Os 50 anos das próteses de silicone no mundo

“Em 1962, no Texas EUA, há exatamente 50 anos, Timmie Jean Lindsey, com 36 anos na época,  tornava-se a primeira mulher no mundo a implantar silicone nas mamas”, lembra o cirurgião de Florianópolis Luiz Augusto Gonzaga.

Dr. Luiz Augusto Gonzaga é cirurgião plástico em Florianópolis

Os responsáveis pela façanha foram dois cirurgiões plásticos americanos chamados Thomas Cronin e Frank Gerow, pioneiros de uma técnica cirúrgica que iria se tornar uma febre mundial.

A mulher, que há 50 anos, colocou a primeira prótese de silicone

Na época, estes médicos e suas pacientes sofreram as consequências de seu pioneirismo junto com à Dow Corning, empresa americana responsável pela confecção das próteses. Com pouco tempo elas demonstraram não ser tão biocompatíveis como se imaginava, pois os implantes rompiam ao completar 12 anos de vida dentro das mamas.

Olhem como eram as primeiras próteses existentes

A empresa Dow Corning faliu, vítima de milionários processos aos moldes dos norte- americanos. Além dessas próteses de silicone a empresa desenvolveu equipamentos revolucionários de uso em neurocirurgia e que salvaram muitas vidas e significavam grande avanço na medicina.

“É importante lembrar que nestes 50 anos, após essa invenção, houve um importante aumento no diagnóstico do câncer de mama, portanto, o silicone beneficiou milhares de pacientes, que foram aliviadas do trauma da mutilação, através da reconstrução de suas mamas”, lembra Gonzaga.

Hoje em dia, novamente, as próteses de mama tiveram sua imagem arranhada por um caso isolado de adulteração do processo industrial de uma fábrica francesa. “Os tais implantes franceses prejudicaram a imagem de uma realidade cirúrgica, que foi consolidada com muito esforço ao longo de anos de estudos e pesquisas e que significaram muita alegria à mulher. Este fato sacudiu toda sociedade, mas a reação dos  principais envolvidos foi a melhor possível: pacientes e médicos, os mais prejudicados, entraram em sintonia de forma muito racional e ponderada, uma troca dos implantes foi necessária ao longo do tempo”,  diz ainda Gonzaga.

Próteses PIP com defeito

“Algumas  pacientes chegaram a vibrar com a possibilidade de escolher um número de mama um pouquinho acima do volume do primeiro. Enquanto capas de revistas lançavam dúvidas sobre os riscos e validade do método e agências de vigilância em todo o mundo tomavam decisões absolutamente incoerentes”, diz o médico.

 

“Esta cirurgia contém na sua essência uma verdade simples, como a que escutei de uma jovem paciente certa vez”: “Estou muito feliz com os meus seios, me sentindo mais mulher !” “O implante mamário é uma conquista médica incontestável”, conclui Gonzaga.

Luiz Augusto Gonzaga Cirurgião Plástico
Baía Sul Medical Center
Rua Menino Deus, 63 sala 414
Centro-Florianópolis
Santa Catarina – Brasil
88.020-210
(48) 3223-4268

Sobre Lise Crippa

Sou formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e Moda. Atuo em assessoria de comunicação e jornalismo de Moda. O universo Fashion faz parte da minha vida e do meu trabalho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.