Abdominoplastia: você ainda pode precisar de uma

A pele e a musculatura da região abdominal podem sofrer perda de elasticidade devido a vários fatores como idade, ganho de peso e gestação. Eu acho a gestação  o fator que mais faz com que a gente perca aquela barriguinha de menina. Eu mesma  tive duas filhas de 4K e senti que a minha musculatura sofreu bastante, isso sem dizer o umbigo. Não sei se ocorreu com vocês.

O acúmulo de gordura no abdome também traz bastante descontentamento às mulheres e alguns homens. São três estruturas abordadas na abdominoplastia: retirada do excesso de pele, da gordura e a plicatura (costura) da musculatura da parede abdominal. O objetivo alcançado com a cirurgia é a melhora acentuada do contorno da barriga.

Preta Gil assume que fez a cirurgia

LIPOABDOMINOPLASTIA

Essa mais recente técnica permite a lipoaspiração de toda a região abdominal (região anterior e dorso) no mesmo procedimento cirúrgico. Isso traz como vantagem para as pacientes, principalmente aquelas com maior acúmulo de gordura, a possibilidade de realizar os dois procedimentos em um só tempo cirúrgico. Essa técnica permite  um resultado estético muito gratificante.

 

O Dr. Paulo Roberto Mendes irá tirar as dúvidas sobre a cirurgia, vamos lá?

Dr Paulo Roberto Mendes – cirurgião plástico

Fotos: Marcos Medeiros/divulgação Internet/belle.com

1. QUANTOS QUILOS VOU EMAGRECER COM A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL?

Sendo uma cirurgia que retira determinada quantidade de pele e gordura, evidentemente haverá uma redução no peso corporal, que varia de acordo com o volume do abdome de cada paciente. Não são, entretanto, os “quilos” retirados que definirão o resultado estético, mas, sim, as proporções que o abdome mantenha com o restante do tronco e os membros. A maioria das mulheres apresenta certa “flacidez” do abdome após um ou vários partos, com predominância de pele sobre a quantidade de gordura localizada na região. Estes casos nos permitem excelentes resultados. Em outros casos, em que o paciente está com o peso acima do normal, o resultado também é compensatório e proporcional ao restante do corpo. Entretanto, vale à pena lembrar que “excesso de gordura” em outras regiões vizinhas do abdome ainda existirá, o que nos leva a aconselhar àquelas que assim se apresentem a prosseguir com um tratamento clínico ou fisioterápico para equilibrar as diversas partes entre si.

 

 

2. A CIRURGIA DO ABDOME DEIXA CICATRIZ MUITO VISÍVEL?

A cicatriz resultante de uma dermolipecitomia localiza-se horizontalmente logo acima da implantação dos pelos pubianos, prolongando-se lateralmente, em maior ou menor extensão, dependendo do volume do abdome a ser corrigido. Esta cicatriz é planejada para ficar escondida sob as roupas de banho  e infalivelmente passará por vários períodos de evolução, como se segue:

a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto excelente e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo;

b) PERÍODO MEDIATO. Vai do 30º dia até o 12º mês. Neste período haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, passando de “vermelho” para o “marrom”, que vai, aos poucos, clareando. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais;

c) PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia do abdome deverá ser feita após este período.

 

 

3. EM QUANTO TEMPO ATINGIREI O RESULTADO?

Na resposta anterior fizemos algumas ponderações sobre a evolução da cicatriz. Resta-nos ainda acrescentar algumas observações sobre o novo abdome, no que tange à sua consistência, sensibilidade, volume, etc.

Nos primeiros meses, além de estar sujeito a períodos de “inchaço”, que regride espontaneamente, o abdome apresenta uma insensibilidade relativa. Nesta fase poderá ficar com aspecto de “esticado” ou “plano”. Com o decorrer dos meses, tendo-se iniciado os exercícios orientados para modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo. Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultado antes de 12 a 18 meses de pós-operatórios.

4. É VERDADE QUE SERÁ FEITO UM UMBIGO NOVO?

Não. O seu próprio umbigo será transplantado e, se necessário, remodelado. Deve-se levar em conta que circundando o umbigo existirá uma cicatriz que sofrerá a mesma evolução da cicatriz inferior (descrita no item anterior). Pelo fato de ser uma cicatriz circular, em alguns casos a evolução poderá não ser aquela que se deseja, dando como resultado um aspecto “artificial”. Isto acontece em decorrência da anomalia na evolução cicatricial de certas pacientes, o que, entretanto, é passível de correção, mediante “retoque” sob anestesia local, após alguns meses.

 

5. A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL CORRIGE AQUELE EXCESSO DE GORDURA SOBRE A REGIÃO DO ESTÔMAGO?

A abdominoplastia clássica não atua sobre a gordura da região acima da cicatriz umbilical. A técnica de lipoabdominoplastia, que associa a lipoaspirção à abdominoplastia, corrige esse excesso de gordura sobre a região do estômago, como também nas laterais e nas costas.

 

 

6. QUAL O TIPO DE MAIÔ DE BANHO QUE PODEREI USAR APÓS A CIRURGIA?

O tipo de maiô dependerá exclusivamente de seu próprio manequim. É claro que os decotes inferiores mais “generosos” ficarão por conta dos casos em que os resultados sejam mais naturais (tangas). Lembre-se que o bisturi do cirurgião apenas aprimora suas próprias formas, que poderão ser melhoradas ainda mais com cuidados envolvendo alimentação e exercícios.

 

7. PODEREI TER FILHOS FUTURAMENTE? O RESULTADO NÃO FICARÁ PREJUDICADO?

O seu médico ginecologista lhe dirá da conveniência ou não de nova gravidez. Quanto ao resultado, poderá ser preservado, desde que na nova gestação seu peso seja controlado por aquele especialista. Aconselhamos, entretanto, que tenha todos os filhos programados antes de se submeter a uma dermolipectomia abdominal.

 

 

8. OUVI DIZER QUE O PÓS-OPERATÓRIO DA DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL É MUITO DOLOROSO. É VERDADE?

Não. Uma dermolipectomia de evolução normal não deve apresentar dor. O que existe é um grande equívoco por parte de certas pacientes, que são operadas simultaneamente de cirurgias ginecológicas associadas à dermolipectomia e relatam, por isso, dores pós-operatórias. Nem todas as pacientes têm indicação para associação de cirurgias, pela possibilidade de aumento do risco cirúrgico.

 

9. HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?

Raramente a cirurgia de dermolipectomia traz sérias complicações, desde que realizada dentro de critérios técnicos. Isto se deve ao fato de se preparar convenientemente cada paciente para o ato operatório, além de ponderarmos sobre a conveniência de associação desta cirurgia simultaneamente a outras. O perigo não é maior nem menor que uma viagem de avião ou de automóvel, ou mesmo o simples atravessar de uma rua.

 

 

10. QUE TIPO DE ANESTESIA É UTILIZADA PARA ESTA OPERAÇÃO?

Anestesia peridural, na maioria dos casos. Pode-se, em casos especiais (associações de cirurgias), ser utilizada a anestesia geral.

 

 

Sobre Lise Crippa

Sou formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e Moda. Atuo em assessoria de comunicação e jornalismo de Moda. O universo Fashion faz parte da minha vida e do meu trabalho.

2 comentários sobre “Abdominoplastia: você ainda pode precisar de uma

  1. Oi Josefa, tudo bem?

    Infelizmente, os preços variam entre médicos e região. O ideal é fazeres uma consulta para avaliar o teu caso.Bjus

    Liseane

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.