Arquivo da tag: Romi de Liz

Fui conferir: designer inova ao lançar uma coleção de vestidos com modelagem reta

A ideia, a princípio, poderia parecer meio fora da caixa. Mas Laci Baruffi realmente agradou os convidados que foram ao lançamento da sua coleção de vestidos na loja da designer no Beiramar Shopping, aqui em Floripa. Com estampas exclusivas, composições em contrastes, recortes estratégicos e mangas que passeiam por vários estilos, as peças surpreenderam. Ao todo, são três estampas exclusivas, entre outras padronagens e tecidos lisos também, que se dividem em 15 modelos confortáveis, despojados, mas elegantes. E que mudam de personalidade apenas com o jogo de acessórios. Fui lá conferir!

Júlia Baruffi, Romí de Liz, eu e Laci Baruffi – Foto Vanessa Pinho

“Era mesmo esta a proposta. Surpreender com uma alternativa interessante, que a gente não costuma encontrar com facilidade”, comenta Laci Baruffi que teve como ponto de partida a sua própria identidade. “Estes vestidos fazem parte da minha vida. Sempre usei, mas sempre tive dificuldade em encontrar. Então resolvi facilitar pra mim e pra todas as mulheres adeptas desta linha”, continua a estilista, até então mais conhecida pela produção de bolsas de couro genuinamente catarinense, em fábrica bem estruturada na cidade de Ibirama, região do Alto Vale do Itajaí.

E era nítida a aceitação imediata. A loja, adaptada para o novo produto, teve vai e vem no provador que segue regras do desenho universal – deixando evidente a preocupação com as pessoas com necessidades especiais. O espaço acomoda um charmoso banquinho com poltrona de crochê e convida a vestir felicidade, em frase adesivada no espelho. Detalhes delicados que envolvem mesmo que inconscientemente.

A festiva Witti Wittinrich, por exemplo, uma das figuras mais conhecidas da cidade, vestiu literalmente a novidade. E seguiu para o seu próximo compromisso com um dos modelos mais admirados: preto, com a exclusiva estampa Grafic, e com punho em pontas, feito lenço.

Minúcias à parte, era dali que saiam as melhores respostas de que a iniciativa foi muito acertada!  Chique, moderno e absolutamente versátil, daqueles que se impões com um salto alto e convidam à diversão com um tênis básico. “Era isso mesmo o que eu queria provocar. E acho que consegui”, finaliza, satisfeita, Laci.

O desafio da moda e mercado de luxo para as próximas gerações

Tenho duas filhas, Roberta, 17 anos, e Valentina, 14 anos. Com elas estou aprendendo a transitar entre as várias gerações,  entender suas necessidades e rotas de futuro.  Roberta mora há dois nos EUA, acabou de entrar numa universidade americana e Valentina, apesar da pouca idade, já fez três intercâmbios, sendo o primeiro com apenas 9 anos. Elas fazem parte da geração Millenials ou geração Z que, ao contrário de nós, não abrem mão do seu tempo livre e valorizam a qualidade de vida. Não se prendem às fronteiras geográficas, possuem amigos e relacionamentos em todo o mundo. São consumistas, mas preferem viver experiências, como conhecer um lugar novo, por exemplo. Estes novos hábitos fazem com que a indústria da moda e do luxo tenha que se adequar e buscar caminhos para conquistar esta geração. (Esta matéria foi publicada também em http://ondm.com.br/category/lise-crippa/)

 

Os novos tempos exigem de nós, pais nascidos na geração X – que focam no trabalho para ter poder de compra – uma visão diferente sobre o mundo e as relações de consumo.

-Para atrair este público, as marcas terão que gerar um propósito, colocá-los no centro, ou seja, escutá-los, elaborar collabs, criações colaborativas. Uma coisa que está muito em alta é a customização. Cada vez mais eles têm vontade de customizar peças exclusivas e, principalmente, com algum propósito. A geração Z é desapegada do luxo óbvio, da estampa típica da marca, mas por outro lado, tem um propósito muito forte – Revela Mauro Nomura, Diretor do Grupo Nomura. 

 

Somente nos Estados Unidos, esta tribo de jovens compõe um número por volta de 70 milhões, ou cerca de 22% da população. De acordo com relatório recente do banco Goldman Sachs , entendê-los é importante, e não é só porque eles já controlam o equivalente a US$ 44 bilhões em poder de compra nos EUA, mas porque as mudanças de geração estão realmente ocorrendo em ritmo acelerado. O mercado mal processou o perfil da geração Y e já precisa começar a se preparar para os próximos consumidores, a geração Z, aqueles nascidos entre 1995 e 2009.  Segundo a Revista Época de junho de 2018, como a geração Z se tornará cada vez mais influente, as empresas precisam estar preparadas para torná-los parte da  estratégia de negócios. O que se sabe é que os Zs, a primeira geração de nativos digitais, mantêm a renda limitada como os millenials. Mas, em 2030, serão a maioria entre os consumidores. Eles são mais engajados socialmente, têm mente aberta, são pragmáticos e individualistas. Para conquistá-los, as marcas devem apostar em autenticidade, tecnologia e igualdade social.

 

-Neste universo volátil e difuso, as pessoas se importam cada vez mais com as causas que as marcas representam. A relação entre o propósito da empresa e o produto final são determinantes na hora da hora da compra. Empresas inspiradoras, que atuam com responsabilidade social, estão no topo da lista da sociedade contemporânea – afirma Romí de Liz, especialista em Comunicação e Marca na NSC Comunicação.

    

         Durante o painel, “O futuro do luxo. A oportunidade internacional e o desafio digital”, WRC 2017, a questão foi discutida entre Rohit Bal, fundador da empresa de moda que leva seu nome; Bijou Kurien, membro do conselho da L Catterton Asia; Martin Wikstrom, fundadora do Fundo Atelier e investidora do varejo, da marca de moda e acessórios Richemont; e Daniel Platt, Chairman do L Capital, moderador do debate. Os participantes são especialistas em design e branding de marcas de luxo e detêm o que há de mais estratégico e sensível sobre os desafios que devem ser enfrentados pelo varejo de luxo. Daniel Platt começou o painel destacando que o branding e a distribuição dos produtos de luxo serão varridos por um tsunami. A posse na sociedade contemporânea não significa mais o que já representou. São novos paradigmas dos consumidores. “Não sou mais o que compro. Sou o que faço”, afirmou. O efeito do consumo não está na compra, mas no seu significado.

Vivemos uma era empreendedora, criativa e inovadora, que busca fazer tudo com propósito e isso pode ser vivido, sentido e ensinado para os pais também, pois a conexão pais e filhos se tornará mais forte quando houver empatia entre as diferentes gerações. Os pais da geração consciente devem se preparar para o movimento deste novo mundo buscando viver com mais presença, ou seja, estarem conectados com o aqui e agora. Isso significa ter a mente aberta para novas possibilidades. Aproveite o movimento. Entre no flow – finaliza Chai Carioni, Business & Life Coaching. ( https://chaicarioni.com.br)