Os sem idade: comecem o ano sem preconceitos de idade, ao modo de vestir, aos novos padrões e atitudes

A matéria saiu há algum tempo na Revista Veja, mas o tema está mais atual que nunca. Segundo o cirurgião plástico de Florianópolis Paulo Roberto Mendes a realidade não mudou, muito pelo contrário, vejam os dados, leiam a matéria e livrem-se de qualquer preconceito referente à idade, ao modo de se vestir, aos novos padrões e de novas atitudes:

 

Dr Paulo Roberto Mendes cirurgião plástico de Florianópolis: “Os 30 são os novos 20 e os 40 os novos 30”

“Nas últimas três décadas, a expectativa de vida aumentou mais do que em qualquer outro momento na história na maioria dos países. No Brasil, ela pulou de 62 anos, em 1980, para 73, hoje. Essa evolução fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado. Já não se espera dos sessentões que se aposentem e passem os dias de pijama numa cadeira de balanço. Cada vez mais aposentados voltam ao mercado de trabalho por motivos diversos, como manter-se atualizado ou complementar o orçamento. O aumento da longevidade propiciou o surgimento de outro fenômeno, desta vez no terreno do comportamento – o de pessoas maduras que cruzam as fronteiras entre as gerações e não apenas agem, mas também se sentem como se fossem mais jovens.

São homens e mulheres que já passaram dos 40 ou 50 anos, gozam de boa saúde, disposição e acreditam que os hábitos de vida e a forma de se expressar não devem se atrelar à idade, mas à personalidade de cada um. Os americanos, sempre rápidos em dar nome aos fenômenos culturais, os chamam de ageless (sem idade, em português). “No mundo de hoje, em que vivemos mais e melhor, a idade cronológica deixou de ser tão relevante para determinar o modo de vida de uma pessoa. O que mais importa é sua capacidade no terreno funcional, social e emocional”, diz o gerontologista carioca Alexandre Kalache, conselheiro da Academia de Medicina de Nova York e ex-diretor do programa de envelhecimento da Organização Mundial de Saúde.

Luiza e Yasmin Brunet

Com essa espécie de democratização da juventude, produtos e serviços antes direcionados exclusivamente ao público adolescente ou jovem começam a ganhar adeptos entre os mais velhos. A carioca Mara Lúcia Sarahyba,  que na época que foi realizada a matéria, tinha 52 anos é mãe da modelo Daniella Sarahyba, de 25 na época,  e é uma típica representante dos sem-idade. Mara e Daniella, apesar da diferença de geração, compram roupas nas mesmas lojas, costumam viajar juntas e não raro frequentam as mesmas festas. “Minha mãe é jovial e ativa, o que faz dela uma ótima companhia para qualquer hora”, afirma Daniella. “Temos algumas peças idênticas no guarda-roupa, apesar de a Dani policiar os meus decotes”, conta a mãe. “Os ageless rompem com o padrão convencional em que o comportamento é ditado pela faixa etária”, disse a VEJA a inglesa Ruth Marshall, da consultoria internacional WGSN, especializada na análise e previsão de tendências de consumo.

A ascensão dos sem-idade pode ser notada na publicidade. Grande parte dos anúncios deixou de se dirigir ao público com mais de 50 anos com base na noção obsoleta de que ele só consome cremes antirrugas, tintura para cabelo e fixadores de dentadura. “O público com mais de 50 anos é hoje o grande centro de mudanças na publicidade. É o grupo demográfico que mais cresce. Seus integrantes sabem que têm muita vida pela frente e não querem ser tratados como velhinhos”, diz Thiago Lopes, gerente de planejamento da Oxygen, célula de pesquisa de consumidor e tendências de mercado da agência de publicidade Talent. Independentemente do comportamento que se adote, todo mundo quer passar os anos a mais ganhos no calendário com boa qualidade de vida, livre das doenças associadas à velhice”.  Fonte: Revista Veja Lailson Santos

Sobre Lise Crippa

Sou formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e Moda. Atuo em assessoria de comunicação e jornalismo de Moda. O universo Fashion faz parte da minha vida e do meu trabalho.

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