Toque do cirurgião plástico: orelhas em abano têm solução

“Esta é a mais comum das cirurgias plásticas na infância”, revela o cirurgião plástico Paulo Roberto Mendes, que atua em Florianópolis. Frequentemente, vítimas de bullying na escola, a criança acometida pelo problema, em determinado momento, relata em casa e pede aos pais para fazer a cirurgia. Fotos: Internet

Há controvérsias sobre a idade ideal para realizar o procedimento, os especialistas costumam dizer que o momento apropriado, normalmente, coincide com o pedido da criança para fazer a cirurgia. Mas de um modo geral, a partir dos oito anos de idade  já é possível realizar a correção.

 

O que os pais dever saber é que a orelha cresce muito mais rápido do que a cabeça e já na idade entre oito e 10 anos, este órgão já tem aproximadamente, 85% do tamanho adulto, enquanto o resto do corpo encontra-se de tamanho infantil, o que contribui para agravar o quadro: orelha proeminente e grande, em cabeça pequena.

Esta cirurgia é feita com anestesia local e sedação, ou anestesia geral, dependendo da avaliação do anestesiologista, mas quando a cirurgia é feita na idade adulta, a anestesia apenas no local é o suficiente.

Não há necessidade de internação, a cirurgia permite o retorno imediato ao lar, apenas com uso de bandagem elástica que pode ser retirada em 24h e cinco dias de afastamento da escola , normalmente é o suficiente para a recuperação.

“Muitas vezes observamos no consultório que a vontade de realizar  o procedimento é muito mais dos pais, do que da criança. Por isso, o profissional deve estar atento para evitar que uma cirurgia, não desejada pela criança seja realizada, com o risco de prejuízo no pós operatório e ainda outros transtornos psicológicos desnecessários. Então fica a dica: “senhores pais, esperem seus filhos manifestarem sua vontade em operar a orelha”, alerta Mendes.

Outra dica importante: o aspecto da orelha em abano é muito mais evidente e parece ser muito mais grave em idades mais jovens, por isso vemos que algumas crianças que aos seis ou oito anos de idade, aparentavam um quadro típico de orelha proeminente, com o crescimento do corpo, o problema antes detectado como causador de desconforto psicológico, quase que desaparece.

Medir a distância de afastamento entre as orelhas e a parte de trás da cabeça, pode ajudar a definir o parâmetro de proeminência. Nos casos de proeminência, encontramos mais de dois centímetros de afastamento.

Indicar esta cirurgia no momento certo é que representa o maior desafio para o cirurgião plástico, operar antes, não é prudente, mas deixar de operar quando a criança já deseja esta correção, também é ruim e pode acarretar em maior período de desconforto psicológico para o infante, o que também é desnecessário.

Sobre Lise Crippa

Sou formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e Moda. Atuo em assessoria de comunicação e jornalismo de Moda. O universo Fashion faz parte da minha vida e do meu trabalho.

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