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Uma verdade sobre os implantes mamários

 

A cirurgia plástica para colocação de implantes mamários é o segundo procedimento mais realizado no Brasil, ficando atrás apenas da lipoaspiração. A demanda por esta cirurgia aumenta à medida que as pacientes vão perdendo o medo das anestesias e com técnicas mais seguras. As suturas não precisam ser mais retiradas e os curativos são mais práticos e modernos. A possibilidade de retorno rápido à rotina tem colaborado: “geralmente liberamos para dirigir automóveis em uma semana e realizar trabalhos em computadores três dias são suficientes. Somente atividades que envolvam força ou tração devem ser evitados por cerca de 30 a 45 dias”, diz o cirurgião plástico Paulo Roberto Mendes que é membro Titular da SBCP.

Dr Paulo Mendes é Membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Foto: Rogério Amendola
Dr Paulo Mendes é Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Foto: Rogério Amendola

Os implantes de silicone nem sempre são colocados apenas para aumentar as mamas. Algumas vezes são utilizados em conjunto com a pexia, ou levantamento. Esse é, sem dúvida, o grande desafio para todos os cirurgiões: “como levantar, encher e manter o formato, em longo prazo, num órgão com pele ruim, geralmente com estrias, com tecido mamário liposubstituido, ou substituído por gordura, e que já foi inestético durante toda a existência da paciente”, relata Mendes. “Devemos explicar de maneira direta e bem detalhada às pacientes, que pexia com colocação de implantes é uma cirurgia bem diferente comparando em apenas colocar as próteses. Certamente, aquelas que precisam somente de implantes terão um resultado estético melhor, mais duradouro, sem cicatrizes e com mais chances das mamas não “segurarem um lápis na parte de baixo”, explica o cirurgião. “Aliás, os cirurgiões plásticos em todo o mundo gostariam de saber quem “inventou” essa teoria, uma grande lorota, que mamas não podem encostar na parte de baixo. Toda mama tende a cair, pois a gravidade, a variação de peso e a amamentação levam inexoravelmente, a isso. Culpar o médico pelo fato das mamas encostarem na parte de baixo e não ficarem posicionadas, enchendo bem a parte de cima do sutiã, é como culpar nossos pais por não terem nos feito com o rosto e corpo das divas do cinema”, completa.

“Outro grande desafio que o cirurgião enfrenta é escolher acertadamente o tamanho dos implantes. É fundamental que se leve em consideração o tipo físico das pacientes, bem como a largura dos ombros, tórax e quadril. Com as medidas na mão fica muito fácil para o médico escolher o tamanho. Harmonia é a melhor palavra para definir a nossa busca incessante por resultados mais perfeitos e naturais. Enfim, milagres não existem. O que há é ciência, técnica e muita arte”, diz ainda.

Toques do cirurgião:

-O tempo de afastamento do trabalho é de aproximadamente oito dias, dependendo do tipo de atividade profissional de cada paciente.

-O formato do silicone a ser escolhido pode fazer toda a diferença: mamas com bases muito largas podem se beneficiar de implantes com perfil “super alto ”, ao passo que outros tipos de mamas com o perfil alto.

 -Para exercícios de impacto, o uso de sutiã firme, associado ao uso de tops, ajudam a não exigir muito da pele das mamas. A relação do peso do silicone é praticamente igual ao seu volume em mililitros: uma prótese de 300 ml, pesa aproximadamente 300 g , o que deve ser considerado. A paciente deve estar atenta para não acelerar o processo de “queda ‘ das mamas.

-Pacientes com pouca cintura e baixa estatura, devem estar atentas para não aumentar demais as mamas, para depois não ficarem aparentando “ganho de peso”.

-Paciente com o tórax muito estreito, devem optar pelos implantes com o perfil mais alto, para que as mamas não fiquem com aspecto de “canto vivo ” nas bordas e muito artificiais.

-Os exames de imagens das mamas, para as pacientes que pretendem se submeter a esse tipo de cirurgia, após os 40 anos de idade, é indicado.

-Mamas que apresentam muita flacidez e estrias geralmente possuem pouco colágeno e elastina. A retirada de pele excedente deve ser considerada.