“Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”

Na coluna desta semana vou linkar moda com arquitetura e trazer à tona uma constatação de Coco Chanel: “Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”. Na década de 1950, a estilista admitiu ao mundo que buscava inspiração para algumas das suas criações em projetos do suíço Le Corbusier. Por sua vez, Yves Saint Laurent utilizou princípios da Bauhaus, uma escola de arte vanguardista da Alemanha, que é uma importante expressão do design, para seus looks.

Conexão

Terno Eva para Strass Acessórios e Roupas, body Animale e bricos LBF. Foto Dari Luz

Você já parou para pensar que moda, design e arquitetura têm tudo a ver mesmo? Esse assunto, e muito mais, estará num bate-papo fashion, na próxima quarta-feira, dia 19, a partir das 19h, na Strass Acessórios e Roupas, em Floripa. O evento contará com a participação da designer de interiores Adri Tiezzi e da consultora de moda Maria Luiza Ramos.

E olha o que eu descobri: o ex-diretor criativo da Dior, Raf Simons, começou a carreira como designer de móveis, mas nunca usou formalmente seu diploma. Sua trajetória na área teve uma influência profunda em seu trabalho na moda e ele apresentou suas criações em passarelas localizadas em edifícios extraordinários como o Palais Bulles, de Antti Lovag, no sul da França.

Já o estilista Tom Ford, formado em arquitetura pela Parsons de Nova York, focou mesmo na disciplina. Isso está implícito em seus modelos para a moda e explícito em seu trabalho cinematográfico e vida pessoal.

O belga Martin Margiela se afastou do ateliê, porém seu envolvimento intelectual com a arquitetura continua vivo no trabalho da equipe de design da marca.

– A semelhança mais importante entre moda e arquitetura é que compartilham o mesmo ponto de partida: o corpo humano, explica o coletivo Maison Martin Margiela à revista Interview em 2008. Ambas as disciplinas têm a função de proteger – se não abrigar – o corpo a carne e a própria pele. finaliza.

Yohji Yamamoto, um dos principais estilistas do mundo, trouxe uma combinação da tradição japonesa e talento técnico para a paisagem da moda moderna, criando peças que são obras-primas. Em 2012, foi homenageado com uma retrospectiva no Design Museum Holon, de Ron Arad, em Tel Aviv, com suas roupas em diálogo com as curvas do museu. Ele revelou à revista W Magazine que: “conflitos e harmonias entre meu trabalho e os arquitetos são interessantes para mim”.

O estilista da Louis Vuitton, Nicolas Ghesquière expressa seu interesse arquitetônico ao definir seus desfiles em alguns dos edifícios mais espetaculares do mundo, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, de Oscar Niemeyer, e da casa de Bob Hope, em Palm Springs, ao Museu Miho, de I M Pei, em Kyoto.

– Hoje, as pessoas viajam muito pela arquitetura, não apenas pelos monumentos – e eu sempre achei que o lado da exploração e da viagem da Louis Vuitton poderia ser uma jornada arquitetônica, diz ele à Vogue dia desses.

Listras

Vestido Eva para Strass, pulseira Hermès e coturno John John. Foto Dari Luz

As listras fazem parte de um design atemporal que se tornou uma referência nas tendências de moda e na decoração. Recentemente nas passarelas internacionais foram vistas camisetas listradas em preto e branco combinadas com luvas listradas da mesma cor. Além de muitos padrões diferentes, incluindo um pouco de xadrez, uma túnica listrada de mangas compridas amarradas sobre uma saia plissada realmente chamou a atenção. Marc Jacobs, por exemplo, apresentou todos os tipos de estampas, mas as listras mereceram destaque especial.

Um vestido P&B, de alguma forma conseguiu transcender o padrão e parecer romântico, enquanto um volumoso casaco de pele marrom listrado deixou a plateia de queixo caído. Até o final desta coluna “provarei” que as listras andam merecendo status, não só na passarela mas também, na vida real.

Por uma arquiteta catarinense

Tênis Adidas, blazer Iódice, faixa em pelica Fernè e vestido listrado Francesca Loungewear . Foto Dari Luz

E para falar de vida real, vou destacar a marca catarinense Francesca Lougewear, criada há um ano pela arquiteta de Criciúma Mônica Castro. Ela é quem cria todos os looks, aproximadamente 20, a cada coleção. As roupas são inspiradas nas últimas tendências europeias, com o objetivo de trazer peças-chave para reforçar o DNA da marca. A equipe de curadoria e estilo da Francesca tem dado foco aos tecidos e shapes que representem bem a essência trazida dos pequenos refúgios europeus, porém sempre adaptadas ao nosso clima e às necessidades da mulher brasileira.

Combinações com cores neutras, o uso das listras, a malha e o tecido plano caminham em perfeita harmonia, proporcionando versatilidade à cada modelo.

– Para as coleções, me inspiro em pessoas simples e sofisticadas, como elas se expressam, através do que vestem no Instagram, Pinterest, sempre buscando algum tema. Já estamos com três coleções, e pretendo lançar a quarta em setembro. Meu plano é ter duas grandes coleções e ir lançando cápsulas entre elas – destaca Mônica.

As cores da semana

Vestido Alaphia e cinto Moschino. Foto Dari Luz

Os metálicos se destacaram na última temporada e dourado e o prata estão na cartela de tendências do outono / inverno de 2019 na moda e na arquitetura. Um vestido dourado é, inegavelmente, lindo e tenho certeza que as fashionistas e celebridades não vão esquecer deste tom para o próximo evento no tapete vermelho. Nas passarelas vimos também jaquetas e casacos ouro, combinados com estampas de animais, em looks de rua casuais. Este estilo apareceu em Michael Kors, Dries Van Noten, Chanel e, claro, Dolce & Gabbana e se espalharam pelas vitrines mundo a fora.

Blusa Iorane

Outro tom usado nesta coluna, o lavanda, um tom púrpura suave, foi uma das cores principais da última primavera e tem se mantido

como uma das tendências de cores outono / inverno 2019-2020. É uma ótima notícia para qualquer mulher que esteja preocupada em guardar alguns dos itens da última compra. Misturado com as cores escuras desta estação fria, torna-se invernal, enquanto misturado com amarelos e castanhos, torna-se mais outonal. Veja a calça e blazer em alafaitaria desta coluna usados com body listrado.

Cara de terno

Terno Eva para Strass Acessórios e Roupas, body Animale e bricos LBF. Foto Dari Luz

Quando os designers colocaram ternos e blazers nas passarelas, eles efetivamente quiseram tirar a imagem séria dos escritórios e consolidar a imagem de conforto e fluidez. Essa tendência faz parte de uma mudança geral na direção para looks minimalistas, utilitários e não-sexistas no mundo da alta moda, uma saída que, acredito, se adaptará facilmente para a moda mais real.

As irmãs gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen, para marca própria, a The Row, também criaram ternos despojados, blazers superdimensionados, bem arrumados na passarela, combinando com suéter de gola alta, com opções de cores neutras escuras e claras. A Proenza Schouler desfilou blazers grandes confortáveis, sofisticados, com opções para homens e mulheres. Muitos outros designers nos deram opções dos ternos na passarela, incluindo Oscar de la Renta, Tibi, Nina Ricci, Roksanda e Alexander Wang.

Colete

Coturno John Jonh, vestido Forever 21, colar LBF, colete Vera Motta para Strass. Foto Dari Luz

O colete surgiu pela primeira vez em Versalhes, na Corte do Rei Sol, num estilo de roupa pomposo. O modelo era mais comprido e desafiava o clima frio dos grandes palácios com seda e brocado. Aos poucos, ficou mais curto e perdeu as mangas.

Nos anos 1920, ostentavam cores primárias, padrões geométricos com inserções de tecido ou ornamentos excêntricos, até mesmo vidro. Enquanto na década de 1950, os jovens e rebeldes usaram coletes irreverentes em brocado inspirados em Edward VII.

No final dos anos 1960, o colete é finalmente incorporado ao closet feminino e designers como Moschino e Yves Saint Laurent criam uma coleção completa sobre o tema. A imagem lembrada é a de Twiggy vestindo bermudas e colete.

Ele volta aos anos 1970, tão boêmio como sempre, e faz parte dos conjuntos hippies, dos quais exemplos encantadores são os coletes bordados e em forma de brocados e usados por um ícone boh, LouLou de la Falaise, a musa do designer Yves Saint Laurent.

Combat boots

Coturno John John, calça Dolce & Gabbana, blusa Iorane. Foto Dari luz

Os coturnos estão na moda há alguns anos mas certamente a roupa de Charlize Theron em Mad Max: Fury Road ajudou a tendência a florescer na passarela e nas ruas. Prada e Valentino lançaram suas versões que vi também em Chanel. Aqui pelo Brasil, Carmen Steffens, Arezzo, Schutz e John Jonh com o modelo usado na coluna com plataforma altíssima! Os millennials passaram a usar marcas mais conscientes do meio ambiente, como Patagonia e North Face.

E assim, as botas, e basicamente qualquer coisa que você gostaria de usar em um acampamento de fim de semana, agora estão em alta na moda. Marcas como Phillip Lim, Acne Studios e Miu Miu lançaram suas próprias versões de botas nos últimos meses e o estilo nunca pareceu tão cool.

Participaram deste editorial

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Natália Bruhl – Ford Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento: Unique MCA Empreendimentos – Soul Residence
Marcas e lojas participantes: Adidas, Animale, Alaphia, Dolce & Gabbana, EVA, Forever 21, Francesca Loungewear, Fernè, Iódice, Iorane, John Jonh, LBF, Moschino, Tida, Vera Motta

A moda inspirada na leveza e na fluidez do balé


Para a coluna deste fim de semana, me inspirei na dança e na última coleção primavera/verão da Dior 2019. E como revelou a própria Maria Grazia, diretora criativa da marca, “a moda fala sobre o corpo, da mesma forma que a dança faz – é como música, é uma linguagem universal”

Vestido Roberto Santos, sapatilhas Capezio e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

A inspiração

Na coleção primavera/verão 2019 da Dior, desfilada no ano passado em Paris, sua diretora criativa, Maria Grazia, transformou a passarela em praticamente um palco. Loie Fuller, Pina Bausch e Isadora Duncan, grandes coreógrafas que marcaram época, ficariam encantadas com o mood apresentado por Grazia, uma obcecada por balé.

Para a coleção, a estilista substituiu o corpete preto, aquele que andamos vendo nos últimos editoriais de moda e copiado pelo mundo, e mostrou formas de tops translúcidos, transparentes e vestidos de jérsei de seda. Um look foi feito com 90 metros de tule, destacando uma linha de tecidos leves, em tons de degrade, pintado à mão e muito delicado. Um cachecol patchwork de seda, vestidos estilo chiton, estampa tie-dye, denim e ainda penas caleidoscópicas desfilaram na passarela.

Saltos de cunhas, que imitavam o movimento de um bailarino, sapatilhas e um elegante par de tênis que, embora construídos para serem de alto desempenho, provavelmente serão guardados para ocasiões muito mais especiais também se destacaram.

O tule na moda

Sapatilhas Capezio Profissional, saia de tule Movimento Moda Ballet, alças em ouro Dina Noebauer e top Ferné. Foto Dari Luz, especial

Poucas coisas incorporam mais a visão idealizada da feminilidade na cultura ocidental que uma saia de tule. Normalmente associadas às roupas de noiva e de bailarina, a qualidade fluída e transparente dessa rede fina e leve veio para servir como um símbolo das contradições associadas à feminilidade: delicada, mas forte; pura, mas sexy. O tule se tornou parte integrante de vestidos de noiva, vestidos de noite e lingeries. Já foi um tecido proibitivamente caro e luxuoso feito de seda, porém, com o tempo, tornou-se prontamente disponível para as massas – graças à introdução de fibras sintéticas mais baratas, como nylon, rayon e poliéster.

Os historiadores acreditam que, inicialmente, o tule foi meticulosamente feito à mão, usando métodos semelhantes à produção das rendas, por volta do ano 1700. O tecido moderno, também conhecido como bobbinet, foi produzido pela primeira vez depois que uma complexa máquina de tecelagem, que produziu eficientemente o modelo, foi patenteada em 1809.

Tornou-se um marco nas últimas temporadas, aparecendo nas passarelas da primavera de 2018 e 2019 de Saint Laurent, Moschino, Alexander McQueen, Oscar de la Renta, Simone Rocha, Preen e Delpozo, entre outros. Ganhou popularidade por várias razões: é um dos materiais mais comuns usados em vestidos de noite, especialmente depois que a “influencer” Grace Kelly usou uma saia de tule volumosa no filme de 1954, Janela Indiscreta. A leveza do tecido em camadas criou saias maciçamente largas que escondiam as pernas de uma mulher, enquanto acentuava sua cintura e busto.

Autodidata

Vestido Roberto Santos, sapatilhas Capezio e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

Natural e morador de Santo Amaro da Imperatriz, Roberto Santos iniciou a carreira em 1998. Autodidata, domina todo o processo de criação e execução das suas roupas:
– Acredito que para assinar um belo vestido de festa é necessário dar a ele um padrão de qualidade e personalidade, desde a criação até o arremate final – diz.

Dono de uma mente inquieta, Roberto busca inspiração em tudo que vê, além de se inspirar em quatro grandes nomes da alta costura: Coco Chanel, Christian Dior, Elie Saab e Zuhair Murad. O estilista utiliza alguns métodos de trabalho criados por ele:
– Minha equipe de costureiras e bordadeiras aderiu ao meu padrão. Praticamente tiveram que deixar de lado os seus métodos próprios para se adaptarem ao meu – destaca, sem revelar o segredo e a fórmula.

Desenha desde os seis anos, contra a vontade do pai que era muito conservador. O ponto alto do seu trabalho são os bordados elaborados por ele, com técnicas de corte e costura feitas a sua forma e sem ter aprendido em cursos ou métodos tradicionais. Com uma equipe de 30 profissionais, o estilista trabalha também com alfaiataria masculina de alto nível.

Multifacetada

Vestido Regina Salomão para Strass Acessórios e Roupas, colar em citrino e ouro branco Dina Noebauer e sapatos Le Scarpin. Foto Dari Luz, especial

Dina Noebauer é de Imbituba e há 35 anos mora na Capital. Com formação em design e moda, costuma dizer que já nasceu com vontade de ser criadora.

– Quando eu tinha 15 anos pedi ao meu pai para me colocar em um curso de corte e costura. De quebra ganhei uma super máquina. Foi o meu presente de 15 – lembra.

Dina logo confeccionou o vestido de batismo da irmã e um tailleur para a mãe. Na joalheria, iniciou fazendo experiências com fios em cobre e madeira e aos 20 anos fez um curso de ourivesaria com o mestre Carlos Salem, de São Paulo. Depois vieram especializações em design de joias com a professora Claudio Petrela, além de gemologia. Sobre o que a inspira, Dina me contou que busca elementos na arquitetura, em viagens, na tecnologia e até mesmo em uma letras de músicas.

Hebe Camargo, Amauri Júnior, Vera Loyola – assim que surgiu como socialite emergente – e Jô Soares usaram peças assinadas pela design, que emplacou seu trabalho na Vogue Joias e Joias e Cia. Em 1999 ganhou o prêmio Brazil 500 anos, com um colar em citrino e ouro branco, inspirado nas obras de Juarez Machado. O colar está na imagem desta nota.

Tem ainda no currículo uma exposição em New York e algumas criações para novelas da Rede Globo, como Torre de Babel e Por Amor:

– Estou desenvolvendo uma nova coleção que será mostrada final deste ano em Paris e ainda algumas peças para uma fábrica de calçados – conclui.

Mia

Joias Dina Noebauer, vestido Carol Reginatto e sapatos Le Scarpin. Foto Dari Luz, especial

Maria Carolina Paixão Reginatto se formou em design de moda pela Udesc, em 2019, e apresentou a coleção Mia no Octa Fashion 2018. Os três vestidos fizeram parte do trabalho de conclusão do curso.

– Mia é para mulheres ambiciosas e que almejam o sucesso pessoal e profissional. Pensando nessa figura poderosa e nos desafios cada vez maiores no seu dia a dia, é importante ressaltar sua autonomia e independência em relação onde ela pode chegar – revela Carol.

É por meio de recortes e materiais que as peças destacam o corpo feminino. A coleção se coloca num papel de exaltar a mulher.

– É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta – lembra Carol, citando a frase de Simone de Beauvoir.

Salto alto

Vestido Marie Lafayette Day Wear, calçados Le Scarpin e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

A designer carioca, que reside em Floripa há seis anos, Vanessa Rouvier, é apaixonada pelos sapatos. E quem não é! Para criar sua marca, a Le Scarpin, uniu a veia empreendedora à curiosidade pelos materiais, acabamentos e técnicas manuais na sapataria. A marca é especializada em scarpins feitos à mão, com materiais nobres e design atemporal. O resultado são coleções limitadas, privilegiando a exclusividade e oferecendo um modelo único, com uma variação de cores precisa.

O processo de criação da Le Scarpin começa pelos traços que a designer idealiza para cada modelo e por meio de ilustração. Todo este processo ocorre antes de ganhar molde e passar pelos processos de corte e costura do couro. Em seguida, a peça é montada, colada, seca, recebe salto e finalmente “descansa”.

Todos os sapatos levam o nome de mulheres inspiradoras, que se identificam com o DNA da marca. O último modelo lançado foi o Penélope – de Penélope Cruz, que brinca com o duo de cores vermelho e rosa. A label também faz collabs com grandes nomes nacionais e internacionais.

A próxima parceria confirmada apresentará um scarpin coberto de paetês, assinado por Vanessa ao lado das irmãs Karen e Katiuscia, da Joulik. A Le Scarpin atende todo o Brasil e tem ponto de venda fixo em Nova Iorque. Por aqui, já vestiu os pés de celebridades como Thassia Naves, Bruna Marquezine, Sabrina Sato e Claudia Abreu.

Mais looks

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Vestido Carol Reginato, sapatilhas Capezio Profissional. Foto Dari Luz, especial
Sapatilhas Capezio Profissional, saia de tule Movimento Moda Ballet, alças em ouro Dina Noebauer e top Ferné. Foto Dari Luz, especial
Joias Dina Noebauer, vestido Carol Reginatto e sapatos Le Scarpin. Foto Dari Luz, especial
Vestido Closet Camila Fraga, sapatos Le Scarpin e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial
Vestido Closet Camila Fraga, sapatos Le Scarpin e joias Dina Noebauer. Foto Dari Luz, especial

Participaram deste editorial

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Milena Scheller – Elite Milão e DN Models
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Agradecimento: Bella Catarina Móveis
Marcas e lojas participantes: Atelier Roberto Santos, Carol Reginatto, Capezio Profissional, Closet Camila Fraga, Dina Noebauer Joias, Fernè, Le Scarpin, Movimento Moda Fitness Praia e Ballet, Marie Lafayette Day Wear, Regina Salomão, Strass Acessórios e Roupas.

Jeans: a mais clássica das clássicas

Chamamos de jeans as calças feitas de tecido denim, inventadas por Jacob Davis e Levi Strauss em 1873. Strauss saiu da Alemanha e foi para Nova York em 1851, para se juntar ao irmão mais velho que tinha uma loja de produtos de secos e molhados – uma espécie de armazém da época. Lá, vendiam, entre outras coisas, tecidos de algodão. Strauss fabricava também itens funcionais, como tendas, cobertores de cavalo e capas de carroça. Um belo dia, um cliente encomendou um tecido que pudesse suportar o trabalho duro. Esta pessoa era o alfaiate Jacob W. Davis. Ele confeccionou o modelo com o denim, que comprou da Levi Strauss & Co, e o tornou mais forte colocando rebites de cobre nos lugares em que as calças rasgam mais. Bingo! Quando quis patentear, escreveu para Levi Strauss para se tornarem parceiros, e abriram uma fábrica maior. O resto da história, já sabemos!

Foto: Dari Luz/Especial

Fique de olho

  • As estampas xadrez, e as misturas delas com outras, já são hits no mundo do street style.
  • Os ponchos (aqueles que usamos na Serra, sabe?) chegaram na moda graças ao clima em constante mudança. O modelo se tornou uma solução para sair quentinha e fashion.
  • Calças de cintura alta prometem uma silhueta moderna e em denim ficam ainda mais cool.
  • Acreditem, as sobreposições pegaram mesmo e não se surpreenda se cruzar com alguém com o visual saia-sobre-calças por aí. Visto em todos os lugares, de Proenza Schouler a Calvin Klein, o truque de estilo cria um efeito de alongamento das pernas e adiciona um certo nível de peculiaridade fashion.
  • Nada de anormal cruzar com Lady Gaga usando algumas penas por ai. Num dia normal, para a maioria das mulheres, será aceitável usar alguns detalhes ou acessórios de penas. Sim, elas estão em alta!
  • Bolsas grandes, sapatos estranhos e até mesmo os acessórios mais extravagantes tomaram rumo neste inverno.
  • O denim foi estampado com logotipos, símbolos, pinturas e customizações, prova de que um apelo gráfico está cada vez mais em alta.

Marca de Santa Catarinaa

Foto: Dari Luz/Especial

A história da marca catarinense Monnari Jeans, de Rio do Sul, começou graças à matriarca, Laura Pasqualini, que trabalhava na Singer como costureira instrutora. Na época, ajudava na profissionalização de pessoas para o setor da indústria da região. Quando ficou viúva, criou e sustentou a família costurando para fora. Amava criar suas próprias roupas até os 87 anos, quando faleceu. Para a filha Lucélia, transmitiu a maior herança, a expertise, valores e gosto pela moda. Laura foi a responsável pelo legado e criatividade da marca que existe desde 1990.

Atualmente, a direção de estilo e desenvolvimento das coleções está por conta da dupla Jacqueline Lodetti e Janaina Molinari. A inspiração da coleção outono/ inverno 2019 surgiu numa viagem cultural por Milão, Firenze e Veneza, na Itália. Deste passei, nasceu a coleção batizada de Provaci.

— Para fugir do senso comum e imprimir sofisticação ao jeans, trouxemos novos shapes, inspirados na alfaiataria. O jeanswear vai muito além de uma calça, é um estilo que revela o espírito livre e faz um convite para a mulher se reinventar — define Jacque.

Urbana

A designer de Floripa, Giane Urbano, desenvolveu uma coleção batizada de Urbana para a conclusão do curso Superior em Tecnologia em Design de Moda da Unisul, em 2017. Inspiradas no estilo das ruas, as peças foram desenvolvidas com a técnica de dripping, com pinturas que são gotejamentos de tinta sobre o tecido. A coleção mostrou peças oversize, inspiradas no street style e na moda sustentável. “Foram gastos R$ 5 na coleção. Todo o material foi doado por amigos e eram roupas em jeans que não estavam sendo usadas”, conta Gi. “De cinco calças e quatro bermudas, eu consegui criar quatro peças para a minha coleção”, conclui.

Moda, arte e balada

O baiano Victor Nicoladeli é quem assina a arte das paredes do Social Spot Bar, na Pedra Branca, em Palhoça, a locação desta edição. Artista intuitivo, expressa em suas obras o universo da imaginação e busca sensibilizar por meio da introspecção. Segue a vertente da Arte Psicodélica, em que retrata uma percepção que questiona os sentidos das formas abstratas. Contrasta entre o monocromático e as cores, transformando pigmentos em sentimentos. O conjunto de elementos irregulares utilizados contextualiza uma expressão visualmente harmônica. “A arte está nos detalhes, enxergue tudo ao seu redor e viva a ilusão constantemente”, sugere o artista.

Ecológica

Foto: Dari Luz/Especial

A coleção outono/inverno da marca catarinense Colcci foi batizada de Denim Soul, destacando a presença do jeans. Nesta temporada, ele foi coroado com personalidade e rebeldia expressiva, além de pitadas de sex appel. A linha Eco Soul nasceu a partir da preocupação com os impactos ambientais causados pela indústria da moda. Os modelos seguem meios inovadores e sustentáveis. Funciona da seguinte forma: os resíduos do processo de fiação e sobras de fios são desfibrados e transformados novamente em fibra, reiniciando um novo ciclo. No tingimento, a seleção de químicos é desenvolvida sob as mais rigorosas normas ambientais e de qualidade. Contribuem para a redução de 80% do consumo da água. E, no processo de acabamento, o consumo de energia na secagem dos produtos é reduzido devido À união da fórmula de químicos, com a nova tecnologia de processo. Cem por cento da água utilizada na produção dos tecidos é tratada, sendo que 70% é reutilizada. 

Foto: Dari Luz/Especial
Foto: Dari Luz/Especial
Foto: Dari Luz/Especial
Foto: Dari Luz/Especial
Foto: Dari Luz/Especial
Foto: Dari Luz/Especial

:: Participaram deste editorial

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
Modelo: Lais Tomaselli (DN Models)
Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
Produção de cena: Larissa Maldaner
Beleza: Larissa Maldaner
Locação: Social Spot Bar (Rua Albatroz, 26, Pedra Branca – Palhoça)
Marcas e lojas participantes: Adidas, Colcci, Carmen Steffens, Giane Urbano, Gabriela Faraco, Forever 21, Monnari Jeans, Kenzo, Vans, Zara.

Western: uma das fortes tendências na moda inverno 2019

Estar na Itália é uma excelente oportunidade para se atualizar em tudo o que diz respeito à moda e design. E é daqui que estou escrevendo a minha coluna deste fim de semana para a Revista Versar, fotografada há duas semanas no Haras Duas Meninas, em Floripa.

Saia A Teen para Danna e blusa Andrea Bogosian para Dana, bota acervo e cinto Dior. Foto Dari Luz, especial

Recentemente ocorreu aqui em Milão o Salone del Mobile, super aguardado no setor de móveis e arquitetura mundial, com iniciativas que também foram dedicadas ao mundo fashion. Como de costume, inúmeras marcas participaram ativamente do evento, mostrando sua estética através de exposições, performances e dando vida a novos produtos em colaboração com nomes do design contemporâneo. Um calendário repleto de atividades que se espalhou por todos os cantos da cidade.

Os eventos Fuorisalone, como são chamados, são exposições que animam toda a cidade de Milão durante a semana e reúnem nomes da moda como Gucci, Etro, Filosofia, Louis Vuitton, Dolce & Gabbana, Missoni, entre outros.

A Gucci , por exemplo, mostrou uma coleção idealizada pelo diretor criativo Alessandro Michele. No acervo estavam móveis e acessórios de decoração, todos com motivos e símbolos retirados do ambiente visual de Michele. Ele celebrou a natureza com suas inspirações baseadas na flora e na fauna, mostradas nas cerâmicas pintadas à mão, alças em forma de serpente, castiçais com estampas florais, tigres desenhados em almofadas bordadas e paredes cobertas com papel de parede colorido de vinil ou seda.

Cowgirl moderna

Casaco acervo, blusa e saia Galiani, botas Paula Torres, cinto Dior e Chapéu Zara. Foto Dari Luz, especial

O tema desta semana é uma das tendências fortes do inverno 2019, a Western. Embora o estilo ainda seja muito associado aos cantores country, de vez em quando aparece na moda com nova roupagem. Madonna já exibia jeans, chapéu, camisa xadrez e botas no clipe Don’t tell Me, em 2000, nos primeiros momentos da década, em que todas as garotas da nova geração quiseram adotar o visual forever.

Versão refinada

Vestido Fernè, pulseira Hermès, bota acervo e chapéu Zara. Foto Dari Luz, divulgação

O mundo da moda, num passado distante, acordou com uma versão mais refinada do estilo, graças a Marilyn Monroe. A icônica loira posou em uma sessão de fotos, com tema para o Dia dos Namorados, em look duas peças numa versão cowgirl, no início de sua curta carreira. Kitsch e divertido, o estilo foi adorado como traje de fantasia pelas próximas três décadas, até que a atriz Raquel Welch usou o mood em outro filme de 1970. Chegou ao pico na era disco, e as botas de cowboy surgiram como uma escolha sólida para dançar à noite toda com Grace Jones no Studio 54. Os frequentadores de clubes combinavam seus calçados com calças quentes e vestidos profundos em decote em “v”.

Diana, a princesa de Gales, mostrou a referência no final dos anos 1980. Ela usou uma bota de cowboy marrom, um boné de beisebol, blazer e jeans para uma partida de polo em Windsor. A roupa foi considerada controversa na época, mas desde então abriu caminho para outros membros da família real britânica romperem com a tradição e serem fotografados com jeans e looks mais descontraídos. Em 2014, o texano nativo Tom Ford reinventou a bota de cowboy para a alta moda. O designer revelou uma visão glamourosa do clássico americano num desfile em Londres.

Garota ocidental

Bota Gucci, chapéu Zara, calça e blusa Fernè e brincos Gabriela Faraco. Foto Dari Luz, especial

Em Nova York, Milão, Londres e Paris recentemente vimos algumas coleções inspiradas no Velho Oeste chegando às passarelas como tendências de moda. Isabel Marant sempre dedica grande parte das suas peças ao estilo em particular, enquanto muitas outras grifes optaram por trazer jaquetas e vestidos com franjas, botas, cintos rústicos de metal e cachecóis com estampa de animais. De Maison Margiela a Saint Laurent , não há como negar, as botas deram uma palhinha, assim como todo o estilo e a vibe do visual western. Desde então, a tendência ganhou impulso em todos os lados do mundo, chegando às marcas mais comerciais.

A bota cowboy entrou e saiu de moda várias vezes desde o final da década de 1940, quando a atriz Wendy Waldron posou com um par no comprimento da panturrilha, em uma cena de um velho filme de Hollywood. Foram originalmente projetadas para verdadeiros cowboys americanos que cuidavam de gado com referências resgatadas do modelo britânico Wellington, ou também na marca Hunter como referência, aquela que falei aqui na última coluna, lembra?

A história conta que o italiano Sam Lucchese imigrou da Sicília com seus irmãos e viu uma lacuna no mercado local do Texas em busca de botas duráveis e econômicas para os trabalhadores das fazendas. A marca foi adquirida pela Blue Bell Corporation – a matriz para outro produto básico americano, a Wrangler – em 1970, mas um par clássico de Lucchese permaneceu como o padrão da indústria desde então. Diz a lenda que o cantor de voz suave Bing Crobsy foi uma das primeiras celebridades a solicitar um design personalizado e que John Wayne era um cliente leal por mais de 50 anos.

Geração boêmia

Vestido Galiani, casaco de franjas Andrea Bogosian para Danna, chapéu Zara. Foto Dari Luz, especial

A marca catarinense Galiani está completando quatro anos em 2019 e acaba de ganhar espaço no cenário nacional. As peças, elaboradas pela estilista Rafaela Galiani, estarão em multimarcas em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília.
A Coleção deste inverno foi batizada de Bohemian e representa o estilo de vida boêmia dos anos 1960 e 1970, onde as pessoas andavam pelo mundo sem muito compromisso ou laços permanentes.
– Foi uma geração que respirava música, arte e literatura, sem deixar de lado o espírito livre e aventureiro, sem julgamentos para a liberdade e o amor – diz a estilista.

Do Rio para Floripa

Vestido Marie Lafayette, lenço Louis Vuitton, bota acervo e chapéu Zara. Foto Dari Luz, especial

A estilista Marie Lafayette e a empresária Paula Lindenberg abriram um atelier com roupas de noivas e festas em Jurerê internacional. O grande diferencial da loja de Jurerê é a linha Day Wear com looks prontos em alfaiataria e acabamento diferenciado.

Há 12 anos trabalhando na área, a estilista é formada em moda na Esmod Paris, uma das mais renomadas escolas em âmbito internacional e trabalhou em diversos países na área de Haute Couture, como França, Espanha, Itália e Estados Unidos.

Além das noivas tem no currículo trabalhos de grande porte em produções para novelas e seriados da Rede Globo. A empresária Paula Lindenberg era professora de hipismo e jornalista de formação, porém nunca atuou na área.

Participaram deste editorial:

Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa

Modelo: Mariana Fernandes– DN Models

Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz

Produção de cena: Larissa Maldaner

Beleza: Larissa Maldaner

Agradecimento: Haras Duas Meninas

Marcas e lojas participantes: A Teen, Andrea Bogosian, Dior, DANNA Boutique, Galiani, Gucci, Hermès, Fernè, Gabriela Faraco, Marie Lafayette, Louis Vuitton, Paula Torres

Looks fluidos em tons pastel para um dia de outono

Estamos no momento de decodificar tudo o que foi mostrado e desfilado nas últimas semanas de moda, descobrir o que foi comprado pelas principais multimarcas e mostrado nos feeds do Instagram mais importantes no mundo fashion.

Preste atenção no que você, realmente, vai querer ter, nos looks que poderá garimpar, nos truques de estilo e nas novas marcas que você precisa conhecer e que são daqui mesmo de Santa Catarina.


Vestido: Le Iris. Foto Dari luz, divulgação

Paleta madura e sofisticada

Casaco Strass Acessórios e roupas e cinto Dior. Foto Dari Luz, especial

Uma das maiores tendências que vi nos desfiles de moda internacionais, indiscutivelmente, foi o tema dominante da mulher real; um retorno bem-vindo à feminilidade e de querer vestir-se, sentindo-se confiante e confortável. E a tendência incorpora tudo, desde os comprimentos de saias mais longas, às roupas em formas fluidas, silhuetas simples e discretas com cores igualmente suaves em tons pastel, como azul, nude, bege e rosa.

Trocando em miúdos estamos olhando para um espectro de tons claros que, em termos de moda, é uma das tendências mais chiques que uma mulher pode usar.

Junto ao estilo, chegam os babados e os enfeites elegantes da alta-costura dos anos 1950. A feminilidade está desde as bailarinas apresentadas na coleção de Maria Grazia Chiuri para Dior, às passarelas cheias de tons candy, suficientemente, adequados para fazer você se sentir uma criança em uma loja de doces.

Tons claros

Vestido: Le iris. Foto Dari Luz, especial

Visto em 2018, permanece em 2019 o uso de cores em tons pastel. Estão nos sites de moda, vitrines, desfiles e na decoração de interiores. Mas o que exatamente define este tom? Uma cor pastel é qualquer uma que tenha apenas o suficiente do branco, misturado a ela para parecer pálido e macio, mantendo uma personalidade

colorida, entendeu? As cores pálidas mais comuns que estamos vendo este ano são rosa suave, azul claro, menta cremosa e o amarelo da coleção da Chanel na primavera européia de 2019 .

Quanto ao bege, dominou as passarelas da coleção de estreia de Riccardo Tisci para a Burberry em 2018, bem como nas passarelas da Chloé e da Chanel. Sua ascensão marca uma mudança mais ampla em direção ao “luxo adulto” e ao investimento discreto, gosto muito.

Radar fashion

Casaco/ vestido Emanoela Mardula, bota Chanel . Foto Dari Luz, especial

“Há uma certa poesia na convergência de fenômenos físicos, geográficos, culturais e sociológicos e que envolvem o efêmero, o fluído”, revela a designer de moda Emanoela Mardula, quando descreveu a coleção Guá, em 2017, como trabalho de conclusão do curso de moda da Udesc.

As criações mostraram uma narrativa, onde a poética da liquidez foi a inspiração para desenvolver peças autorais. Silhuetas sóbrias foram palco para um enredo visual de recortes e texturas que assumiram o papel de traduzir os sutis e disformes contornos. Emanoela propôs diálogos entre elementos e materiais da alfaiataria, recortes, sobreposições e texturas. Onde, a fluidez encontrou no design de superfície,uma narrativa delicada, efêmera e abstrata: “Bordados, tingimentos e aplicações são elementos indiciários, que revelam as minúcias de um universo líquido, da personalidade sensível que se abriga nestas silhuetas e carregam em si, a pretensão de traduzir – de forma abstrata, a poética da liquidez”, revela também a designer.

Mix & Match

Vestido: Le Iris. Foto Dari Luz, especial

A marca Le Iris Home nasceu embalada pela paixão das empresárias catarinenses Letícia Nomura e Patrícia Iris. As irmãs têm um olhar de quem ama receber, florir a casa e montar uma boa mesa para reunir a família e amigos, além de produzir vestidos

fluidos e românticos . Através do perfil Le Iris Home no Instagram, Paty e Lê fazem um mix & match de tudo que as encanta, compartilhando dicas e imagens do seu dia a dia, viagens e curadoria no mundo do home décor, moda e arte.

Nova marca catarinense

Vestido Flow Concept, bota Chanel e colar acervo. Nota. Foto Dari Luz, especial

Inspiradas nas viagens das melhores amigas Paola de Lucca e Carol Lobato, com as mãos de fada de Bernadette de Lucca na modelagem, lançarão a grife Flow Concept, dias10 e 11 de maio , no Coletivo de Marcas The House Market ,que ocorrerá no Novotel, na capital.

A Flow foi criada para mulheres, de 25 a 60 anos, cosmopolitas que amam viajar em férias e de momentos especiais. O estilo chique e sem esforço da marca, com sede em Florianópolis, é perfeito para almoços ensolarados e soirées românticas em um refúgio litorâneo.

“Dominamos a arte do resort wear, aliando exclusividade e silhuetas super femininas com tecidos fluidos, para que todas se sintam bem” revela Carol. No DNA da marca consta paletas de cores e estampas neutras, mangas mais dramáticas, detalhes que refletem um lifestyle de liberdade, com a pele beijada pelo sol, celebrando a magia de uma fuga de verão

A primeira coleção cápsula conta com 20 modelos entre blusas, saias e vestidos. Cada modelo terá no máximo três peças, garantindo a exclusividade, totalizando 60 peças.

Glam catarinense

Vestido: Safhari Glam, colar acervo e botas Chanel. Foto Dari LUz, especial

A estilista Fabricia Amorim é natural de Brasília mas se mudou para Floripa em 2008 para realizar o curso de design de moda na Universidade do Sul de

Santa Catarina, (Unisul). Trabalhou no processo de criação em uma empresa de moda por quase dois anos, mas sempre teve o sonho de desenvolver uma marca própria. Em 2013 criou a Safhari com roupas casuais e este ano a marca ampliou seus horizontes e lançou a Safhari Glam, uma linha focada em vestidos de festas, madrinhas e noivas. O vestido usado neste editorial é uma das peças da nova linha, que estreou com o pé direito no cenário da moda.

“A Safhari anda na direção do amor, da dedicação e da empatia. Cada peça é criada pensando em cada pessoa que irá vestir o look: para o casamento tão esperado da melhor amiga, para quem vai levar a blusa que amou para uma viagem inesquecível ou quem comprou uma saia e, com ela, garantiu muitos elogios no almoço de domingo”, comenta Fabricia.

“A marca acredita na energia que emana das coisas e das pessoas e é por isso que valoriza cada processo de produção, depositando os melhores sentimentos possíveis em suas peças”, finaliza.

Vamos falar dos trench coats?

Vestido: Safhari Glam, trench coats Burberry, colar acervo e botas Chanel. Foto DAri LUz, especial

Tudo indica que o modelo foi usado por soldados nas trincheiras lamacentas da Primeira Guerra Mundial, dando à roupa seu nome (trentch= trincheira em inglês). Evoluiu dos casacos impermeáveis criados pelo químico e inventor escocês Charles Macintosh e pelo inventor britânico Thomas Hancock (fundador da indústria britânica da borracha) no início da década de 1820. Aqueles que o usaram durante a guerra eram principalmente oficiais e superiores que compravam o modelo como parte de seu uniforme – um marcador de distinção social e classe, mesmo no exército.

A roupa impermeável foi feita de algodão emborrachado e era o look do momento do homem bem trajado, cujos dias se resumiam em montar, atirar, pescar, às atividades ao ar livre e serviço militar. Como a tecnologia evoluiu, o revestimento de borracha tornou-se mais respirável, menos quente e melhor em repelir a água. Em 1853, o alfaiate de um cavalheiro de Mayfair, bairro de Londres, desenvolveu uma capa de chuva melhorada, sob o comando de sua empresa Aquascutum.

Thomas Burberry, um jovem de Hampshire, seguiu o exemplo em 1856 com a fundação de sua companhia homônima. Assim, tanto a Aquascutum quanto a Burberry merecem crédito por terem “inventado” o trench coat da Primeira Guerra Mundial, mas a verdade é que as duas empresas ajudaram a popularizar um tipo de casaco já existente. Hoje, o modelo já foi revisitado por designers como Martin Margiela e Jean-Paul Gaultier e ainda é um clássico duradouro para a Burberry .

Está chovendo

Vestido: Maria Filó. Foto Dari Luz, especial

O outono começou oficialmente, então é hora de se armar contra a chuva e se dedicar a um par de botas de borracha super fashion. Kate Moss, Sarah Jessica Parker e Alessandra Ambrosio amam o modelo consagrado e assinado pela marca escocesa Hunter. O acessório se tornou obrigatório para os frequentadores do festival de música Coachella. Conforto, qualidade irrepreensível e um estilo único é o que conta! As Hunters foram criadas em 1856 na Escócia, sendo o mais antigo fabricante de botas de borracha no Reino Unido e o fornecedor oficial da família real.

As botas de chuva tornaram-se peças de moda real. São usadas na cidade ou no campo, com ou sem chuva, porque combinam com qualquer estilo, vai arriscar?

Mais sobre a produção

Participaram deste editorial

  • Produção executiva, produção, styling, pesquisa de moda: Lise Crippa
  • Modelo: Laura Gamarra – DN Models
  • Fotos e tratamento de fotos: Dari Luz
  • Produção de cena: Larissa Maldaner
  • Beleza: Larissa Maldaner
  • Local: Santo Antônio de Lisboa
  • Marcas e lojas participantes: Burberry, Chanel, Dior, Emanoela Mardula, Flow Concept, Le Iris Home, Safhari Brand, Strass Acessórios e Roupas, Maria Filó.