use agora essa cor!

Feito à mão


Vestido Camila Fraga, joias Ruth Grieco e sapato Carmen Steffens

O vestido assinado pela estilista Camila Fraga é de renda guipir de algodão, 100% com fibra natural, flores em organza de seda pura recortadas e bordadas uma a uma com ponto estilo Richelieu, aplicadas à renda. O acabamento em grilô de pompons também é de algodão e demorou em média três dias para ser bordado. As flores levaram mais três dias para rebordar. No total, o vestido levou um mês para ficar pronto. “Como primamos por exclusividade, sempre tentamos aplicar alguma interferência, um bordado diferente”, revela Camila. A palavra guipir é francesa – ela surgiu na França e é conhecida desde 1843. Segundo o Dicionário da Moda, de Marco Sabino, “a guipure, também chamada de guipir, gripir ou gripier, é de linho ou seda com motivos em relevo, que formam arabescos com visual mais robusto e é considerada a mais nobre das rendas.”

Babados de princesa


Vestido Skazi para Tida,
joias Ruth Grieco e sapato CS

Vestidos de conto de fadas para mulheres reais são o que temos visto na maioria das coleções do verão 2018/2019. Um testemunho da relevância e atemporalidade de modelos, notoriamente bonitos, que nunca saem de moda. O vestido desta coluna é todo de babados em camadas, lindo ao ponto de muitas de nós começarmos a chamá-lo de “vestido de princesa”. Certamente poderia ter saído de um livro, mas as mulheres que usam o modelo têm os pés firmemente no chão; muitas usam sapatos baixos, não são “modeletes” e, certamente, não sonham em serem salvas por um príncipe!

Vá de macacão


Macacão Spezzato para Estrondo Boutique, clutch e sapato Carmen Steffens e joias Ruth Grieco

Uma das tendências de moda mais quentes desta estação foi feita primeiramente para agricultores e mecânicos. Blogueiros de moda começaram a adotar suas próprias versões da tendência utilitária, que estava em todos os desfiles da primavera, bem, mas bem depois. Obviamente que designers contemporâneos e it girls não inventaram o estilo. A moda vem das operárias das fábricas, durante a Segunda Guerra Mundial, inspiradas nos soldados americanos. Segundo os especialistas, a referência mais antiga ao shape, aquele com tira, data de 1776, dos uniformes das unidades de milícias americanas.
O que começou como uma maneira econômica de maximizar o conforto durante a batalha e longos dias de trabalho evoluiu para criadores como Donna Karan e Rag & Bone, que mostrou uma versão mais leve e confortável durante um de seus desfiles de primavera.

De olho no inverno

Dez cores da moda compõem a paleta principal das coleções de outono- inverno 2019.

  • Uísque marrom: um tom quente e envolvente, assim como a bebida. Suas nuances naturais lembram as veias da madeira. Vimos nas marcas internacionais Sies Marjan, Calvin Klein e Chloé.
  • Vermelho cereja: uma cor “encorpada”, ideal para realçar o veludo, o tule e o cetim. Muito elegante e retrô. Bottega Veneta, Oscar de la Renta, Givenchy usaram.
  • Azul digital: a cor de quase todas as redes sociais evoca a tecnologia e o futuro. Perfeito para todas as garotas cyber. Está em Stella McCartney, Marni, Prabal Gurung.
  • Rosa fúcsia: Será um dos tons favoritos dos designers. Exuberante se usado da cabeça aos pés, ou como um detalhe criativo. Veja em Ulla Johnson, Valentino e Alexander McQueen.
  • Lavanda: também chamado de lilás, é um tom pastel que, ao contrário do rosa ou do azul bebê, pode adicionar personalidade ao look. Visto em Acne Studios, Gucci e Miu Miu.
  • Laranja: o tom simbólico de outono se destacará com todo o seu efeito “vitamínico”. Atreva-se a usar um look total laranja para combater a queda de temperatura. Lanvin, Moschino e Prada usam.
  • Amarelo safira: para elevar padrões clássicos, como florais. Balenciaga, Versace e Coleção Michael Kors apostam.
  • Verde oliva: aparentemente subjugado, é semelhante ao verde militar, mas tem um tom dourado.
  • Cinza de mármore: é o novo preto, perfeito para todas as ocasiões, do terno do escritório ao vestido de festa. Louis Vuitton, Alexander Wang, Valentin Yudashkin optam por ele.
  • Prata: brilhante e com efeito espelhado. Está em elegantes vestidos prateados metálicos ou sobretudos de alta-costura como Alberta Ferretti, Giorgio Armani, Balmain.

Participaram deste editorial:
Produção executiva, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Modelo: Alexia Couto – Ford Models
Agradecimento especial: Isabela Althoff
Marcas e lojas que participaram: Adriana Milani, Camila Fraga, Carmen Steffens, Estrondo Boutique, Maria Filó, Ruth Grieco Joias, Spezzato, Skazi, Tida